Operação Sodoma 3
Silval e ex-secretários são condenados por desvio do erário na gestão do ex-governador
Política
Na ação penal oriunda da Operação Sodoma III, que apurou a compra irregular de um imóvel onde hoje é o bairro Jardim Liberdade, o ex-governador Silval Barbosa e mais 8 pessoas entre ex-secretários, diretores de autarquias, procurador do Estado, empresário e advogado foram condenados pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. O Estado pagou R$ 31.715 milhões pela desapropriação. No entanto, R$ 15,8 milhões foram revertidos em benefício do grupo.
Na decisão, a juíza Ana Cristina da Silva Mendes condenou o ex-governador a 7 anos e 9 meses de prisão e ao pagamento de R$ 320.760 mil em multa. Ele é considerado o líder da organização criminosa que cometeu crimes entre 2010 e 2014 no Estado.
Também foram condenados os ex-secretários Pedro Nadaf, Marcel de Cursi e Arnaldo Alves de Souza Neto, o procurador do Estado aposentado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, Silvio Cezar Corrêa Araújo, João Justino Paes de Barros, Alan Ayoub Malouf, Levi Machado de Oliveira e Antônio Rodrigues de Carvalho.
Já Filinto Muller e Gabriel Gaeta tiveram perdão judicial. O empresário Valdir Piran foi absolvido no esquema.
Também foram condenados Marcel de Cursi (14 anos e 1 mês), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (16 anos, 5 meses e 25 dias) e Arnaldo Alves de Souza Neto (10 anos, 2 meses e 10 dias) ao cumprimento da pena em regime fechado.
De Cursi ainda teve decretada a perda da função pública de fiscal de tributos do Estado. O advogado Levi Machado de Oliveira cumprirá em regime semiaberto. Já os demais deverão cumprir em regime diferenciado por conta de suas respectivas colaborações premiadas.
O Esquema
As investigações evidenciaram que o pagamento da desapropriação do imóvel conhecido por Jardim Liberdade, localizado nas imediações do Bairro Osmar Cabral, nesta capital, no valor total de R$ 31.715.000,00 à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda, proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público do Estado de Mato Grosso em benefício da organização criminosa liderada pelo ex-governador do Estado de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa.
Ficou comprovado na investigação que participaram dessa fraude além de Silval Barbosa, as pessoas de Pedro Jamil Nadaf (ex-secretario chefe da Casa Civil), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (procurador de Estado aposentado), Marcel de Cursi (ex-secretario de fazenda), Arnaldo Alves De Souza Neto (ex-secretario de planejamento), Afonso Dalberto (ex-presidente do INTERMAT), além do proprietário do imóvel Antonio Rodrigues Carvalho, seu advogado Levi Machado, o operador financeiro do grupo criminoso Filinto Muller e os empresários Valdir Piran e Valdir Piran Junior, pai e filho.
De todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação, o correspondente a 50%, ou seja, R$ 15.857.000,00 retornaram via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de Propriedade de Filinto Muller em prol do grupo criminoso.
De acordo com a investigação, a maior parte do dinheiro desviado no montante de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) pertencia ao chefe Silval Barbosa, ao passo que oremanescente foi dividido entre os demais participantes, no caso os ex-secretários, Pedro Nadaf, Marcel De Cursi (ex-secretário de fazenda), Arnaldo Alves de Souza Neto (ex-secretário de Planejamento), Afonso Dalberto e o procurador aposentado Chico Lima.
CONFIRA AS PENAS:
Silval Barbosa – 23 anos e 4 meses. Com a colaboração caiu para 7 anos, 9 meses e 10 dias, além de 243 dias multa.
Pedro Nadaf – 29 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, mas com a colaboração caiu para 9 anos, 11 meses e 25 dias.
Marcel de Cursi – 14 anos e 1 mês de reclusão e 363 dias-multa. Não firmou colaboração premiada.
Silvio Cezar Corrêa Araújo – 10 anos e 4 meses de reclusão, mas com a colaboração caiu para 3 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, além de 107 dias-multas.
Francisco Gomes de Andrade Lima Filho – 16 anos, 5 meses e 25 dias e 425 dias-multa. Não firmou colaboração.
Arnaldo Alves de Souza Neto – 10 anos, 2 meses e 10 dias de reclusão, além de 277 dias-multa. Não firmou colaboração.
Afonso Dalberto – 15 anos e 7 meses de reclusão. Com a colaboração premiada caiu para 5 anos, 2 meses e 10 dias de reclusão, além de 123 dias-multa.
João Justino Paes de Barros – 3 anos, 10 meses e 15 dias. Com a colaboração premiada gerou perdão judicial.
Alan Ayoub Malouf – 7 anos e 6 meses de reclusão. Com a colaboração premiada caiu para 2 anos e 6 meses de reclusão, além de 36 dias-multa
Antônio Rodrigues de Carvalho – 6 anos, 5 meses e 15 dias. Com a colaboração premiada, conseguiu o perdão judicial.
Levi Machado de Oliveira – 7 anos, 11 meses e 15 dias, além de 185 dias-multa. Não houve colaboração premiada.
Política
Max Russi reúne multidão em lançamento e ganha projeção para 2030
O deputado estadual Max Russi (Podemos) deu a largada oficial à campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso em um ato que reuniu mais de 5 mil pessoas na noite de quarta-feira (9), na Musiva, em Cuiabá. O evento reuniu apoiadores de diversas regiões do Estado e também importantes lideranças políticas.
Atual presidente da Assembleia Legislativa, Max teve ao seu lado no palanque o ex-governador Mauro Mendes (União) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado. A presença dos dois reforçou o peso político do evento e a articulação construída em torno da candidatura do parlamentar.
Durante o discurso, Janaina lembrou que Max chegou a ser cotado para disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. “Neste ano, o Max Russi seria o governador de Mato Grosso. Não deu para ser dessa vez”, afirmou.
A deputada, porém, já projetou o futuro político do aliado e declarou esperar que ele entre na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2030. “Eu sei que Deus vai me abençoar com o apoio de vocês, eu serei senadora e, em 2030, Max, eu vou estar aqui para te ver governador de Mato Grosso”, disse Janaina.
Além da projeção para a próxima eleição estadual, Janaina também sinalizou apoio à permanência de Max no comando da Assembleia. Ela afirmou que, caso o MDB consiga eleger quatro ou cinco deputados estaduais, a bancada deverá apoiar Russi para continuar na presidência da Casa. “Se nós elegermos quatro, cinco estaduais, todos vão votar no Max para presidente da Assembleia Legislativa”, declarou.
Max foi eleito presidente da ALMT para o biênio 2025-2027. Para continuar à frente do Legislativo, entretanto, precisará primeiro renovar o mandato nas urnas e, posteriormente, construir maioria entre os deputados eleitos para a próxima legislatura.
Com a Musiva lotada e a presença de aliados de diferentes regiões, o lançamento consolidou a largada eleitoral de Max Russi e também expôs um movimento político que vai além de 2026, com aliados já colocando o deputado entre os nomes que podem disputar o Governo de Mato Grosso em 2030.
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