VALORIZANDO O PROFISSIONAL

Vice-prefeito diz que avanços de Cuiabá se devem ao apoio dos servidores à atual gestão

Para Stopa, uma gestão sensível deve sempre respeitar os direitos daqueles que ajudam a melhorar a vida da população

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Política

Foto: Jorge Pinho

O vice-prefeito José Roberto Stopa destacou nesta quarta-feira (15) a importância do servidor público para que uma gestão consiga desenvolver de forma eficiente as ações em benefício da população. Durante a entrega de mesas tabletes para 64 salas multifuncionais da rede pública municipal de ensino, ele enfatizou que um governo sensível deve promover avanços sem desrespeitar os direitos daqueles que ajudam a melhorar a vida do cidadão.

“Uma gestão sensível e humanizada deve administrar garantindo todos os direitos dos servidores públicos. Com muito orgulho, sou servidor há 36 anos e sei como é importante ter uma gestão que tem essa preocupação com nossa valorização. Nossa gestão vem, desde 2017, mostrando que é possível fazer isso e, ao mesmo tempo, dar andamento em ações que melhoram a vida de toda a população”, disse Stopa.

O vice-prefeito lembrou ainda que é seguindo esse formato de administração que a gestão Emanuel Pinheiro tem conseguido colocar em prática projetos como a construção de viadutos, obras de pavimentação, Contorno Leste, entregas de unidade saúde e de novas unidades na educação. De acordo com ele, um governo deve ter como base a promoção do desenvolvimento de forma alinhada com o respeito ao servidor público.

“Um governo tem que avançar sim. Tem que avançar muito. Mas, isso deve acontecer com o servidor público como parceiro e não como inimigo ou como aquele que deva ser explorado. A gestão Emanuel Pinheiro faz exatamente isso. Cuiabá avança porque nossa gestão tem o servidor público ao seu lado, como parceiros”, defendeu.

Ainda na linha de defesa dos direitos dos servidores públicos, Stopa parabenizou ainda o deputado federal Emanuel Pinheiro Neta (Emanuelzinho) que se posicionou contra a Reforma Administrativa. “É importante ter uma gestão que consiga fazer parcerias, como a que está em andamento com o deputado Emanuelzinho, que está em Brasília lutando contra a PEC 32, que acaba com carreira do servidor público no Brasil”, pontuou. 

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Retrospectiva: novo piso salarial dos professores foi destaque entre aprovações da Câmara na área de educação

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No primeiro semestre deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1334/26, que criou uma nova regra de reajuste do piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica. O texto, também aprovado no Senado, foi convertido na Lei 15.437/26.

A norma determina que, a partir de janeiro de 2026, o reajuste será baseado na soma:

  • da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (no caso, 2025); e
  • de 50% da média da variação percentual da receita real de cinco anos anteriores (de 2021 a 2025, no caso de 2026) vinda de estados, Distrito Federal e municípios para compor o Fundeb.

A variação real corresponde ao que ficou acima do INPC no período.

A regra também valerá para profissionais contratados por tempo determinado.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o reajuste do piso em 2026 foi de 5,40%. Esse percentual reúne o INPC de 2025, de 3,90%, e um ganho real de 1,50%.

O piso nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em janeiro de 2026.

INSS de bolsistas
Na área de educação, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 2950/15, que torna obrigatória a participação do bolsista de pós-graduação como contribuinte individual da Previdência Social para fins de acesso a benefícios como aposentadoria e auxílios.

De autoria do ex-deputado Davidson Magalhães (BA), o texto aprovado pela Casa foi relatado pelo deputado Ricardo Galvão (Rede-SP) e está em análise no Senado.

A contribuição assegurará, por exemplo, cobertura previdenciária em situações de doença, maternidade e incapacidade temporária. Além disso, possibilita a contagem do tempo dedicado à pesquisa para fins de aposentadoria.

A contribuição a ser recolhida pela instituição cedente da bolsa será de 11% sobre um salário mínimo (atualmente R$ 1.621,00).

Com essa alíquota, o acesso à aposentadoria será somente por idade, atualmente em 62 anos para mulher e 65 anos para homem.

Caso deseje aposentadoria por tempo de contribuição ou que o tempo possa ser aproveitado para se aposentar por algum regime próprio de servidores públicos, o interessado deverá complementar a contribuição recolhida pela instituição com mais 9% sobre a base de cálculo, a fim de totalizar 20% de recolhimento.

Escolas sustentáveis
O Programa Nacional de Escolas Resilientes e Sustentáveis foi aprovado pela Câmara dos Deputados para ajudar na adaptação às mudanças climáticas e no uso de recursos naturais.

Pedro Ventura/Agência Brasília

Deputados aprovaram programa que incentiva ações sustentáveis nas escolas

De autoria do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o Projeto de Lei 2841/24 foi relatado pela deputada Socorro Neri (PP-AC) e tramita agora no Senado.

O texto prevê ações como:

  • a instalação, a manutenção e a melhoria dos sistemas de drenagem, ventilação e climatização;
  • utilização de sistemas de energia renovável e equipamentos eficientes; e
  • uso racional da água, da energia e gestão de resíduos.

Outras medidas incluem a arborização para evitar incidência solar e diminuir a temperatura média no ambiente, além de reformas e melhorias estruturais para aumentar a resistência das edificações a eventos climáticos extremos.

Cultura nas escolas
A Câmara dos Deputados aprovou ainda no primeiro semestre, a política nacional “Mais Cultura nas Escolas”, objeto do Projeto de Lei 533/24, em análise hoje no Senado.

De autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a proposta foi aprovada com a relatoria do deputado Tarcísio Motta, prevendo parceria entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com a sociedade civil no setor da cultura.

Segundo o texto, a União deverá apoiar os outros entes federativos na elaboração de um plano de atividade cultural anual para as escolas públicas de educação básica.

Para viabilizar a execução dos planos, poderão ser utilizados os moldes operacionais e regulamentares do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Cada plano deverá conter as ações, as metas, o cronograma de execução e a previsão de início e término das atividades, envolvendo bens e serviços necessários à realização das atividades artísticas, culturais e pedagógicas previstas.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



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