Mato Grosso
VG: Parque Bernardo Berneck terá viveiro de mudas frutíferas, ornamentais e nativas
Mato Grosso
A iniciativa vai otimizar as ações de arborização em vários pontos do município e nas escolas, como os projetos Reverdejando Várzea Grande e Plantar e Cuidar
Da Redação
Com objetivo de arborizar a cidade, contribuindo com o conforto térmico, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), dá início ao projeto de elaboração do seu próprio Viveiro, no Parque Bernardo Berneck.
A iniciativa vai otimizar as ações de arborização em vários pontos do município e nas escolas, como os projetos Reverdejando Várzea Grande e Plantar e Cuidar, intensificando as doações de mudas para plantio, que já acontecem ao longo do ano. Atualmente, as mudas são doadas pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam) para a Secretaria de Meio Ambiente do município.
Para o secretário de governo, Benedito Gonçalo de Figueiredo (Dito Loro), a atitude de ter um viveiro que produzirá mudas e, consequentemente, distribuí-las é fundamental para amenizar o calor da cidade. “Há cerca de 30 anos, todas as casas em nossa cidade tinham em seu quintal, no mínimo, uma árvore frutífera, como mangueira, limoeiro, goiabeira, cajueiro. Além de contribuir com sombra, as árvores nos alimentam e hoje já não temos mais essa fartura. São necessárias a recuperação desses hábitos de plantar árvores nos quintais e a restauração das áreas verdes da cidade, importantíssimas para nossa sobrevivência”.
No Viveiro serão plantadas mudas de árvores frutíferas, ornamentais e nativas, com expectativa de produzir 10 mil mudas que serão distribuídas em março do próximo ano.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Fernando Sé, aponta que o viveiro de mudas tem intuito de abranger desde a produção de mudas para recuperação de áreas degradadas com espécies nativas, bem como atender os moradores de zonas urbanas e rurais com mudas de árvores frutíferas, além das ornamentais que serão destinadas para arborizar as praças da cidade. “O viveiro é o coração da secretaria no sentido de levar vida para toda a cidade, atendendo espaços urbanos e rurais”, pontuou.
Vale destacar que o primeiro passo foi dado com o lançamento do Viveiro. Agora, a Secretaria segue para os trâmites de licitação para contratação de empresa que fará o fechamento do Viveiro e obras estruturais, cujos recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente para esta destinação foram aprovados pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente. “Conjuntamente começamos a semeadura e produção de mudas, pois existem sementes propícias de cada estação, essa coleta de semente será o ano todo e o trabalho contínuo”.
Para os gestores, é fundamental ter um olhar aguçado para o meio ambiente e materializar ações que vão impactar em qualidade de vida e respeito ao planeta. “É preocupante o descarte irregular de lixo que vem acontecendo em nossa cidade, impactando na poluição do rio Cuiabá e também refletindo no Pantanal. Outro alerta diz respeito à questão da falta de água. Vamos viver tempos difíceis, talvez uma das maiores crises hídricas dos últimos 110 anos. Estamos trabalhando para melhorar, amenizar os efeitos de atitudes humanas irresponsáveis”, alertou ele. O secretário comentou que o cenário advém também da destruição das nascentes. “Nós que somos da Baixada Cuiabana visualizamos quantos córregos, corixos que hoje não dão mais águas e eram importantes alimentadores do Rio Cuiabá”, destacou ele.
Opinião compartilhada pelo secretário Fernando Sé, que reafirmou o alerta para o descarte e aterro clandestino. “As ações para preservar o Meio Ambiente são multidisciplinares, envolvendo o poder público em suas diversas secretarias, e também a população que tem de ter consciência com a destinação de seu lixo e a preservação da natureza”, asseverou.
Educação Ambiental – Ao longo da semana, 12 escolas municipais, distribuídas em seis regiões do perímetro urbano, receberam mudas de Ipê para plantio em suas unidades e distribuição para os alunos. A ação integrou a Semana do Meio Ambiente, porém segue durante o ano com atividades programadas e de incentivo ao plantio e seus respectivos cuidados.
Na Escola Municipal de Educação Básica, Honorato Pedroso de Barros, os alunos do projeto Escola de Tempo Ampliado (ETA) participaram do plantio de Ipê. A aluna Nylhanna compartilhou seu nome com a árvore e vai acompanhar seu crescimento. Para a diretora da escola Honorato Pedroso de Barros, Marilene Maria da Silva, é fundamental conscientizar as crianças sobre os cuidados com o meio ambiente na prática. “O plantio de uma árvore aproxima as crianças da natureza, lhe traz noções de responsabilidade como a importância de regar e cuidar”.
Já na escola EMEB Abdala José de Almeida, o estudante Mateus destacou a alegria de ganhar uma árvore com seu próprio nome. “É muito legal plantar, essa árvore vai crescer, melhorar o meio ambiente, o ar, e ajudar contra a poluição”, disse ele. A coordenadora da escola, Aparecida Conceição Benetolli, pontuou que a educação é a base da criança e sem ela, não se tem meio ambiente. “O cuidado do meio ambiente perpassa pela educação, é na escola que reforçamos o papel de cada um no cuidado com o planeta”.
A gerente de educação ambiental da SEMMADRS, Selma Guimarães, acrescentou que os projetos “Reverdejando Várzea Grande” e “Plantar e Cuidar” fazem parte das ações contínuas da gestão municipal e outras iniciativas vão ser alinhadas para reforçar o trabalho da pasta. “Teremos um ano intenso de atividades comprometidas com o meio ambiente. Nos próximos dias, teremos a segunda fase da limpeza do lago do Parque Berneck, por exemplo. Todos os dias temos demandas e nos dedicamos em atender, dialogando com a comunidade e com parceiros”, finalizou ela.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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