MORADIA

Várzea Grande celebra a entrega de 700 títulos de propriedade

Os títulos de regularização fundiária, registrados em cartório de maneira gratuita, foram entregues pelo prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), e pelo governador do estado, Mauro Mendes (União).

Publicado em

Política

Foto: Secom/VG

A ação gratuita, fruto da parceria entre Prefeitura, Governo e Assembleia, beneficiou moradores de 19 bairros. “Agora a casa é nossa”, celebrou o casal Arlinda e Benedito dos Santos, ao receberem a escritura definitiva do imóvel onde residem há quase 30 anos, no bairro 15 de Maio. “Antes, só tínhamos o documento de compra e venda que comprovava a posse da casa, mas não oferecia segurança. Até agora, ninguém tinha reconhecido essa realidade, mas com a equipe do prefeito Kalil, que fez o levantamento, estamos realizando um sonho: ter a propriedade oficialmente reconhecida”, acrescentou Benedito.

O casal simboliza o sentimento de uma comunidade agora beneficiada com escrituras de regularização fundiária. No total, 700 moradores de 19 bairros receberam suas escrituras definitivas, resultado da colaboração entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Governo do Estado, através do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

Os títulos de regularização fundiária, registrados em cartório de maneira gratuita, foram entregues pelo prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), e pelo governador do estado, Mauro Mendes (União), numa cerimônia realizada na Escola Municipal de Educação Básica ‘Tenente Abílio da Silva Moraes’, no Bairro 15 de Maio. “Os títulos resgatam a cidadania e a dignidade dos moradores de Várzea Grande”, declarou o prefeito.

Durante a entrega, Kalil Baracat destacou os avanços que a população e sua administração têm alcançado, graças a uma contínua articulação política que valoriza o diálogo e a resolução de problemas. “O governador Mauro Mendes é um grande aliado da cidade. Juntos, atuamos em diversas áreas, como saneamento básico e infraestrutura; inclusive, iniciamos a duplicação da rodovia Imigrantes, um projeto inicialmente não previsto. Além do governo, contamos com apoio e interlocução no Senado, e agradeço aqui ao senador Jayme Campos, na Assembleia Legislativa, no Poder Judiciário, na Câmara Municipal e no Intermat. Este é o modo MDB de governar: buscando parcerias, aplicando bem os recursos e apresentando resultados. Só tenho a agradecer”, enfatizou.

“Este é um sonho de muitos anos que se realiza. A escritura, totalmente registrada em cartório, é definitiva e simboliza o sonho da casa própria. Que este título, resultado de uma parceria com o prefeito Kalil e do empenho de diversos servidores, seja apenas o início de muitas outras conquistas para vocês”, salientou o governador Mauro Mendes.

A cerimônia fez parte das celebrações pelos 157 anos de fundação de Várzea Grande. Como um ‘presente’ e prova do cuidado na gestão dos recursos públicos, o prefeito anunciou novas obras para a região, incluindo a construção de uma praça no bairro 15 de Maio.

Os títulos foram entregues a residentes dos bairros 15 de Maio, 24 de Dezembro, 7 de Maio, Asa Bela, Asa Branca, Cabo Michel, Cristo Rei, Dom Orlando Chaves, Cohab Jayme Campos, Cohab Dom Bosco, Jardim Adália, Jardim Primavera, Nossa Senhora da Guia, Novo Mato Grosso, Parque Nova Era, Santa Isabel, Santo Afonso, São Simão e Tarumã. A iniciativa de ampliar a regularização fundiária em Várzea Grande deve resultar, até o final da gestão de Kalil Baracat, na entrega de 15 mil títulos de propriedade. “Já entregamos mais de 3.700 títulos. Hoje, outras 700 famílias passam a ser proprietárias de seus imóveis”, declarou o prefeito.

Pessoas como Dona Maria Aparecida Lopes Duarte, também residente do bairro 15 de Maio, celebram o resultado prático dessa articulação. “Desde 1988 eu espero por esse dia. Estou muito feliz. Posso agora expandir minha casa aos poucos, pois tenho o documento necessário”.

Para a família Edilva Pinto de Morais, o dia foi marcado por alegria e saudade. Seu pai faleceu há 44 dias, sem ver o sonho da titularidade do imóvel se concretizar. “Por mais de 35 anos ele aguardou esse momento. Queria ter o documento, pagar o IPTU. Ele mesmo realizou o recadastramento. Mas agora minha mãe está segura, estamos felizes, porque possuir a casa própria oficializada é sinônimo de dignidade e segurança”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Médicos do esporte defendem políticas de estímulo a exercícios físicos

Publicados

em


Especialistas em medicina esportiva defenderam nesta terça-feira (14), em debate na Comissão de Esporte (CEsp), a promoção de políticas públicas de incentivo à prática de atividade física. Segundo eles, essas medidas podem prevenir doenças e reduzir a demanda e os custos dos sistemas público e privado de saúde.

A audiência foi solicitada pela presidente da comissão, senadora Leila Barros (PDT-DF), com o objetivo de discutir o papel da medicina esportiva para além do atendimento a atletas de alto rendimento. Segundo os participantes, a especialidade também contribui para a prevenção de doenças, a promoção da qualidade de vida e a redução do sedentarismo. 

Reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a medicina esportiva é a especialidade voltada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de condições relacionadas à prática de atividade física, além da orientação para a realização de exercícios.

