TCE-MT
Conselheiro Antônio Joaquim diz que Sistema Tribunais de Contas tem que ajudar a qualificar a gestão pública
Ex-presidente da Associação dos Membros de Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o conselheiro Antonio Joaquim disse que o desafio enfrentado pelos 33 Tribunais de Contas brasileiros na década de 2011 a 2020 foi a busca pela elevação da qualidade e agilidade.
Política
Contribuir para a melhoria da qualidade da gestão pública, levando em consideração a capilaridade nacional, o potencial de articulação e a ampla capacidade de oferecer capacitação e treinamento. Este é o grande desafio do Sistema Tribunais de Contas brasileiro para a década de 2021 a 2030, defendeu o ouvidor geral do TCE-MT, conselheiro Antônio Joaquim, em palestra realizada nesta segunda-feira (23) na cidade de Funchal – Ilha da Madeira, em Portugal.
O conselheiro foi um dos palestrantes convidados do 19° Encontro Internacional de Juristas, evento organizado pela Rede Internacional de Excelência Jurídica. Programado para o período de 22 a 26 de janeiro, o evento reúne magistrados de órgãos da Justiça, conselheiros de Tribunais de Contas e integrantes do mundo jurídico de países da Europa, África e América Latina.
Tendo como tema “Os Tribunais de Contas como indutores de boas práticas” e falando para um público de cerca de 200 participantes, o conselheiro Antônio Joaquim fundamentou sua palestra em três reflexões: a ideia de que toda a administração pública se equivale a “um único barco” e no qual as instituições precisam buscar integração, governança e efetividade no cumprimento das suas competências, para a entrega de serviços de qualidade no “porto denominado sociedade”; a convicção de que não existe democracia sem controle e que os Tribunais de Contas, enquanto instituição com dimensão especial estruturada na própria Constituição Federal, não pode resumir sua atuação apenas na observância da conformidade dos atos de gestão; e, finalmente, a de que os 33 Tribunais de Contas tem o dever de ajudar na qualificação dos agentes públicos, gestores e servidores da administração pública.
Ex-presidente da Associação dos Membros de Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o conselheiro Antonio Joaquim disse que o desafio enfrentado pelos 33 Tribunais de Contas brasileiros na década de 2011 a 2020 foi a busca pela elevação da qualidade e agilidade. Para tanto, ele destacou o trabalho de articulação, organização e orientação empreendido por entidades do sistema como a Atricon, Instituto Rui Barbosa, Abracom e CNPTC, com iniciativas como Resoluções Orientativas e o Marco de Medição de Desempenho dos TCs (MMD-TC), processo de avaliação a que os Tribunais de Contas são submetidos a cada dois anos.
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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“Os Tribunais de Contas primeiro buscaram fazer o dever de casa. Houve um grande e inequívoco esforço para melhorar os processos internos visando maior qualidade e agilidade. Afinal, no começo da década passada, de fato havia muita disparidade entre os Tribunais. Essa fase já foi superada. Agora, o nosso desafio é ajudar a melhorar a gestão pública. Temos quadros qualificados, especialistas em legislação administrativa, conhecedores dos processos de gestão. De outro lado, os Tribunais estão posicionados em todos os Estados e, também, no plano federal, com o TCU. Todos têm escolas de contas. Assim, mais que uma contribuição, os TCs têm potencial e capacidade efetiva de aperfeiçoar a gestão pública”, disse o conselheiro Antônio Joaquim.
Ele observa o paradoxo da complexidade da legislação administrativa e grande carência de mão de obra qualificada enfrentada pela grande maioria dos municípios brasileiros. No cenário de 5.570 cidades, apontou o conselheiro Antonio Joaquim, 2.451 ou 44% têm até 10 mil habitantes. Para ele, nem todos os municípios brasileiros têm capacidade de investir em capacitação de gestão, ao passo que os Tribunais de Contas podem contribuir decisivamente nessa área. “Esse cenário mostra o desafio dos Tribunais de contas, de investir em capacitação de gestão”, disse.
O conselheiro ponderou ainda que nesta década o sistema de Tribunais de Contas deve buscar a promoção da governança pública, aprofundar na avaliação de políticas públicas, focar no desenvolvimento sustentável e também buscar novas formas de atuação, a exemplo do consensualismo, chamando a responsabilidade e mediando questões que porventura necessitem de intervenção dos órgãos de controle.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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