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Polícia Civil apura circunstâncias da morte de engenheiro em Juscimeira

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A Polícia Civil investiga o homicídio ocorrido no sábado (03.04), no município de Juscimeira, que vitimou o engenheiro Edllin da Silva Mascarenhas Sales, de 35 anos, durante uma briga generalizada em uma propriedade rural no lago do rio São Lourenço. A vítima, bastante conhecida e conceituada na cidade, foi assassinada com três disparos de arma de fogo e morreu a caminho do hospital.

O fato ocorreu em um rancho que dá acesso ao lago onde há várias propriedades. No dia do crime, havia muitas pessoas estavam no local, em desacordo com medidas sanitárias decretadas do município, e em determinado momento ocorreu uma colisão entre duas embarcações, um jet ski e um barco, ocasionando uma discussão entre as partes envolvidas. 

Quando retornaram para a margem do rio, houve uma briga envolvendo várias pessoas, ocorrendo vias de fato, lesão corporal e disparos de arma de fogo. A vítima, que estava no local como convidado, foi tentar apartar a briga e acabou atingida por três disparos, sendo dois na cabeça e um no tórax. O engenheiro foi socorrido, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital de Rondonópolis.

Assim que foi acionada sobre os fatos, a equipe da Polícia Civil iniciou as investigações, coordenadas pelo delegado Ricardo Franco, e apurou informações sobre a arma utilizada no crime, que em princípio, seria uma pistola e também realizou a oitiva de diversas pessoas, entre elas possíveis suspeitos, testemunhas e parentes da vítima que estavam no local. 

Segundo o delegado, Ricardo Franco, as investigações estão em estágio avançado, faltando alguns detalhes para esclarecimento do crime. “Foi uma situação que saiu de controle e a vítima acabou sendo alvejada futilmente. As investigações seguem de forma bastante de robusta e dentro de poucos dias todos os fatos serão esclarecidos”, disse o delegado.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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