VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande realiza Conferência dos Direitos da Pessoa com Deficiência
PALESTRANTE – O advogado José Rodrigues Rocha Júnior destacou a importância da Conferência Municipal que está cumprido a portaria que foi estabelecida pelo Governo Federal que convocou a Conferência Nacional para 2024.
Política
Várzea Grande é o primeiro município do Estado de Mato Grosso a realizar a Conferência dos Direitos das Pessoas com Deficiência e, a discutir políticas públicas voltadas para esse público em especial. Realizado no Anexo II da Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer, localizado no bairro Jardim Marajoara, o evento pauta questões e diretrizes voltadas à implantação de planos e políticas públicas de acessibilidade, saúde, habitação, e educação, levando em consideração a efetiva fiscalização dos serviços prestados a esse segmento tanto pelos órgãos governamentais quanto pela sociedade civil.
“Este é um momento importante para as pessoas com deficiência, pois realizando essa conferência estamos assumindo o papel de discutir e encontrar soluções que contemplem este público em especial. Em Várzea Grande, nestes três anos de gestão do prefeito Kalil Baracat, ele acreditou na nossa proposta e vem acreditando em nosso projeto social. Temos muitas pessoas com mobilidade reduzida e outras deficiências e, essa primeira Conferência Municipal é justamente para discutir ações e serviços voltados para esses grupos. Precisamos discutir políticas públicas que venham ao encontro das nossas necessidades e, esse evento é o momento ideal para apresentarmos as nossas demandas, além de tentar, junto aos órgãos governamentais, apoio e compreensão as nossas causas”, destacou o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Diney Ribeiro Campos.
Ele reafirmou a importância dessa Conferência e das temáticas que serão abordadas, dentre eles o cenário atual e futuro na implementação das pessoas com deficiência construindo um Brasil mais inclusivo.
A primeira-dama e Promotora de Justiça, Kika Dorilêo disse que a gestão do prefeito Kalil Baracat é muito sensível a todas as questões e sabe que para atingir de forma integral o seu munícipe é preciso sim essa política transversal. “E nós temos aqui em Várzea Grande um exemplo de como isso funciona e muito bem, a integração entre todas as secretarias. Em maio, deste ano, o prefeito inaugurou a Casa de Sarita e lá são ofertadas para mulheres e meninas em estado de vulnerabilidade social, serviços de saúde, educação, cultura, esporte e lazer e assistência social. E nós temos então esses tripés que sustentam a política nacional da assistência social”, destacou.
Kika Dorilêo disse ainda que é com grande alegria e honra saber que estamos fazendo história, onde Várzea Grande realiza sua 1ª Conferência Municipal para discutir os direitos das pessoas com deficiência. “É Várzea Grande mais uma vez na vanguarda porque dos 141 municípios do Estado é o primeiro a realizar essa conferência municipal. Estamos todos muito felizes, por essa demonstração da gestão do prefeito Kalil Baracat que procura ser cada vez mais participativa e inclusiva”.
O secretário de Saúde, Gonçalo Barros, disse que é um desafio muito grande desenvolver e criar políticas públicas que venham solucionar os entraves desse público em geral. “Temos um problema muito sério na cidade que é a questão da acessibilidade. Somos um município, que de certa forma é colado na capital, e temos aí o nosso desequilíbrio estrutural que não podemos esconder, e que ao longo dos anos foi se construindo, e essa população que depende da acessibilidade paga caro com isso, e nós reconhecemos e precisamos melhorar urgentemente”, destacou.
O gestor anunciou na ocasião a criação de um novo Centro Especializado de Reabilitação – CRIDAC. “Temos no município uma unidade deste órgão, mas não é adequado, nem o que precisa ser e nem o que os usuários que dependem dessa assistência necessitam, e esse é um direito constitucional que precisamos avançar nesta questão. Em 2021 fizemos um projeto que foi aprovado no Ministério da Saúde para a criação desta nova unidade. Buscamos o terreno que era uma batalha, pois precisava ser na região central da cidade, e agora estamos somente aguardando a liberação da Vigilância Sanitária do Estado para dar sequência na liberação de recursos e início das obras, que é importantíssima para essa população e para todos, pois só vivemos em sociedade quando todos tiverem seus direitos respeitados e seus deveres cumpridos”.
A Superintendente Estadual da Pessoa com Deficiência, Thaís Augusta de Paula – primeira mulher a assumir a pasta – disse que há 16 anos é militante desta causa, e começou a sua luta aqui em Várzea Grande, sua terra natal. “A causa de vocês é a minha causa hoje, e estar aqui falando com vocês meu coração se alegra. Sei que precisamos avançar. Enquanto Governo do Estado, sabemos da realidade não só de Várzea Grande, mas de todo o Estado. Percorro Mato Grosso inteiro e posso afirmar que ainda encontro pessoas com deficiência amarrada em cadeira de fio e choro por essa visão, mas vou lá e faço acontecer a mudança, porém não consegui ainda alcançar os 141 municípios de Mato Grosso”, confidenciou.
Para a gestora nunca será possível chegar a 100% das demandas assistidas se não tivermos união, com todo o segmento da pessoa com deficiência. “Não conseguimos avançar ainda por causa da vaidade de segmentos. Mas a luta do governo, juntamente com a Prefeitura de Várzea Grande é para que a gente traga melhorias e hoje estamos aqui para discutir políticas públicas para as pessoas com deficiência, seja na saúde, assistência, esporte e lazer. Hoje estou cadeirante, mas nem por isso parei de lutar por minha causa, que é a causa de vocês. E não adianta eu ter uma cadeira top de linha e saber que meus colegas não têm essa mesma condição, mas é preciso lutar com diálogo”, observou.
Thaís de Paula, na ocasião, elogiou a Secretaria de Educação por estar atuando de forma inclusiva e que é a base da formação dos alunos, a condução da pasta da Saúde que também tem feito a diferença no município, e o atendimento humanizado pela assistência social. “Eu desde o ano passado articulei para que Várzea Grande fosse o primeiro município escolhido para fazer a primeira semana descentralizada da pessoa com deficiência, porque o meu sonho é viver para ver um Centro de Reabilitação que atende a todos os tipos de deficiência. Se me perguntarem se o número de pessoas com deficiência vai diminuir, eu digo que não, porque somos uma sociedade que produz pessoas com deficiência por causa da intolerância”.
PALESTRANTE – O advogado José Rodrigues Rocha Júnior destacou a importância da Conferência Municipal que está cumprido a portaria que foi estabelecida pelo Governo Federal que convocou a Conferência Nacional para 2024. “Nessa estruturação ela propõem que os municípios façam as discussões compreendendo as dificuldades dos seus territórios, da saúde, da educação, da falta de acesso à cultura e de uma série de situações que eles convivem com elas, e que muitas dessas questões estão sendo discutidas nesse evento, e que precisam ser estabelecidas no município. No ambiente nacional ainda tem uma discussão para construção de um fundo nacional da pessoa com deficiência, portanto para compreender esses processos de construção e criar isso na base, o Governo do Estado criou um fundo da Pessoa com Deficiência, e que estamos aqui para pautar essas prioridades e levar também os delegados que serão eleitos aqui para participar da etapa estadual e, posteriormente, a etapa nacional”.
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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