Recuperação Shopping Popular

Todos querem ajudar, mas, é necessário a transparência; Misael precisa abrir caixa da associação

É de extrema importância perante aos lojistas, a sociedade e ao próprio poder público, que se revele quanto dinheiro a entidade tem em caixa

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Política

Foto Reprodução Fernando Rodrigues

Atualizada às 10h55 – Nesse momento de imensa tristeza e solidariedade para com os comerciantes que perderam tudo nesse trágico incêndio que ocorreu nas primeiras horas da madrugada da última segunda-feira (15), que destruiu totalmente as instalações do prédio onde funcionava o Shopping Popular em Cuiabá, todos, urgentemente, se mostraram prontos a ajudarem nesse triste momento.

Do governador em exercício Otaviano Pivetta, presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, passando pelo prefeito Emanuel Pinheiro, bancada do congresso nacional (deputados e senadores), vereadores, AMM e outras instituições públicas, e algumas instituições privadas, já se prontificaram a fazer o que for preciso para ajudar na reconstrução desse tradicional empreendimento comercial de Cuiabá.

Só que nesse momento de extrema dificuldade, de mobilização da sociedade e de uma verdadeira corrente de solidariedade, que está se formando para ajudar esses empreendedores que perderam tudo, é de extrema urgência que as cosas sejam feitas da forma mais clara e aberta possível.

Seria de extrema importância perante a sociedade e ao próprio poder público que se empenharam em ajudar os lojistas, que se demonstre a necessária transparência nesse tipo de ação e revelar quanto dinheiro a entidade tem em caixa. Conforme informações apuradas, a arrecadação da associação gira em torno de R$ 2 mil por mês sobre cada lojista. Em apenas um ano, com mais de 600 lojistas, a média de arrecadação supera a marca de R$ 14 milhões.

É importante que o presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Popular, ex-vereador Misael Galvão, apresente as contas da associação, afinal, esse dinheiro pode fazer a diferença para ajuda imediatamente às famílias dos comerciantes que perderam tudo nesse trágico incêndio.

 

 

 

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Mauro Mendes considera “estranha” migração de votos para Lula após derrota de Flávio

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O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), classificou como “muito estranha” a migração de votos no segundo turno da eleição presidencial, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Para o ex-governador, o comportamento do eleitorado contrariou suas expectativas, especialmente diante do perfil conservador de Mato Grosso.

“É muito estranho. Estado de direita como o nosso, o estado de Mato Grosso. A maior parte da migração dos votos do primeiro turno foi para ele”, declarou Mauro, ao comentar o resultado da votação realizada no domingo (25).

Apesar de questionar o cenário, o senador eleito afirmou que não pretende especular sobre as razões que levaram ao resultado. Ele destacou que não há elementos suficientes para atribuir a movimentação dos votos a uma causa específica.

“É algo que merece ser estudado e eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”, afirmou.

Antes do encerramento da apuração, Mauro demonstrava confiança na vitória do candidato do PL. No domingo, ele chegou a projetar que Flávio Bolsonaro venceria a disputa presidencial com uma vantagem de quatro a cinco pontos percentuais. A previsão, no entanto, não se confirmou.

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos em âmbito nacional, enquanto Flávio obteve 48,21%, segundo os resultados divulgados após a apuração.

Em Mato Grosso, o cenário foi diferente. Flávio manteve ampla vantagem, com 66,06% dos votos válidos, contra 33,94% do petista. O resultado estadual, portanto, não acompanhou a tendência nacional apontada por Mauro ao comentar a migração de votos.

Lula ampliou votação em Mato Grosso

Embora tenha sido derrotado no estado, Lula recebeu mais votos no segundo turno do que na primeira etapa da eleição. O petista passou de 581.681 para 694.067 votos, um acréscimo de 112.386. Flávio também ampliou sua votação, passando de 1.298.581 para 1.350.912 votos.

Os números mostram que ambos cresceram em quantidade de votos entre os turnos, mas o aumento da votação de Lula foi maior em termos absolutos. Isso, isoladamente, não permite identificar de quais candidatos vieram os votos adicionais, já que a comparação também depende do comparecimento dos eleitores e de outros fatores eleitorais.

Senador diz que prioridade será trabalhar pelo país

Apesar da derrota de seu aliado, Mauro afirmou que pretende exercer o mandato no Senado com foco nas demandas nacionais, independentemente das divergências políticas com o presidente reeleito.

O senador eleito também manifestou preocupação com a situação fiscal do Brasil e com os desafios econômicos que, em sua avaliação, deverão ser enfrentados nos próximos anos. Entre os pontos citados estão o crescimento da dívida pública e o déficit da Previdência.

Mauro assumirá o mandato no Senado em fevereiro de 2027.



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