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Polícia Civil prende autor do assassinato de boliviano em Sinop

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Judiciária Civil descobriu a autoria do assassinato da boliviana, Eugênia Surubi Parabá, 45, ocorrido no dia 20 de setembro, no município de Sinop (500 km ao Sul).  O suspeito, Paulo Henrique Batista, 24 anos, foi preso em cumprimento de mandado de prisão preventiva, na noite de terça-feira (31.10). O suspeito, inicialmente,  era testemunha do crime e passou a ser investigado como autor.

O corpo da vítima, que trabalhava como diarista, foi localizado no bairro Jardim Conquista, com o rosto deformado por golpes de pedras, o short até o joelho e a blusa acima dos seios. A vítima estava sem identificação e assim a Polícia Civil, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), passou a levantar informações para desvendar a autoria do crime.

No dia seguinte ao homicídio, os investigadores receberam denúncia de uma suposta testemunha, que havia presenciado uma discussão entre a vítima e dois homens. Segundo a testemunha, um dos homens cobrava uma dívida e o outro seria o namorado da vítima. No relato, a testemunha informou que a vítima havia subido na bicicleta do namorado e saíram em direção ao bairro, onde foi encontrada morta.

Os policiais identificaram o namorado da vítima e quando ouvido, negou ter matado a mulher. Passado alguns dias, a testemunha prestou depoimento e reconheceu com 100 % de certeza o namorado da vitima, como sendo o homem que havia visto a vitima subir na garupa da bicicleta.

Dias depois, testemunha procurou a Delegacia e informou que estava sendo seguida por uma moto tornado vermelha, a mesma moto de propriedade do namorado da vitima. Foi pedida a prisão temporária do namorado da vítima, tido como suspeito do crime, mas posteriormente os policiais aprofundaram as investigações e passaram a desconfiar da testemunha, que acabou reconhecendo uma motocicleta diferente da que havia informado que estava seguindo.

Novamente ouvida, a testemunha apresentou contradições e, sem saída, acabou confessando o crime. Ela informou que voltava do trabalho por volta das 00h45, quando encontrou com a vitima na rua. A mulher teria chamado o suspeito para um programa sexual, no valor de R$ 50 reais, mas a vítima interrompeu o ato sexual e tentado correr, quando o suspeito a agarrou pelos cabelos e lhe deu uma ‘rasteira’.

Segundo o suspeito, a vítima tentou se desvencilhar chutando-o e gritando, momento que pegou um pedaço de pedra  e desferiu três golpes contra a cabeça da vítima. Em seguida fugiu do local.

O pai do suspeito confirmou aos policiais a versão apresentado pelo filho. O suspeito foi preso no centro da cidade, próximo ao terminal rodoviário.

 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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