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Também os profissionais de Educação do Estado serão vacinados

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Após a conclusão da vacinação dos profissionais da Segurança Pública, 10% do quantitativo que chegar para a primeira dose será destinado aos trabalhadores da Educação

Da Redação

A Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT) atendeu ao pedido do Governo de Mato Grosso e decidiu que a vacinação contra a Covid-19 dos trabalhadores da Educação poderá começar após o término da imunização dos profissionais da Segurança Pública. 

A deliberação foi feita em reunião colegiada, na tarde desta quarta-feira (19.05), e será precedida de uma resolução técnica. Ficou decidido que, após a conclusão da vacinação dos profissionais da Segurança Pública, 10% do quantitativo que chegar para a primeira dose será destinado aos trabalhadores da Educação. 

A CIB é composta por membros do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-MT) e da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) e as decisões validadas pela Comissão precisam ser unânimes.

Neste contexto, a inclusão da pauta pela vacinação dos trabalhadores da Educação foi proposta pelo Governo de Mato Grosso.

“Fizemos esse pedido de prioridade máxima para vacinar os profissionais da Educação, pois entendemos a importância dos serviços que eles prestam e também para termos plenas condições de fazer o retorno às aulas presenciais. Educação é um serviço essencial”, afirmou o governador Mauro Mendes.

O secretário estadual de Saúde e presidente da CIB, Gilberto Figueiredo, enfatizou que o público de trabalhadores da Educação já está contemplado pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. 

“O Estado de Mato Grosso trabalhou para viabilizar a antecipação da imunização desta categoria. Como essa quantidade de doses já está sendo direcionada para o público da Segurança Pública, nós iremos apenas redirecionar para outro grupo – o que não vai prejudicar o esquema vacinal de outros públicos que estão sendo imunizados”, esclareceu o gestor. 

Até o momento, não há uma data para o início da imunização, visto que a vacinação dos trabalhadores da Educação está condicionada à conclusão da imunização dos profissionais da Segurança Pública. 

O presidente do Cosems, Marco Antônio Norberto Felipe, também avaliou a medida como positiva para o Estado de Mato Grosso. 

“Deliberamos essa pauta em reunião com mais de 70 secretários municipais de Saúde. É uma conquista muito grande para o Estado e, principalmente, para todos os trabalhadores da Educação. Sabemos que muitos municípios possibilitarão o retorno às aulas nas próximas semanas e nada mais justo do que iniciar a vacinação desses trabalhadores o quanto antes”, disse ao agradecer o empenho dos secretários municipais e da SES-MT.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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