CÂMARA MUNICIPAL DE JANGADA
Vereador Diamante agride verbalmente secretário de Saúde
Secretário Hudson lamentou as agressões perpetradas pelo vereador Diamante, clara quebra de decoro parlamentar. Considerou-as um desrespeito não apenas à sua pessoa e à Prefeitura de Jangada, mas a todos os munícipes e, principalmente, à Casa de Leis do município.
Política
A sessão plenária da Câmara Municipal de Jangada, dessa quinta-feira, protagonizou baixaria gratuita por parte do vereador Edenilson J. de Barros [Diamante], que interrompeu várias vezes o secretário Hudson, da área de Saúde, com insultos altamente agressivos.

Secretário Hudson foi agredido verbalmente pelo vereador Diamante
Divulgação
O titular da Pasta de Saúde compareceu à Casa de Leis para tentar explicar, utilizando a tribuna, quais procedimentos vêm sendo adotados no tocante ao suprimento de medicamentos nas unidades SUS que o município gerencia.
Hudson rebateu serem falsas quaisquer informações aleatórias, sem procedência oficial, de que falta até Dipirona nos postos. Trata-se de um dos remédios mais utilizados nas unidades SUS, lenitivo de dores, e é imprescindível manter seu estoque.
Hudson desafiou quem diz isso a provar que falta esse medicamento e vários outros, inviabilizando o atendimento clínico a contento das necessidades da população.

De forma hostil, Diamante gritou para que Hudson respeitasse os vereadores e não mentisse dentro do Parlamento. “Você tem que nos respeitar”, disse repetidamente.
E enquanto gritava com Hudson, Diamante bateu reiteradamente com a mão contra a mesa, evidenciando estar no limite do seu controle emocional.
O secretário Hudson manteve a postura e não revidou essas agressões verbais. Os demais vereadores, por sua vez, se mantiveram calados, não endossando a atitude hostil do colega.
Diamante ainda se aproximou da tribuna do Legislativo com mais atitudes claramente violentas, como se fosse partir para a agressão física contra o secretário Hudson, o que não aconteceu.

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Os altos brados do parlamentar assustaram muitas pessoas que assistiam à sessão, e a maioria foi embora. O esvaziamento do plenário, por causa dessa baixaria, foi automático. O tumulto encerrou a continuidade dos trabalhos na Casa de Leis.
Em entrevista à imprensa, o secretário Hudson lamentou as atitudes adotadas pelo parlamentar Diamante, não coerentes às de um homem público que representa a comunidade de Jangada, disse.
Hudson ainda lamentou não ter tido oportunidade de explicar pausadamente a exata situação da Saúde em Jangada.
“Eu quis explicar, e tentei isso, todos viram. Mas fui impossibilitado pelas atitudes violentas adotadas por esse parlamentar. Preferi nem revidar, a fim de evitar o pior”.
Conforme o titular da Saúde, é lamentável que coisas do tipo ainda aconteçam em recintos que tratam dos interesses populares.
“Tais insultos atingiram não apenas a mim, na qualidade de secretário, mas a todos os munícipes. Isso porque ele [vereador Diamante] se esqueceu de respeitar o próprio recinto público em que atua. Espero que reflita sobre sua atitude…”
Por site omatogrosso.com
Política
Mauro Mendes considera “estranha” migração de votos para Lula após derrota de Flávio
O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), classificou como “muito estranha” a migração de votos no segundo turno da eleição presidencial, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Para o ex-governador, o comportamento do eleitorado contrariou suas expectativas, especialmente diante do perfil conservador de Mato Grosso.
“É muito estranho. Estado de direita como o nosso, o estado de Mato Grosso. A maior parte da migração dos votos do primeiro turno foi para ele”, declarou Mauro, ao comentar o resultado da votação realizada no domingo (25).
Apesar de questionar o cenário, o senador eleito afirmou que não pretende especular sobre as razões que levaram ao resultado. Ele destacou que não há elementos suficientes para atribuir a movimentação dos votos a uma causa específica.
“É algo que merece ser estudado e eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”, afirmou.
Antes do encerramento da apuração, Mauro demonstrava confiança na vitória do candidato do PL. No domingo, ele chegou a projetar que Flávio Bolsonaro venceria a disputa presidencial com uma vantagem de quatro a cinco pontos percentuais. A previsão, no entanto, não se confirmou.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos em âmbito nacional, enquanto Flávio obteve 48,21%, segundo os resultados divulgados após a apuração.
Em Mato Grosso, o cenário foi diferente. Flávio manteve ampla vantagem, com 66,06% dos votos válidos, contra 33,94% do petista. O resultado estadual, portanto, não acompanhou a tendência nacional apontada por Mauro ao comentar a migração de votos.
Lula ampliou votação em Mato Grosso
Embora tenha sido derrotado no estado, Lula recebeu mais votos no segundo turno do que na primeira etapa da eleição. O petista passou de 581.681 para 694.067 votos, um acréscimo de 112.386. Flávio também ampliou sua votação, passando de 1.298.581 para 1.350.912 votos.
Os números mostram que ambos cresceram em quantidade de votos entre os turnos, mas o aumento da votação de Lula foi maior em termos absolutos. Isso, isoladamente, não permite identificar de quais candidatos vieram os votos adicionais, já que a comparação também depende do comparecimento dos eleitores e de outros fatores eleitorais.
Senador diz que prioridade será trabalhar pelo país
Apesar da derrota de seu aliado, Mauro afirmou que pretende exercer o mandato no Senado com foco nas demandas nacionais, independentemente das divergências políticas com o presidente reeleito.
O senador eleito também manifestou preocupação com a situação fiscal do Brasil e com os desafios econômicos que, em sua avaliação, deverão ser enfrentados nos próximos anos. Entre os pontos citados estão o crescimento da dívida pública e o déficit da Previdência.
Mauro assumirá o mandato no Senado em fevereiro de 2027.
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