Mato Grosso
Fazenda penhorada: Carlos Bezerra; “Mau Pagador” ou “Produtor”?
Mato Grosso
Da Redação.
O império construído em uma longa vida pública começa a ruir, o então ditado popular afirma que a “Justiça tarda, mas não falha”, referente a determinação a penhora de uma fazenda pertencente ao deputado federal Carlos Bezerra (MDB) e sua esposa, Teté Bezerra, para pagar um empréstimo de R$ 7 milhões com o engenheiro Pedro Luiz Araújo Filho.
De acordo com relatos da ação, tanto Carlos Bezerra, quanto a sua esposa, Teté Bezerra teria contraído a dívida com o engenheiro, Pedro Luiz Araújo Filho, no valor de R$ 7 milhões, em 2010, para bancar custos de campanha eleitoral.
Desta forma, passados cerca de quatro anos, e o engenheiro não teria recebido nem satisfação, quanto mais o pagamento do valor emprestado, assim, o caminho mais viável, foi através da Justiça, desde 2014.
A decisão, publicada nesta semana, é assinada pelo juiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Cuiabá.
A propriedade denominada de São Carlos, com cerca de 2 mil hectares, fica localizada no município de Campo Verde, a 131 km de Cuiabá, e como segundo informações do engenheiro, a dívida já fica na casa dos R$ 18 milhões, a Justiça determinou a penhora deste bem.
Porém, outros fatos levantaram muitas suspeitas e indagações com este processo, já que rola nos autos, que outros empreendimentos teriam sido oferecidos como forma de pagamento, não teria nada de errado, se não tivessem em nome de terceiros.

Foto: (Getty Images/EyeEm)
“Não há como este Juízo determinar medida coercitiva sobre imóveis de terceiros, inclusive impondo-lhes eventual renúncia quanto aos direitos que incidem sobre os mesmos”, afirmou o magistrado.
Resta saber qual é a real posição ou atividade do deputado federal, Carlos Bezerra, “caloteiro” ou “Produtor de laranja”?
Foto: Câmara Federal
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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