VICE DE BOTELHO
Vereador Pedrinho após ser oficializado como vice do prefeito Kalil: uma responsabilidade a mais
Prefeito Kalil, no momento de sua fala, afirmou que o nome de Pedrinho foi escolhido após uma decisão do arco de aliança de sua base política
Política
O presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, vereador Pedro Paulo Tolares, conhecido como Pedrinho (UNIÃO), foi oficializado na noite desta sexta-feira (5) como o vice-candidato a prefeito na chapa encabeçada pelo prefeito Kalil Baracat (MDB), que vai em busca da reeleição. Pedrinho, que está em seu terceiro mandato no legislativo municipal, afirmou que essa será “uma responsabilidade a mais” para ajudar no desenvolvimento da cidade.
“Isso é um processo democrático, onde todos os partidos precisam passar por essa esfera e é mais do que justo a construção de um partido se dá em virtude da composição de vários pretendentes do grupo de ação política. E é mais do que justo ouvir todos os colegas, onde teve várias discussões, várias reuniões e chegou ao final desse grande entendimento”, disse no evento realizado num hotel, em VG.
“Fico feliz de ser escolhido para essa maioria, é uma responsabilidade a mais, após terceiro mandato como vereador, compor a chapa de reeleição de Kalil Baracat para juntos continuarmos a ajudar a sociedade várzea-grandense” ,completou.
Prefeito Kalil, no momento de sua fala, afirmou que o nome de Pedrinho foi escolhido após uma decisão do arco de aliança. A chapa é composta por um total de dez partidos, incluindo o MDB e o União Brasil, além do PSB, da Federação PSDB-Cidadania, Progressistas (PP), Republicanos, Novo, PRD, PDT e do Agir 36.
“Olha, foi indicado pela União Brasil, foi discutido com todo o arco de aliança, o vereador Pedrinho foi indicado dentre outros nomes do União Brasil e foi definido pelo grupo. O vereador Pedrinho vai ser o nosso vice e vai compor a chapa conosco”, pontuou.
A principal adversária de Kalil no pleito é a advogada Flávia Moretti (PL). Ela tem investido numa campanha com críticas tanto a Kalil quanto à família Campos, apoiadores do atual gestor. Contudo, o emedebista afirmou que o tom da campanha será pautado por propostas, evitando ataques e agressões verbais.
“Eu faço política de propostas, respeitando o eleitor e respeitando a sociedade várzea-grandense. Eu faço política de altivez. É dessa forma que eu faço política, com propostas, com projetos, com demandas, que estão sendo cumpridas durante o meu mandato”.
Política
Mauro Mendes considera “estranha” migração de votos para Lula após derrota de Flávio
O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), classificou como “muito estranha” a migração de votos no segundo turno da eleição presidencial, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Para o ex-governador, o comportamento do eleitorado contrariou suas expectativas, especialmente diante do perfil conservador de Mato Grosso.
“É muito estranho. Estado de direita como o nosso, o estado de Mato Grosso. A maior parte da migração dos votos do primeiro turno foi para ele”, declarou Mauro, ao comentar o resultado da votação realizada no domingo (25).
Apesar de questionar o cenário, o senador eleito afirmou que não pretende especular sobre as razões que levaram ao resultado. Ele destacou que não há elementos suficientes para atribuir a movimentação dos votos a uma causa específica.
“É algo que merece ser estudado e eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”, afirmou.
Antes do encerramento da apuração, Mauro demonstrava confiança na vitória do candidato do PL. No domingo, ele chegou a projetar que Flávio Bolsonaro venceria a disputa presidencial com uma vantagem de quatro a cinco pontos percentuais. A previsão, no entanto, não se confirmou.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos em âmbito nacional, enquanto Flávio obteve 48,21%, segundo os resultados divulgados após a apuração.
Em Mato Grosso, o cenário foi diferente. Flávio manteve ampla vantagem, com 66,06% dos votos válidos, contra 33,94% do petista. O resultado estadual, portanto, não acompanhou a tendência nacional apontada por Mauro ao comentar a migração de votos.
Lula ampliou votação em Mato Grosso
Embora tenha sido derrotado no estado, Lula recebeu mais votos no segundo turno do que na primeira etapa da eleição. O petista passou de 581.681 para 694.067 votos, um acréscimo de 112.386. Flávio também ampliou sua votação, passando de 1.298.581 para 1.350.912 votos.
Os números mostram que ambos cresceram em quantidade de votos entre os turnos, mas o aumento da votação de Lula foi maior em termos absolutos. Isso, isoladamente, não permite identificar de quais candidatos vieram os votos adicionais, já que a comparação também depende do comparecimento dos eleitores e de outros fatores eleitorais.
Senador diz que prioridade será trabalhar pelo país
Apesar da derrota de seu aliado, Mauro afirmou que pretende exercer o mandato no Senado com foco nas demandas nacionais, independentemente das divergências políticas com o presidente reeleito.
O senador eleito também manifestou preocupação com a situação fiscal do Brasil e com os desafios econômicos que, em sua avaliação, deverão ser enfrentados nos próximos anos. Entre os pontos citados estão o crescimento da dívida pública e o déficit da Previdência.
Mauro assumirá o mandato no Senado em fevereiro de 2027.
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