Esporte
Torcedores recepcionam jogadores do Grêmio na Arena em Porto Alegre
Esporte
Cerca de 15 mil pessoas foram até a “casa” do Tricolor gaúcho festejar a conquista do título
Da Redação
A delegação do Grêmio foi recepcionada na Arena por cerca de 15 mil torcedores no início da tarde desta quinta-feira, em Porto Alegre. Jogadores e comissão técnica vão comemorar com a torcida o tricampeonato da Copa Libertadores, conquistado na noite desta quarta-feira, na vitória por 2 a 1 sobre o Lanús, na Argentina.
Entre os milhares de torcedores presentes no estádio está o casal Emerson, 34 anos e Graziela Gemniczak, 30. Junto com eles, aguarda ansiosa a chegada dos jogadores, a pequena Lavínia, de apenas 6 meses de idade.
“Esta é a segunda vez que nossa bebê vem à Arena Grêmio. A primeira vez ela ainda estava na minha barriga, com 4 meses de idade durante o jogo do Grêmio e Botafogo na última rodada do Brasileirão, em 11 de dezembro de 2016”, disse a mamãe Graziela.
Ao lado da esposa e da filha, sentados na arquibancada, Emerson Gemniczak afirmou que o gol de Luan foi o mais bonito da Copa Libertadores. “Foi lindo, emocionante mesmo. O Grêmio jogou muito bem, sempre joga melhor fora de casa”, avaliou o gaúcho, referindo-se ao segundo gol gremista na vitória sobre o Lanús por 2 a 1, na noite desta quarta-feira.
A mesma opinião de Emerson é compartilhada por três torcedores da cidade de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre. Patrick Guastavino, 25 anos, Marcos Paulo, 29 e Felipe Rumpel de 31 anos, chegaram cedo na capital e foram direto para a Arena esperar pela chegada dos jogadores.
“Viramos a noite em festa na nossa cidade. O gol marcado pelo meia-atacante Luan foi um espetáculo. Agora estamos aqui, nem dormimos ainda”, disse o empolgado Patrick. O trio de amigos vestia na cabeça um modelo de turbante árabe do Grêmio, em alusão à classificação do Grêmio para o Mundial de Clubes, que será neste ano em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.
A delegação tricolor, que planeja a busca pelo bicampeonato mundial, embarcará na próxima terça-feira para disputar o torneio, que terá também o Real Madrid. O clube gaúcho fará a sua estreia na competição já nas semifinais, no dia 12 de dezembro, uma terça-feira, às 15 horas (de Brasília), no estádio Hazza Bin Zayed, em Al Ain, contra o vencedor das quartas de final entre Pachuca, do México (campeão da Concacaf), e Wydad Casablanca, do Marrocos (África).
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Diego Vara/Reuters
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política6 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política6 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política5 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política6 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Política6 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades5 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Cidades6 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política6 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil


Você precisa estar logado para postar um comentário Login