DESMONTE DO VLT

VLT em Cuiabá/VG registra o maior marco histórico de corrupção no Estado

Com o desmonte da estrutura dos trilhos do VLT em VG, ficou ainda mais evidente o gigantesco rasgo corrupto que imortalizou notável escândalo envolvendo expressivos nomes da área política. Trata-se do mais ousado projeto de corrupção perpetrado por agentes financeiros no comando do Governo do Estado.

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Quem trafega atualmente pela Avenida da FEB, em Várzea Grande, eixo principal de ligação dos municípios cuiabano e várzea-grandense, já não vê nenhum trilho do VLT afixado ao longo da extensa malha viária, apenas muito entulho de aço e terra. O desmonte desse projeto decorre de decisão judicial, ato que facultou a anunciada substituição do VLT pelo BTR, projetos que sempre dividiram torcidas.

Máquinas pesadas  e respectivas equipes de trabalhadores alternaram plantão para destruir um empreendimento bilionário que durou anos e foi acompanhado com muita expectativa por todos os mato-grossenses, não apenas por moradores de Cuiabá e VG.

O objetivo conquistado foi abrir espaço para o futuro BRT, modal de ônibus elétricos que trafegam em faixa exclusiva, sistema tenazmente defendido pelo governador Mauro Mendes como a melhor alternativa para os dois municípios. Se vai mesmo vingar dentro dos moldes preconizados, resta aguardar o futuro, dizem muitos.

Isso acontece porque grande parte da população deixou de acreditar em sonhos. E o VLT se tornou sonho progressivo e, depois, frustração maciça, quando os escândalos corruptos vieram a público.

Anteriormente à eclosão do “pega-ladrão”, o povo pôde inclusive comemorar quando os vagões do VLT, estacionados atrás do Aeroporto Marechal Rondon, circularam dezenas de metros além da espaçosa Estação ferroviária, construída em frente ao terminal aéreo. A bordo do comboio, o então governador SILVAL BARBOSA, mentor da corrupção deslavada no projeto do VLT, e alguns comparsas.

Ex-governador Silval Barbosa
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A própria estação do VLT, que ainda enfeita a entrada do aeroporto, hoje se apresenta também como um monumento de aparente inutilidade.  Se vai servir ao BRT – como ponto estratégico de embarque/desembarque – é uma outra incógnita que não foi desvendada às claras. Supõe-se que não irá para o rolo compressor de desmanche do empreendimento bichado do VLT, sendo readequada como polo do BRT.

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Nesse vai e vem descompensado de construção/destruição dos trilhos do VLT, resta mesmo aguardar que o BRT se consolide como seu substituto competente. O VLT poderia ter vingado e estar servindo a milhões de usuários do sistema de transporte coletivo, mas sofreu parada brusca de viagem; saiu de vez dos trilhos em função da sanha financeira dos corruptos que tomaram de assalto o governo estadual.

Felizmente, os principais responsáveis pela falência precoce do projeto do VLT já foram punidos exemplarmente pela Justiça. Muitos ficaram presos por anos, e, no ato da liberdade condicional, têm sido obrigados a cumprir severas medidas judiciais. A devolução de centenas de milhões furtados dos cofres públicos também se enquadra no rol das penalizações impostas à quadrilha de colarinhos brancos.

Foto: Chico Ferreira

O mais triste de tudo é que a pomposa Avenida da FEB, via de orgulho comercial dos várzea-grandenses, ainda apresenta chaga monstruosa em toda a sua extensão. Mesmo após a retirada dos trilhos, permanecem nítidas as marcas da atuação corrupta de quem dizia estar preocupado com o bem-estar da população mato-grossense [leia-se os protagonistas da roubalheira sem fim].

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Trata-se, enfim, de uma mancha social que nenhum artista plástico conseguirá apagar, tornando-se fantasma permanente na mente de quem um dia sonhou que VG e Cuiabá pudessem usufruir do VLT. Os carros que deslizam sobre trilhos são, sem dúvida, um dos meios de transportes mais seguros e eficientes do mundo. Vamos torcer agora pelo BRT!

Site omatogrosso.com

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O atual responsável pela obra do BRT é o Consórcio Construtor BRT, formado pelas empresas Nova Engevix, Heleno e Fonseca Construtécnica, e Citamobbi. A licitação foi realizada em 2021, e a vencedora do certame comprometeu-se a implantar o BRT ao custo de R$ 468 milhões, renomeando os serviços a partir de abril de 2023. (Fonte G1)

 

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Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro

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O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.

O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.

Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.

“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.

O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.

Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.

A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.

Investigação sobre R$ 308 milhões

A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.

A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.

Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.



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