BLOQUEOU INFORMAÇÕES
TJ-MT repentinamente bloqueia acesso a decisões públicas
Advogados alegaram que se confundiam, principalmente, quando se considera o que diz a Lei de Acesso à Informação
Política
Atualizada às 10h29 – O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu que devido às recorrentes reclamações recentes quanto ao acesso a decisões judiciais, que a Coordenadoria de Tecnologia da Informação decidiu já comunicou que a partir desta terça-feira (9) já não seria mais possível acessar ações no Processo Judicial Eletrônico (PJe), mesmo os que não tramitam em segredo de Justiça. Após pressão o serviço acabou sendo restabelecido.
Advogados alegaram que se confundiam, principalmente, quando se considera o que diz a Lei de Acesso à Informação, que obriga integrantes da administração dos poderes Executivo, Legislativo (incluindo as Cortes de Contas), Poder Judiciário e Ministério Público a garantir o acesso a informações de interesse público, independente de solicitações.
Na semana passada, a imprensa ainda podia ter acesso, normalmente, a decisões de casos que envolvem políticos ou que chocaram a sociedade. Curioso é que esta mudança veio logo após magistrados do Poder Judiciário de Mato Grosso terem seus nomes citados em casos de grande repercussão, como a morte do advogado Roberto Zampieri e, mais recentemente, a do advogado Renato Nery. O serviço acabou sendo restabelecido e a informação repassada agora é de que o sistema estava apresentando erros.
Política
Mauro Mendes considera “estranha” migração de votos para Lula após derrota de Flávio
O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), classificou como “muito estranha” a migração de votos no segundo turno da eleição presidencial, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Para o ex-governador, o comportamento do eleitorado contrariou suas expectativas, especialmente diante do perfil conservador de Mato Grosso.
“É muito estranho. Estado de direita como o nosso, o estado de Mato Grosso. A maior parte da migração dos votos do primeiro turno foi para ele”, declarou Mauro, ao comentar o resultado da votação realizada no domingo (25).
Apesar de questionar o cenário, o senador eleito afirmou que não pretende especular sobre as razões que levaram ao resultado. Ele destacou que não há elementos suficientes para atribuir a movimentação dos votos a uma causa específica.
“É algo que merece ser estudado e eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”, afirmou.
Antes do encerramento da apuração, Mauro demonstrava confiança na vitória do candidato do PL. No domingo, ele chegou a projetar que Flávio Bolsonaro venceria a disputa presidencial com uma vantagem de quatro a cinco pontos percentuais. A previsão, no entanto, não se confirmou.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos em âmbito nacional, enquanto Flávio obteve 48,21%, segundo os resultados divulgados após a apuração.
Em Mato Grosso, o cenário foi diferente. Flávio manteve ampla vantagem, com 66,06% dos votos válidos, contra 33,94% do petista. O resultado estadual, portanto, não acompanhou a tendência nacional apontada por Mauro ao comentar a migração de votos.
Lula ampliou votação em Mato Grosso
Embora tenha sido derrotado no estado, Lula recebeu mais votos no segundo turno do que na primeira etapa da eleição. O petista passou de 581.681 para 694.067 votos, um acréscimo de 112.386. Flávio também ampliou sua votação, passando de 1.298.581 para 1.350.912 votos.
Os números mostram que ambos cresceram em quantidade de votos entre os turnos, mas o aumento da votação de Lula foi maior em termos absolutos. Isso, isoladamente, não permite identificar de quais candidatos vieram os votos adicionais, já que a comparação também depende do comparecimento dos eleitores e de outros fatores eleitorais.
Senador diz que prioridade será trabalhar pelo país
Apesar da derrota de seu aliado, Mauro afirmou que pretende exercer o mandato no Senado com foco nas demandas nacionais, independentemente das divergências políticas com o presidente reeleito.
O senador eleito também manifestou preocupação com a situação fiscal do Brasil e com os desafios econômicos que, em sua avaliação, deverão ser enfrentados nos próximos anos. Entre os pontos citados estão o crescimento da dívida pública e o déficit da Previdência.
Mauro assumirá o mandato no Senado em fevereiro de 2027.
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