PROGRAMA SOCIAL

Carentes de Porto dos Gaúchos destacam alívio por ter alimentos

400 famílias de Porto dos Gaúchos receberam cestas básicas do programa Vem Ser Mais Solidário, nesta quarta-feira (14.07), durante visita do governador Mauro Mendes na região do Vale do Arinos

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Política

Foto: Mayke Toscano - Secom-MT

O governador Mauro Mendes entregou nesta quarta-feira (14.07) 400 cestas básicas do programa “Ver Ser Mais Solidário” para famílias carentes do município de Porto dos Gaúchos. O programa é liderado pela primeira-dama Virginia Mendes e conduzido pela Secretaria Estadual de Assistência Social (Setasc).

Mendes destacou que o Estado tem muitas obrigações em diversas áreas, mas que, com o período da pandemia, as ações de assistência social foram reforçadas para atender a demanda das famílias de baixa renda, com a entrega das cestas básicas e do cartão Ser Família Emergencial.

“Porto dos Gaúchos é cidade pequena e o número de pessoas em situação de vulnerabilidade também é. Isso é bom, porque mostra um município pujante – que gera emprego, mas as pessoas às vezes precisam de ajuda e este também um dos papéis importantes que o Estado e poder público têm que desenvolver. É isso que estamos fazendo”, afirmou o governador.

Mãe de três filhas, sendo uma com deficiência, Vanúcia da Silva Santos, conta que atualmente não consegue trabalhar e que a cesta básica veio em boa hora.

“Essa ajuda é muito importante para todos nós. O sustento de casa é responsabilidade nossa e muitas vezes não conseguimos suprir. No meu caso, por ter que cuidar das minhas filhas, a dificuldade é maior. Sinto alegria e alívio por ver que tem pessoas que se preocupam com a gente e nos ajudam em um momento tão difícil, garantindo o alimento para minha família”, relatou.

Desempregada por conta da pandemia, Maria Zilda também passa por dificuldades. “Estou precisando muito. Meu filho é o único que está trabalhando agora. Receber a cesta é um privilégio grande e agradeço por contar com essa ajuda”, disse.

Iniciada em abril de 2020, o “Vem Ser mais Solidário” atendeu mais de 1,7 milhão de pessoas no ano passado, levando em conta a distribuição de 330 mil cestas básicas.

“Além de fazer estradas, escolas, o Governo investe em pessoas. Vivemos em um Estado de grandes distâncias e juntos desenvolvemos um trabalho que possa chegar aos 141 municípios e atender quem realmente precisa”, destacou a secretária de Assistência Social, Rosamaria Carvalho.

A entrega das cestas também é acompanhada pelos deputados estaduais Xuxu Dal Molin, Ondanir Bortolini, o Nininho, Janaina Riva, prefeitos de Porto dos Gaúchos, Vanderlei Antônio de Abreu, de Tabaporã, Sirineu Moleta, de Nova Bandeirantes, César Périgo, e de Juara, Carlos Sirena, secretário Marcelo de Oliveira (Sinfra), além de vereadores de diversos municípios do Vale do Arinos.

“É uma satisfação enorme acompanhar esta comitiva e entregar as cestas básicas. Fazemos parte de uma gestão recente e com muitas obras. Podemos dizer que há um Estado antes do governo Mauro Mendes e outro pós, que apresentou muitos resultados, projetos, obras estruturantes e ações concretas à toda população”, ressaltou Nininho.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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