Esporte
Chapecoense é indicada em duas categorias do Prêmio Laureus, o Oscar do Esporte
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Votação online é aberta ao público e prossegue até o dia 26 de fevereiro
Da Redação
A história de superação da Chapecoense em 2017 gerou duas indicações ao clube no prêmio Laureus, considerado o Oscar do esporte. O clube catarinense foi indicado nas categorias de “Retorno do ano” e “Melhor momento do ano no esporte”.
A organização do prêmio destacou principalmente as lutas de Alan Ruschel, Neto e Jakson Follmann para prosseguirem suas vidas. Ruschel já retornou ao futebol e participou da campanha da Chapecoense no Campeonato Brasileiro que levou o time à Copa Libertadores; Neto se prepara para retornar aos gramados este ano, enquanto Alan Ruschel, que teve uma perna amputada no acidente, se casou e pensa em voltar ao esporte como atleta paralímpico. Um amistoso com o Barcelona, com ovações aos três, chamou a atenção dos organizadores do Laureus.
A Chape concorre com Roger Federer, que superou lesão no joelho para vencer dois Grand Slams; com Justin Gatlin, que superou duas suspensões com doping para ser campeão mundial dos 100m rasos; com Sally Pearson, que passou por diversas lesões e foi campeã mundial dos 100m rasos; com Valentino Rossi, que sofreu fraturas em acidente de moto mas retornou às pistas e com o Barcelona, pela virada por 6 a 1 em cima do PSG na Liga dos Campeões.
Na categoria de “Melhor momento do ano no esporte”, a concorrência também é forte. A Chapecoense concorre com a volta de Billy Whiz, piloto britânico da Fórmula 4 que perdeu as duas pernas, mas retornou às pistas; com a luta contra o câncer do pequeno Bradley Lowery, torcedor de seis anos do Sunderland; com o gesto dos atletas da universidade de Iowa de acenar para as crianças de um hospital ao lado do campo de futebol americano e com o encontro entre o pequeno Thomas Danel, fã da Ferrari, e o piloto Kimi Raikkonen.
Outros grandes nomes do esporte foram indicados em diversas categorias, como Lewis Hamilton e Serena Williams. Os vencedores do prêmio serão anunciados em 27 de fevereiro, e a votação online se encerra um dia antes. Confira a lista de todos os indicados.
Melhor atleta homem do ano
Mo Farah – Reino Unido – Atletismo
Roger Federer – Suíça – Tênis
Chris Froome – Reino Unido – Ciclismo
Lewis Hamilton – Reino Unido – Automobilismo
Rafael Nadal – Espanha – Tênis
Cristiano Ronaldo – Portugal – Futebol
Melhor atleta mulher do ano
Allyson Felix – Estados Unidos – Atletismo
Katie Ledecky – Estados Unidos – Natação
Garbiñe Muguruza – Espanha – Tênis
Caster Smenya – África do Sul – Tênis
Mikaela Shiffrin – Estados Unidos – Esqui
Serena Williams – Estados Unidos – Tênis
Time do ano
Seleção francesa na Copa Davis – Tênis
Golden State Warriors – Basquete
Mercedes – Automobilismo
Seleção neozelandeza na Copa América – Vela
New England Patriots – Futebol Americano
Real Madrid – Futebol
Estreante do ano
Giannis Antetokounmpo – Grécia – Basquete
Caeleb Dressel – Estados Unidos – Natação
Sergio Garcia – Espanha – Golfe
Anthony Joshua – Reino Unido – Boxe
Kylian Mbappe – França – Futebol
Jelena Ostapenko – Letônia – Tênis
Personalidade do ano entre atletas paralímpicos
Marcel Hug – Suíça – Atletismo
Yui Kamiji – Japão – Tênis em cadeira de rodas
Oksana Masters – Estados Unidos – Esqui cross-country
Bibian Mentel-Spee – Holanda – Snowboard
Jetze Plat – Holanda – Triatlo e atletismo
Markus Rehm – Alemanha – Atletismo
Personalidade do ano entre atletas de ação
John John Florence – Estados Unidos – Surf
Anna Gasser – Áustria – Snowboard
Nyjah Huston – Estados Unidos – Skate
Armel Le Cléac’h – França – Vela
Mark McMorris – Canadá – Snowboard
Tyler Wright – Australia – Surf
Melhor retorno do ano
FC Barcelona
Roger Federer
Justin Gatlin
Sally Pearson
Valentino Rossi
Chapecoense
Melhor momento no esporte
A volta Billy Whizz
A luta de Bradley Lowery
Os eternos campeões da Chapecoense
O aceno às crianças
Quando as lágrimas de Thomas Danel se tornaram sorrisos
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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