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Novo dirigente do São Paulo, Ricardo Rocha cobra valorização da base

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Ex-zagueiro afirma que clube precisa segurar promessas e evitar vendas precoces para o futebol europeu

Da Redação

O novo coordenador de futebol do São Paulo, Ricardo Rocha, assumiu o cargo nesta quinta-feira com a promessa de valorizar as categorias de base do clube. Em entrevista ao canal SporTV, o ex-zagueiro afirmou que vai trabalhar para a equipe continuar a dar espaço para jovens jogadores, porém com o esforço de evitar as saídas dessas revelações, como houve em 2017

Na última temporada o São Paulo negociou com o futebol europeu nomes como Luiz Araújo, David Neres e Lyanco. “O São Paulo tem uma base fortíssima, onde se gasta muito e precisa revelar. Tem revelado, mas os jogadores saem. Esses jogadores têm que ficar mais, sabendo que é preciso vender. O São Paulo tem uma boa base. O obstáculo ainda é a venda desses jogadores”, afirmou o novo dirigente do clube.

Convidado por Raí para assumir o cargo, Ricardo Rocha contou ter se reunido com a diretoria do São Paulo para planejar a próxima temporada e entre os assuntos debatidos, abordaram a utilização de jogadores da base na temporada de 2018. O intuito é priorizar as revelações em vez de gastar em contratações para repor possíveis perdas no elenco.

“Antes de contratar, eu penso na base. O São Paulo tem carência na lateral direita, mas tem que trabalhar pensando no futuro”, comentou Ricardo Rocha em referência à posição que perdeu nos últimos dias o argentino Julio Buffarini, que acertou com o Boca Juniors. O coordenador admitiu a possibilidade de o elenco ter novas baixas. “É o início de um trabalho. O São Paulo tem uma base formada, tem jogadores com proposta para sair e o Pratto é um deles”, disse.

O atacante argentino interesse ao River Plate. Para a possível reposição à saída dele, o clube avalia a possível vinda de Diego Souza, do Sport.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

Foto: Érico Leonan/São Paulo FC

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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