Mato Grosso

Operação Maravalha flagra madeireiras e apreende 600 metros cúbicos de madeira

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A operação foi realizada pela Polícia Civil e Ibama, com apoio do Ciopaer

Da Redação

Dando continuidade ao trabalho iniciado no último dia 14 de maio, quando foi apreendida uma carreta que estava realizando o transporte irregular de madeira em área proibida, a Polícia Civil e o Ibama, com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas de Segurança Pública (Ciopaer) realizaram nesta semana a Operação Maravalha, no município de União do Sul (719 km ao norte de Cuiabá).

Nesta ação, além de diligências em zonas de desmatamento, foram realizadas fiscalizações em madeireiras do município, sendo flagradas três delas operando em desconformidade com a legislação ambiental.

PJC MT

Nos estabelecimentos foram apreendidos mais de 600 m³ de madeira irregular. Desse total constavam 130 toras da essência castanheira, que tem o corte proibido conforme a legislação vigente.

Os responsáveis pelas madeireiras foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil pela prática de crime ambiental. As multas aplicadas pelo Ibama ultrapassam meio milhão de reais.

As madeiras apreendidas foram doadas ao Instituto Federal de Mato Grosso (IFES) e às prefeituras de Cláudia e União do Sul.

Maravalha é um tipo de forração formada a partir de raspagens ou aparas de madeiras e submetida a um processo que possibilita absoluta secagem e a retirada de impurezas.

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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