Mato Grosso

Polícia Civil prende autores com arma e recupera carne em chácara

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Da Redação

 

Dois homens foram presos na posse de uma arma de fogo durante ação da Polícia Judiciária Civil, no município de Poconé (104 km ao Sul), realizada no sábado (04.11), para apurar um furto.

João Carlos Martins dos Santos, 33, foi autuado pelos crimes de furto e posse irregular de arma de fogo e munições de uso permitido. O segundo, Jhony Reverthi Galiosan Moraes, 18, foi preso em flagrante por furto. Cerca de 120 quilos de carne e outros produtos subtraídos da propriedade foram recuperados.

As diligências iniciaram após a vítima procurar a Delegacia de Polícia de Poconé para registrar boletim de ocorrência. Conforme narrativa, o furto aconteceu durante a madrugada de sábado (04), na propriedade rural Agrícola Nossa Chácara, que fica no Assentamento Lambari III.

Na ocasião, uma vaca foi abatida e desossada no local, rendendo aos suspeitos cerca de 120 quilos de carne bovina. Eles ainda arrombaram a porta de um dos cômodos da residência, de onde subtraíram quatro sacos de ração para carneiro, da marca Maravilha, totalizando aproximadamente 40 quilos e uma bomba de poço artesiano. Além de danificarem a cerca elétrica do local. 

Durante levantamento, os investigadores identificam o morador da região, João Carlos, como um dos envolvidos no crime. Ele foi surpreendido em sua chácara, com boa parte dos produtos furtados, como a ração e a carne vermelha. Também foi apreendido enterrado no quintal, um revólver calibre 38 com seis munições. Questionado, João Carlos assumiu a autoria do furto cometido junto com seu comparsa, apontado como Jhony Reverthi.

Em ato contínuo, os policiais civis foram até a casa do segundo suspeito. O jovem foi abordado em poder da bomba de poço artesiano furtada. Diante do flagrante, Jhony Reverthi foi conduzido para delegacia de polícia.

Após serem interrogados, ambos foram colocados à disposição da Justiça.

 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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