Mato Grosso
Trincheira Jurumirim: Governo sinaliza rotas alternativas para início das obras
Mato Grosso
Para a realização das obras, a trincheira (parte inferior) precisará ser totalmente interditada
Da Redação
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informa que foram feitos reparos (tapa buraco), sinalizações horizontais e verticais, além de faixas informativas, em todas as rotas de desvios indicadas pela Prefeitura de Cuiabá, para que fosse possível dar início às obras de recuperação e restauração da trincheira Jurumirim, no município, nesta segunda-feira (07.06).
Porém, diante de mais uma decisão da Prefeitura de Cuiabá adiando o início das obras, a Sinfra comunica que os serviços na trincheira começarão somente na quarta-feira (09.06) após o bloqueio do trânsito no local, conforme determinou o Município. Isto porque é indispensável a interrupção do tráfego, feito pelos agentes municipais de trânsito, para garantir a segurança das equipes que trabalharão na obra, bem como dos condutores que por ali trafegarem.
Para a realização das obras, a trincheira (parte inferior) precisará ser totalmente interditada para o trânsito de veículos nos dois sentidos: Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Rubens de Mendonça e Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Fernando Corrêa da Costa. Já o acesso pelas pistas marginais continuará liberado. Daí a necessidade dos agentes de trânsito.
Vale ressaltar que, desde o final do mês de fevereiro, a Sinfra e a empresa contratada aguardam a anuência da Prefeitura de Cuiabá para dar início às obras. Tal demora prejudica tão somente os cidadãos que precisam transitar por aquela via, que não se encontra em plenas condições de trafegabilidade e segurança e apresenta risco aos condutores.

Secom MT
Isto porque precisarão ser executados serviços para corrigir as patologias no pavimento ao longo do 1,32 quilômetro de extensão da trincheira (parte inferior), entre os bairros Jardim Leblon e Bosque da Saúde, na Avenida Miguel Sutil. Também será feita a correção das infiltrações e de problemas com as juntas de dilatação nas pistas marginais (parte superior).
A previsão de conclusão dos serviços é de sete meses. Estão estimados investimentos de R$ 14,2 milhões à execução dessas obras, que será custeado, neste primeiro momento, pelo Estado, para finalizar o quanto antes a obra. Porém, o governo vai buscar ressarcimento junto à construtora responsável, em razão de as melhorias serem necessárias devido à má execução do projeto.
A construção da trincheira Jurumirim, idealizada para a Copa do Mundo de 2014, foi liberada para o tráfego naquele ano, apesar de a obra não estar em boas condições e nem totalmente concluída, com 97,8% dos serviços executados. Na época, faltavam serviços complementares de paisagismo, mas o contrato foi encerrado em razão de embaraços jurídicos e administrativos.
Tão logo seja concluída a obra, o Governo do Estado vai repassar oficialmente e em definitivo a trincheira Jurumirim à responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), uma vez que a via é federalizada.

Secom MT
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Mato Grosso
Município regulariza medição da qualidade da água após TAC
O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.
Foto: Reprodução Instagram.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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