Para Leila, é fundamental debater políticas públicas de saúde preventiva e formas de aplicação da estrutura da medicina esportiva disponível no Brasil. Ela acredita que essa área do conhecimento pode ajudar a promover qualidade de vida, eficiência do sistema de saúde e desenvolvimento esportivo, “especialmente em um país que busca ampliar a prática da atividade física, reduzir o sedentarismo e fortalecer as políticas públicas de saúde preventiva”.

— Discutir a estrutura da medicina esportiva significa debater qualidade de vida, eficiência do sistema de saúde e desenvolvimento esportivo. Mais do que atender atletas de alto rendimento, a medicina esportiva beneficia milhões de brasileiros que encontram no esporte um instrumento de prevenção de doenças e de se obter um envelhecimento saudável — declarou a senadora.

Medicina esportiva como política

Integrante do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), Fernando Carmelo afirmou que a especialidade contribui para combater o sedentarismo, prevenir e tratar doenças e melhorar a saúde mental.

Na opinião de Carmelo, esses benefícios contribuem para reduzir a pressão sobre os sistemas público e privado de saúde e, por isso, o exercício da medicina esportiva e o estímulo à prática de exercícios pela população devem ser tratados na forma de políticas públicas.

—  Quando se fala da medicina do esporte, parece que a gente só está tratando de atletas do esporte de alto rendimento, mas é importante esclarecer que essa área é muito mais ampla. Qualquer tipo de praticante de atividades físicas, esportivas, independentemente do tipo e do nível, requer esse atendimento antes, durante e após essa atividade — informou o debatedor.

Todos devem praticar exercícios físicos, segundo o secretário-geral da Federação Internacional de Medicina Esportiva (FIMS), José Kawazoe Lazzoli. Ele explicou, no entanto, que a aptidão cardiorrespiratória para essa rotina depende de cada indivíduo. Segundo ele, a prática de exercícios deve ser prescrita de forma individualizada, assim como ocorre com um medicamento.

Lazzoli também defendeu políticas públicas que ajudem a promover a prática regular de atividade física, bem como o uso dessas estratégias para prolongar a vida e reduzir, por exemplo, os riscos de ataques cardíacos.

—  Além de ser importante para os atletas, é também importante para reduzir risco cardiovascular, é fundamental para pessoas comuns, sejam crianças, adultos jovens ou aqueles da terceira idade, porque todos aqueles que o praticarem regularmente, e com a correta orientação, vão ter uma redução da possibilidade de desenvolver uma série de doenças. Além de fazer as pessoas se sentirem bem, o exercício é capaz de reduzir infarto, AVC e até a morte.

Treinamentos de emergência

Diretor cultural da Associação Médica Brasileira (AMB) e especialista em medicina esportiva, Rômulo Capello Teixeira defendeu a prática do esporte nas escolas, bem como treinamentos para atendimentos de emergência em todas as instituições. O objetivo, segundo o debatedor, é tornar qualquer pessoa capaz de atender uma situação emergencial e ajudar a salvar vidas.

—  Essas audiências públicas são feitas para transmitirmos para todos, da maneira clara possível, a necessidade de termos hábitos saudáveis, levando as pessoas a uma evolução com a melhor condição possível e sabendo como agir num momento de emergência. Vale lembrar que medicina não tem preço. Mas medicina tem custo.

Especialista em medicina esportiva, fisiatria e concussão cerebral, Moacir Silva Neto observou que a busca por saúde mental e neurológica é uma das maiores pressões globais atualmente. De acordo com o debatedor, transtornos mentais representam até 4% do PIB em perdas financeiras dos países.

O médico frisou que o burnout já é oficialmente reconhecido como fenômeno ocupacional e disse que afastamentos por estresse, ansiedade e depressão vêm crescendo “de forma consistente nos últimos anos”.

Ao defender estímulos para a prática esportiva, Silva Neto afirmou que, segundo estudos mencionados durante a audiência, a atividade física pode ser mais eficaz do que medicamentos no tratamento da depressão, por exemplo. Além disso, o médico afirmou que um bom condicionamento físico reduz a probabilidade de ocorrência de quadros de Alzheimer.

A audiência pública também teve a participação do especialista em medicina do esporte Eduardo Henrique de Rose, do coordenador de Práticas Corporais e Atividades Físicas na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Hugo Braz Marques, e da coordenadora-geral de Educação da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem do Ministério do Esporte, Ana Paula Bonetti.

Os representantes do governo mostraram algumas ações de suas pastas e disseram que o Poder Executivo reconhece a atividade física como um dos pilares das políticas de saúde, educação e desenvolvimento social.

Copa do Mundo

No começo da reunião, Leila Barros lamentou a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo de Futebol, ocorrida no domingo (5). A senadora frisou que o encerramento do ciclo representa também o início de uma nova caminhada rumo ao mundial de 2030.

Leila disse acreditar que, com um trabalho consistente ao longo dos próximos quatro anos, o Brasil chegará à próxima competição em condições de voltar a lutar pelo hexacampeonato.

— O ciclo que antecedeu esta Copa foi marcado por sucessivas mudanças, indefinições e turbulências que certamente dificultaram a construção de uma equipe competitiva. O futebol brasileiro precisa recuperar sua identidade, sua excelência técnica e tática e sua capacidade de planejamento, então, fica uma lição importante: para que o Brasil volte a disputar o título à altura de sua tradição, será fundamental construir um projeto sólido, com organização, estabilidade institucional, planejamento e continuidade do trabalho — ponderou a senadora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA