Esporte
Cristiano Ronaldo decide, Real Madrid bate o Grêmio e conquista o Mundial
Esporte
Gol de falta do português garante vitória por 1 a 0 sobre o tricolor gaúcho
Da Redação
O Grêmio pouco fez neste sábado na aguardada decisão do Mundial de Clubes de 2017. Diante do poderoso Real Madrid, a equipe brasileira foi dominada do início ao fim, praticamente não ameaçou o adversário e perdeu por 1 a 0, no Estádio Zayed Sports City, em Abu Dhabi. Campeão também em 2016 ao derrotar o Kashima Antlers, o time madrilenho obteve o segundo título consecutivo da competição.
Eleito neste ano o melhor jogador do mundo pela quinta vez, Cristiano Ronaldo também comprovou neste sábado que é um dos maiores da história. De falta, ele fez o gol do triunfo e se consolidou como o maior artilheiro da competição desde que a Fifa passou a organizá-la – tem sete, contra cinco de César Delgado, Lionel Messi e Luis Suárez.
Já o Grêmio, pressionado pelo Real Madrid e com dificuldades para impor seu jogo, teve poucas chances para conquistar o bicampeonato mundial. Em 1983, liderado em campo por Renato Gaúcho, a equipe brasileira vencera o Hamburgo na decisão realizada no Japão. Do banco, contudo, o técnico pouco pôde fazer para barrar o favoritismo do time espanhol.
A derrota, presenciada no estádio por mais de sete mil torcedores gaúchos, ainda impediu Renato de obter um grande feito. Se fosse campeão, ele seria o primeiro brasileiro a ser campeão mundial como jogador e técnico – e o quinto em toda a história.
Esse foi o segundo título mundial consecutivo do Real Madrid, o terceiro nos últimos quatro anos e o sexto de sua história – ganhou também em 1960, 1998 e 2002, quando o hoje técnico Zinedine Zidane era o “maestro” da equipe. Maior campeão da competição, a equipe ainda ampliou sua vantagem para o Milan, segundo com quatro conquistas.
O resultado deste sábado também confirmou o ano impecável do Real Madrid. Depois de conquistar o Campeonato Espanhol, a Supercopa da Espanha, a Supercopa Europeia e a Liga dos Campeões, a equipe chegou ao quinto título em 2017.
O JOGO
Se o Real Madrid tinha o retorno de alguns importantes titulares como Carvajal, Sergio Ramos e Kroos, poupados na vitória sobre o Al Jazira, por 2 a 1, o técnico Renato Gaúcho manteve a escalação do time que derrotou o Pachuca, por 1 a 0. Barrios, assim, foi mantido como titular – e Jael continuou no banco.
E, logo no primeiro minuto, o Grêmio demonstrou como seria parte de sua estratégia: Pedro Geromel fez falta dura e deixou Cristiano Ronaldo no chão. Era o prenúncio de um time combativo e de uma marcação firme, inicialmente até adiantada, tentando pressionar o poderoso Real Madrid em seu próprio campo.
A estratégia de Renato funcionou bem nos 15 minutos iniciais. O Real Madrid tinha dificuldade para sair jogando e tocava a bola sem ameaçar. Aos poucos, contudo, o time espanhol assumiu o total controle do duelo. E, mesmo sem chegar com grande perigo, rondava a área do adversário.
Aos 19, Modric cruzou, Carvajal bateu de primeira e Geromel cortou antes que a bola chegasse ao gol. O meia croata também tentou aos 23, em finalização que saiu próxima à trave.
O domínio madrilenho se ampliava a cada minuto. O Grêmio até tentou responder em falta cobrada por Edilson aos 27, em finalização por cima do gol de Navas. Mas a equipe brasileira tinha dificuldades para tocar a bola e segurar a pressão do Real Madrid.
Centro da polêmica criada por Renato Gaúcho, que se autoproclamou melhor jogador na comparação com o adversário, Cristiano Ronaldo fazia uma partida relativamente apagada até os 38 minutos, quando cobrou falta com perigo, forte e por cima.
Já Luan, principal destaque do Grêmio, pouco aparecia para o jogo. E, assim, embora tenha segurado o 0 a 0 no primeiro tempo, o Grêmio foi para o intervalo com apenas uma finalização – contra nove do Real Madrid – e 37% de posse de bola.
Nada parecia diferente no início do segundo tempo: acuado, o Grêmio via o Real Madrid dominar o jogo. E a pressão, enfim, surtiu efeito aos sete minutos. Depois de sofrer falta, Cristiano Ronaldo pegou a bola, cobrou com força e a bola passou no meio da barreira. Entrou no canto, sacramentando o seu sétimo gol em Mundiais.
Estava um jogo tranquilo para o Real Madrid. Provocado por Renato Gaúcho, o astro português fez o segundo três minutos depois, após receber passe de Benzema. Mas a arbitragem corretamente assinalou impedimento do atacante francês.
Renato, então, mexeu no time e colocou Jael no lugar de Barrios. Mas o Real Madrid seguia melhor e quase fez o segundo com Modric, após chute que Grohe espalmou e a bola bateu na trave.
Enquanto os minutos avançavam e o Real Madrid se aproximava do bicampeonato, o Grêmio seguia apático e lento, sem sequer ensaiar a troca de passes que o caracterizou ao longo da temporada. Acabou, assim, pressionado até o fim, sem aproximar do gol que poderia levá-lo ao seu segundo título mundial.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Foto: Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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