CUIABÁ
SES apresenta proposta para assumir regulação de urgência e emergência em Cuiabá
Proposta foi apresentada durante reunião que ocorreu na tarde desta quarta-feira (12.04) na sede do Ministério Público do Estado
Política
A apresentação foi feita durante reunião sobre o Inquérito Civil n° 000306-002/2019, que ocorreu na tarde desta quarta-feira (12.04), na sede do Ministério Público, e debateu as soluções para a regulação da saúde na capital.
“Entendemos que é salutar a otimização da regulação para melhor utilizarmos a capacidade existente. Desta reunião sai um Termo de Ajustamento de Conduta entre Secretarias Estadual e Municipal, para que possamos melhorar sistematicamente a regulação e o acesso de pacientes que esperam por atendimentos no Sistema Único de Saúde”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Apresentada pela SES, a alternativa prevê que o estado reassuma exclusivamente a regulação dos procedimentos de urgência e emergência em Cuiabá. Isto é, os procedimentos eletivos continuarão sendo regulados pelo próprio município.
“Nesta reunião, ficou acordado que o estado assumirá a regulação de urgência e emergência no município de Cuiabá. Essa ação visa melhorar o fluxo da regulação, diminuir o tempo de espera e melhorar o sistema como um todo. Esperamos que essa ação salve muitas vidas”, pontuou o promotor titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível, Milton Mattos da Silveira Neto.


Divulgação: SECOM/MT
Durante a reunião, representantes do Tribunal de Contas do Estado, da Assembleia Legislativa e da equipe de intervenção da Saúde em Cuiabá foram favoráveis à proposta.
“São mais de 100 mil pessoas nas filas. Aproximadamente 9 mil pessoas que estavam na fila desde 2014 acabaram morrendo sem o atendimento. Essa situação nunca mais poderá se repetir e, neste momento, estamos trabalhando em parceria com todas as instituições. A gente busca uma coisa só: acabar com as filas e promover o pleno funcionamento das unidades de saúde”, disse o conselheiro do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo.
Após apresentação da proposta para a Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT), e se aprovada, a SES apresentará um cronograma de execução da medida ao Ministério Público. A gestão da SES e da intervenção da Saúde em Cuiabá também irão construir um plano conjunto para a implementação da proposta.
“A participação do Ministério Público e do Tribunal de Contas veio para fortalecer essa ação. Foi uma reunião de extrema importância considerando a ordenação e qualificação dos fluxos de acesso aos serviços de saúde de forma centralizada e sob o comando do Estado, uma vez que ele vai fazer a regulação dos leitos de urgência e emergência para todos os municípios conforme a demanda da regulação e a gravidade do paciente”, acrescentou a interventora da Saúde em Cuiabá, Danielle Carmona.
Até que o estado consiga implementar a gestão, os serviços continuarão sendo realizados por servidores da Secretaria Municipal, de forma a manter os atendimentos ininterruptos à população.

Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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