Mato Grosso

Mato Grosso reduz em 8% ocorrência de roubos e furtos de veículos

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

O número de roubos e furtos de veículos em Mato Grosso registrou queda de 8% entre os anos de 2015 e 2016, conforme dados divulgados pelo Anuário do Fórum de Segurança Pública. Em 2016, foram 6.572 roubos e furtos de veículos, enquanto que em 2015 as ocorrências desses crimes chegaram a 7.155 nas duas modalidades de crime.

Ainda segundo dados do anuário, em 2016 foram roubados 3.169 veículos e em 2015 foram 3.541. Os números representam a redução de 10% nas ocorrências de roubos.

Já em relação a furto, em 2016 foram 3.403 ocorrências e 3.614 em 2015, uma queda de 5,8%.

De acordo com o estudo, em 2015 a taxa de roubos e furtos para cada 100 mil veículos em Mato Grosso foi considerado o sexto menor do pais, atrás apenas dos estados de Mato Grosso do Sul, Espirito Santo, Tocantins, Paraná e Santa Catarina.

O titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, disse que os resultados são reflexo do combate as grandes organizações criminosas, iniciada em meado de 2015 e todo ano de 2016.

“Em dois anos à frente da Derrfva concentramos inicialmente em identificar as quadrilhas e o combate a recepção por meio do Núcleo de Inteligência da Polícia Judiciária Civil. Tivemos resultados positivos devido ao aumento das operações desencadeadas com a integração das forças policiais. Nosso trabalho é contínuo buscando promover reduções em roubos e furtos. As ações resultaram na desarticulação de quadrilhas que atuavam no Estado”, destacou.

Para o subchefe de Estado Maior, coronel PM Henrique Correia da Silva Santos, o resultado positivo se dá pelos investimentos realizados pelo Governo do Estado. “O Governo do Estado tem investido cada vez mais, por exemplo, em efetivo e viaturas. Além disso, os policiais militares e civis têm se dedicado cada vez mais”, destaca Henrique.

Conforme o estudo, as taxas de roubo e furto foram calculadas a partir da frota de veículos informada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em dezembro de 2015 e dezembro de 2016.  

Roubo em agências bancarias e roubo de cargas

O anuário revelou que houve queda de 24% nos roubos a instituições financeiras em Mato Grosso entre 2015, (33) e 2016, (25).

O estudo também identificou que foram roubadas 17 cargas em 2015 e em 2016 esse número caiu para 13.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

Publicados

em


Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA