Mato Grosso
Jangada: presidente da Câmara ofende mulheres e caminhoneiros
Mato Grosso
Pronunciamento tem sido considerado aberto desrespeito ao município, às suas mulheres, e também aos caminhoneiros que sempre param por lá, a fim de lanchar. A BR-163 corta o município ao meio, ladeada por lanchonetes e restaurantes. Caminhoneiros protestaram ao saber que o dirigente do Legislativo tem essa concepção acerca do próprio município
Da Redação
Num pronunciamento considerado desrespeitoso por quantos assistiram, o presidente da Câmara Municipal de Jangada, vereador Júnior de Paula, disse que Jangada se tornou ponto atrativo de caminhoneiros em decorrência da fácil oferta de sexo feminino ali existente. No entendimento geral, ele qualificou o município inteiro de zona e as mulheres de prostitutas. Fato que gerou revolta geral dos habitantes da cidade, inclusive de vários caminhoneiros.
“Nunca vi dizer que Jangada se constituísse em ponto de prostituição. Isso, a meu ver, além de afrontar as famílias desse município, desrespeita as mulheres de forma aberta, qualificando-as como prestadoras de serviços sexuais a quantos caminhoneiros param ali. Durante anos, eu fui um deles, e sempre parei para lanchar pastéis e tomar caldo de cana, água de coco, essas coisas. Nunca ouvi nenhum colega mencionar que Jangada fosse antro de sexo”, afirmou o caminhoneiro profissional Lúcio Gonçalves.

Lúcio Gonçalves, caminhoneiro: “Jangada é um lugar maravilhoso. O presidente da Câmara deveria respeitar seu município e nós, profissionais que sempre trabalhamos de maneira digna e honesta”.
Lúcio também observou que as paradas de caminhoneiros em Jangada sempre são rápidas, em face da proximidade do município com Cuiabá. “Então, se você está subindo rumo ao Norte do Estado, ali é apenas o início da viagem. Se está voltando, é o final. Normalmente, todos paramos por lá apenas para dar uma esticada nos ossos e lanchar, conforme disse. Mesmo porque Jangada não oferece condições de pernoite para grupos de caminhoneiros, em função dos poucos postos de combustíveis da sede do pequeno município. Quem passa no centro da cidade, cortada pela BR-163, pode observar vários caminhões encostados próximos às lanchonetes, a maioria até funcionando. É parada realmente rápida”.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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