Mato Grosso

Ex-policial é preso por receptação e adulteração de veículo roubado

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Uma ação de policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva), da Polícia Judiciária Civil, prendeu, na manha desta segunda-feira (27.11), um ex-policial militar na posse de um veículo roubado no dia 24 de novembro de 2016.

Na ocasião, a proprietária do veículo, um EcoSport, trafegava por volta volta das 23h30, nas proximidades do bairro Consil, quando foi surpreendida por quatro homens em um carro prata. Dois deles desceram armados, pediram para que a vítima saísse e fugiram do local levando seu veículo.

A EcoSport branca, placas de São Paulo, foi localizada no bairro CPA II.  Em checagem veicular, foi constatado que a placa pertencia a outro  automóvel, pois não era correspondente ao chassi.

O condutor foi identificado como J.V.S.A. Ele disse aos policiais que era dono de um lava jato e estava indo devolver o carro para o proprietário. A equipe acompanhou J. até a casa de seu cliente e no local foram atendidos por um homem identificado como Jean Carlos Ribeiro Barcelos Ferreira, que confirmou a versão do proprietário do lava jato. Jean que é ex-policial militar, exonerado da instituição pelo crime de tráfico de drogas.

Indagado pelos policiais da  Especializada sobre o fato do veículo se tratar de produto de furto, o ex-PM alegou que comprou o carro de um homem conhecido como Rogerinho, no bairro Dom Aquino, pela quantia de R$ 20 mil. O restante pagaria de forma parcelada.  

Após o acordo, o ex-policial alegou que não teve mais contato com o vendedor e  que estava em posse do EcoSport  há cerca de 1 ano.

O documento do veículo, apresentado pelo suspeito, aparentava grosseiros sinais de falsificação e foi apreendido acompanhado de uma funcional da Polícia Militar.

Jean afirmou que o documento era cópia da versão original. Ele responderá pelos crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo e uso de documento  falso.

O preso foi será apresentado em audiência de custódia.

Motocicleta

Durante diligências para localizar uma motocicleta Honda Fan, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos com a Polícia Militar recuperaram um Gol preto com queixa de roubo ou furto. O veículo foi encontrado no bairro Três Poderes, em Cuiabá, nesta segunda-feira (27). Ninguém foi preso.

 

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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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