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Jayme Campos tem aval popular para retornar ao Palácio Paiaguás

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Carismático, visionário, Jayme sempre venceu fácil as disputas eleitorais das quais participou. A prevalecer o velho ditame que diz “o futuro a Deus pertence”, podemos ter boas surpresas no próximo embate estadual

 

O nome de Taques, aliás, figura hoje como o ‘possível maior adversário de Jayme’, se efetivamente o secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande aceitar disputar o páreo eleitoral. Mauro Mendes já figura em terceiro lugar. Mas, por decisão pessoal, o ex-prefeito de Cuiabá tem dito não ser candidato a nada.  Inexiste garantia de que não vá mudar de ideia. Principalmente se dispor de reforço extra na sua tímida cruzada partidária {por enquanto}. Imprevisibilidade é fator comum em política…

Por outro lado, alguns cientistas políticos afirmam que um embate acirrado entre Jayme e Taques é improvável, não acontecerá, tendo em vista o apoio político aberto que os Campos têm direcionado ao governador e à sua gestão. A previsibilidade, no caso, existe, e recai então para a continuidade desse apoio à reeleição de Taques. Mesmo porque o governador tem olhado a antiga Cidade Industrial com olhos paternos. A prefeita Lucimar Campos está francamente embevecida com tanta atenção de resolutividade às demandas locais. A Saúde e Educação do município agradecem…

No entanto, em se tratando de política e políticos, tudo pode acontecer. Em meses, dias e mesmo horas, reviravoltas no quadro de uma disputa majoritária tendem a deitar por terra projetos grupais (aliados intrínsecos) e levantar nomes que pareciam vetados a obter algum prognóstico de sucesso.

Não é, decididamente, o caso de Jayme Campos nem tampouco do governador Pedro Taques, folgadamente à frente de olhos cobiçosos do cargo. Mas talvez eventuais costuras partidárias, de ineditismo surpreendente, desmistifiquem tal lealdade em futuro breve, despejando angu fervente nas expectativas de alianças em questão.

O fato é que Jayme Campos está em alta cotação para retornar ao cargo que ocupou na década de 90, imprimindo um estilo administrador impecável, trabalho elogiado por todos, incluindo o crítico funcionalismo estadual. Com tantos nomes corroídos por corrupção deslavada em Mato Grosso e País afora, Jayme transita de peito aberto, sem nada a esconder, fruto da lisura transparente que sempre adotou na sua trajetória de vida política e empresarial.

Prova maior desse seu prestígio inabalável foi dada este ano pelo decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, que negou, de forma peremptória, pedido de liminar proposto pelo PDT de Várzea Grande, que solicitou o afastamento de Jayme Campos do cargo de secretário de Assuntos Estratégicos, sob alegação de nepotismo.

Conforme é do conhecimento de todos os brasileiros, o decano Celso de Mello arregimentou fama de inflexível nos seus despachos, punindo o menor deslize evidenciado nos processos. Ao analisar e indeferir o pedido de afastamento de Jayme da Prefeitura de Várzea Grande, além dos itens técnicos, pesou na sua avaliação experiente os anos de convivência com o ex-senador em Brasília e o comprovado passado íntegro do ex-governador mato-grossense, gestor preocupado com o bem-estar da população. Fatores decisivos no despacho positivo à defesa elaborada de forma competente pela Procuradoria-Geral do Município, a cargo da advogada Sadora Xavier.

Resumindo: os preparativos das eleições estaduais podem revelar surpresas que ninguém espera, é uma hipótese. Já o retorno do ex-governador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás representa aclamação espontânea da vontade popular de quantos habitam o Estado e conhecem sua capacidade de governante dotado de dinamismo sensível.

Como diz um velho jargão, “quem já foi rei não perde a majestade”. Que o diga Júlio Campos, irmão de Jayme, também ex-senador e ex-governador de MT, até hoje lembrado pelas glórias conquistadas em prol do desenvolvimento do Estado…

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Saúde mental é inegociável

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O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.

Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.

Os números que não podem mais ser ignorados

Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.

No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.

O papel da segurança psicológica

Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.

Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.

A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.

O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.

O que aprendemos na prática

Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.

Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.

Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.

Em dez anos, a pauta amadureceu.

Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.

A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.

* Tatiana Pimenta CEO da Vittude



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