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Operações de fiscalização flagram 91 pessoas dirigindo alcoolizadas

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Os flagrantes ocorreram durante as 58 blitzes de fiscalização de trânsito realizadas nos três meses deste ano em Cuiabá e Várzea Grande

Da Redação

Duas condutas gravíssimas vêm sendo flagradas com bastante frequência no trânsito de Cuiabá e Várzea Grande nas blitzes de fiscalização realizadas pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) em parceria com o Batalhão de Polícia Militar de Trânsito Urbano.

Em três meses de operações de fiscalização, foram presos em flagrante 49 motoristas por embriaguez ao volante e 411 pessoas foram flagradas conduzindo veículo sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A conduta de conduzir veículo sem possuir CNH é uma infração de trânsito prevista no artigo 162, I do Código de Trânsito Brasileiro com penalidade de natureza gravíssima no valor de R$ 880,41.

Quem assume o risco de conduzir um veículo sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está aumentando os riscos de acidentes no trânsito. “Essa é uma conduta que pode gerar consequências graves e até irreversíveis. É um desrespeito à vida. Precisamos compreender que o trânsito seguro é uma responsabilidade e direito de todos. Cada um precisa fazer a sua parte”, destacou a gerente de Fiscalização de Trânsito do Detran-MT, Kelli Lopes Felix.  

Conduzir veículo sob efeito de álcool também é crime previsto no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro. No momento do teste do bafômetro, o condutor que apresenta índice de álcool no sangue superior a 0,33 miligramas por litro de ar expelido é preso, deve pagar multa no valor de R$ 2.934,70, tem a CNH suspensa, além de responder por crime.

Quando a quantidade de álcool for abaixo de 0,33mg/l, o condutor é autuado, tem a CNH retida e paga multa.

Flagrantes

Os flagrantes dos condutores conduzindo embriagados e sem possuir habilitação ocorreram durante as 58 blitzes de fiscalização de trânsito realizadas nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano em Cuiabá e Várzea Grande.

Nos três meses de operações também foram fiscalizados aproximadamente 4 mil veículos, sendo 1.300 veículos autuados, 741 foram removidos e 180 documentos recolhidos, entre CNH e Licenciamento.

“A fiscalização é uma das ferramentas mais eficazes no cumprimento da legislação. O Detran e a Polícia Militar estão diariamente nas ruas promovendo ações fiscalizatórias de caráter preventivo, educativo e repressivo diante da conduta irregular, ilícita e até nociva que coloca em risco a vida das pessoas no trânsito”, reforçou Kelli. 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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