Política
Stopa garante que Mercado do Porto se transformará em cartão postal
Previsão é de que a etapa de ampliação da obra seja concluída até o primeiro trimestre de 2022
Política
O vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, destacou que a Prefeitura de Cuiabá está trabalhando para expandir a característica comercial do Mercado Varejista Antônio Moisés Nadaf, o Mercado do Porto, transformando a estrutura em uma dos grandes pontos turísticos da Capital. A obra, articulada pelo prefeito Emanuel Pinheiro, segue a todo vapor e a previsão é de que a etapa de ampliação seja concluída até o primeiro trimestre de 2022.
“Como é possível observar, há uma grande quantidade de trabalhadores na obra. Inclusive, na última semana, recebemos uma excelente notícia que foi a chegada de todas as telhas especiais para a estrutura. Essa primeira parte, que é a maior, devemos entregar ainda no primeiro trimestre de 2022. O prefeito Emanuel Pinheiro determinou e vamos fazer do Mercado do Porto um verdadeiro cartão postal”, contou Stopa, durante vistoria realizada na última semana.
A obra está dividida em duas etapas, sendo uma de ampliação e outra de revitalização. Além da reforma do espaço já existente, o mercado terá um aumento aproximado de 6,8 mil m², em relação a área ocupada atualmente, nova praça de alimentação, estacionamento com um número maior de vagas e requalificação de todo entorno. Tudo isso com o objetivo de fortalecer a característica turístico-comercial que o mercado já carrega.
No local, o levantamento da nova estrutura está em fase avançada, superando as fases de montagem dos pilares pré-moldados, instalação das vigas e concretagem das lajes. Agora, as equipes estão divididas em várias frentes, entre elas a de construção do piso e da cobertura. De acordo com o vice-prefeito, a intervenção proporcionará mais conforto, segurança e qualidade aos feirantes, clientes e turistas que passam pelo Mercado do Porto.
“Vamos melhorar a vida desses trabalhadores, que merecem nosso respeito e, com toda certeza, terão uma nova realidade de trabalho. A parte superior será voltada para a praça de alimentação. O cidadão poderá se socializar no local e contemplar todo o entorno que estará com um visual muito bonito. Já a parte de baixo, será destinada para o comércio dos feirantes. Todos que chegam a Cuiabá irão querer visitar o Mercado do Porto”, relatou.
O vice-prefeito explicou ainda que a obra conta com aplicação de quatro emendas federais diferentes e, dessa forma, também foi preciso realizar quatro tipos de licitação para execução do projeto elaborado para a estrutura. Esse fator, juntamente com o surgimento da pandemia da Covid-19, conforme enfatizado por Stopa, impactaram diretamente no primeiro cronograma montado para a obra.
“São quatro processos burocráticos diferentes e cada um deles com suas particularidades. Uma licitação para o prédio está sendo levantada, uma para a climatização, outra para requalificação da feira, e a última que atende a requalificação do entorno do mercado. No entanto, conseguimos resolver cada uma delas e agora estamos em pleno andamento, preparando para inaugurar uma das feiras mais bonitas do Brasil”, disse.
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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