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Sorteio põe Boca no caminho do Palmeiras na fase de grupos da Libertadores

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A exemplo da Sul-Americana, brasileiros irão encarar argentinos nos confrontos iniciais da competição continental

Da Redação

O sorteio dos grupos da Copa Libertadores foi realizado nesta quarta-feira à noite, em Luque, no Paraguai, e reservou um caminho complicado para alguns times brasileiros. Entre eles o Palmeiras, que caiu no Grupo 8 da competição e na primeira fase já terá pela frente o tradicional Boca Juniors, além do Alianza Lima, do Peru, e um quarto representante a ser definido.

O Boca foi um dos oito cabeças de chave do sorteio, no qual o presidente palmeirense Maurício Galliote esteve presente e evitou lamentar o fato de o seu clube precisar encarar o tradicional rival. “É um clássico, é um jogo grande, e é bom começar com um jogo grande. E esperamos fazer bons jogos na Libertadores”, projetou o dirigente, em entrevista ao SporTV.

O Corinthians, por sua vez, entrou no sorteio como cabeça de chave e caiu no Grupo 7, no qual também não deverá ter vida fácil. Um dos seus rivais será o também tradicional Independiente, que acaba de conquistar a Copa Sul-Americana e ganhou sete títulos da Libertadores. O Millonarios, da Colômbia, e o Deportivo Lara, da Venezuela, serão os outros dois rivais dos corintianos nesta fase.

Também em Luque para acompanhar o sorteio, o presidente alvinegro Roberto de Andrade qualificou a chave do seu time como complicada. “Aqui não dá pra falar que gostou ou não gostou do grupo. Pelo que vi, os oito grupos são difíceis. O Independiente é um time que recentemente todos viram, foi campeão da Sul-Americana, e o Millonarios também é um adversário fortíssimo”, analisou.

Entre os paulistas, quem pode dizer que teve melhor sorte foi o Santos, que está no Grupo 6 e enfrentará Estudiantes, da Argentina, Real Garcilaso, do Peru, e um rival ainda a ser definido na última fase preliminar.

O Flamengo, que acabou de ser derrotado pelo Independiente na final da Sul-Americana deste ano, é outro time brasileiro que caiu em um grupo complicado. Vai medir forças com o também argentino River Plate, com o Emelec, do Equador, e com um quarto rival a ser determinado no último estágio preliminar à fase de grupos.

Atual campeão da Libertadores, o Grêmio vai pegar Cerro Porteño, do Paraguai, Defensor, do Uruguai, e Monagas, da Venezuela, no Grupo 1, enquanto o Cruzeiro caiu em uma chave considerada mais complicada, com Universidad de Chile, Racing, da Argentina, e um quarto rival a ser definido.

HOMENAGENS

O sorteio da Libertadores começou após uma homenagem feita pela Conmebol a Maradona e Pelé. Os dois astros não estavam presentes na cerimônia, mas foram reverenciados por meio de vídeos com momentos históricos de suas carreiras, assim como foram exaltados em estátuas nas quais foram retratados segurando taças de campeão do mundo, com o brasileiro com a Jules Rimet, que ergueu em 1958, 1962 e 1970, e o argentino segurando a taça Fifa, que ganhou em 1986.

Apresentadas no sorteio, as estátuas ficarão expostas no Museu do Futebol Sul-Americano, que fica dentro do complexo da Conmebol, em Luque.

Logo após as homenagens, a Conmebol sorteou os confrontos das fases preliminares da Libertadores e determinou que a Chapecoenseestreará contra o Nacional, do Uruguai, enquanto o Vasco terá pela frente o Universidad de Concepción, do Chile. Estes serão confrontos válidos pelo segundo estágio preliminar da competição e, pelo sorteio, a Chapecoense fará o duelo de volta do mata-mata como visitante, enquanto os vascaínos definirão classificação como mandantes.

A última fase preliminar da Libertadores será entre os dias 14 e 21 de fevereiro, enquanto o estágio de grupos será entre 28 de fevereiro e 23 de maio.

Confira os grupos da Copa Libertadores de 2018:

Grupo 1 – Grêmio, Cerro Porteño-PARDefensor-URU e Monagas-VEN

Grupo 2 – Atlético Nacional-COLBolívar-BOLColo-Colo-CHI e Delfin-EQU

Grupo 3 – Peñarol-URULibertad-PAR, The Strongest-BOL e Atlético Tucumán-ARG

Grupo 4 – River Plate, Emelec-EQU, Flamengo e ganhador do jogo 1 da última fase preliminar

Grupo 5 – Cruzeiro, Universidad de Chile, Racing-ARG e ganhador do jogo 3 da última fase preliminar

Grupo 6 – Santos, Estudiantes-ARG, Real Garcilaso-PER e ganhador do jogo 2 da última fase preliminar

Grupo 7 – Corinthians, Independiente-ARGMillonarios-COL e Deportivo Lara-VEN

Grupo 8 – Boca Juniors, Palmeiras, Alianza Lima-PER e ganhador do jogo 4 da última fase preliminar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Norberto Duarte/AFP

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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