BAZAR SOLIDÁRIO DA ALMT
“Sensação é de tarefa cumprida”, diz Sônia Botelho, 1a. dama da ALMT, ao discorrer sobre evento social
Bazar Solidário idealizado pela 1a. Dama da ALMT, Sônia Botelho, que contou com apoio total do presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho, registrou recorde de público e vendas. Foram arrecadados mais de R$ 120 mil, que serão revertidos a três instituições filantrópicas: Obras Sociais Seara de Luz, Anjo Gabriel e Associação Pestalozzi de Cuiabá. O evento aconteceu nesta quarta-feira (4)
Política
“O sentimento imperante é de gratidão, em face do apoio geral que recebemos da sociedade mato-grossense para realizar o Bazar Solidário. Desfrutamos de palpável sensação de tarefa cumprida, apesar do cansaço. Afinal, foram dias extenuantes nos preparativos desse evento. Realmente, foi um grande sucesso protagonizado na ALMT”.
Assim se expressou a primeira-dama da ALMT, Sônia Meira Botelho, ao discorrer sobre o Bazar Solidário da ALMT, que movimentou grande ala social do Parlamento e vários segmentos da sociedade local/estadual.

Primeira-dama Sônia Botelho e Daniella Paula na condução dos trabalhos do Bazar Solidário
Foto: Luiz Geraldo Marchetti
Organizadora e madrinha dos bazares da Assembleia Social, a primeira-dama buscou novas parcerias para 2023. Emocionada, ela falou da satisfação em poder auxiliar mais entidades carentes de Cuiabá.

Assessoria Parlamentar/ALMT
“Além de ajudarmos as pessoas que puderam adquirir roupas excelentes a preços acessíveis, vamos poder auxiliar as obras sociais Seara de Luz, Associação Pestalozzi e Anjo Gabriel. Enfim, repito, sou grata a todos que doaram as peças comercializadas no bazar, todas de impecável qualidade. Eu nunca havia recebido tanta roupa com etiqueta”, frisou.
Ao parabenizar a esposa [Sônia Meira Botelho] pelo sucesso do bazar, externando parabéns aos demais participantes do evento, o deputado Eduardo Botelho pontuou ser importante esse foco zeloso da sociedade para contemplar os setores mais carentes. Ele disse ter se surpreendido com respostas de apoio tão rápido e resolutivas.
“Não apenas via Bazar Solidário, mas também em outras empreitadas filantrópicas, a ALMT tem mantido essa proximidade com as causas sociais, ampliando parcerias cruciais para o concreto êxito dos empreendimentos que viabiliza. Por ser a Casa do Povo, a AL precisa estar sempre ao seu lado. Isso temos seguido à risca. Mesmo porque, devo sublinhar, é uma das atribuições do Legislativo Estadual”.

Assessoria Parlamentar
Botelho ainda explicou que eventos similares, realizados pela Casa de Leis de MT, possibilitam avanços importantes para suprir as despensas vazias de famílias humildes. Paralelamente, disse, ainda enaltece valores culturais inerentes ao Estado.
“Mas nada faríamos se não fosse a força excepcional do nosso braço parceiro, ou seja: das parcerias institucionais que firmamos em âmbito público e no setor privado. Trata-se de importante instrumento para assegurar o funcionamento da máquina social tocada diuturnamente pelo Parlamento”.
O Bazar Solidário se enquadra entre essas ações de sucesso do Legislativo de MT, assegurou Botelho.
“Conforme sublinhou a primeira-dama, é imperioso externar nosso sentimento de gratidão; é um reconhecimento coletivo a quantos estiveram e têm estado conosco, desde sempre”.
A superintendente Daniella Paula Oliveira destacou que essa edição do Bazar Solidário da ALMT realmente foi sucesso em todos os sentidos.
“Ampliamos as parcerias e, já nas primeiras horas do dia, com as portas abertas, quase todo o estoque de roupas foi esgotado”.
Daniella disse ter ficado emocionada ao ver a quantidade de pessoas humildes adquirindo roupas, a preços simbólicos.
“Se fossem comprar nas lojas, certamente que não conseguiriam, em virtude dos preços. O bazar propiciou isso, e certamente trouxe felicidade a muitos lares. Nada é mais prazeroso do que adquirir algo que você deseja a preços módicos. Com a renda arrecadada no Bazar Solidário, várias entidades assistenciais agora serão beneficiadas”.
Foto: Luiz Geraldo Marchetti/Assessoria de Gabinete
Instituições beneficiadas com a renda do Bazar Solidário da Assembleia Social.
Obras Sociais Seara de Luz – “A Seara de Luz realiza muitos projetos socais no bairro Liberdade. Com a doação desse bazar, vamos atender cerca de 300 famílias na nossa instituição. Toda semana servimos sopão, entregamos cestas básicas a famílias cadastradas em nossos programas”, afirmou Wilson Ramos, representante da entidade.
Obras Sociais Anjo Gabriel – “Esse recurso, que iremos receber, vai suprir um pouco da necessidade material que temos. Vamos arrumar o telhado da entidade, forro e reformar a cozinha. Atendemos, em média, 380 famílias e quase 300 crianças em estado de vulnerabilidade”, agradeceu Eunice Botelho, representante da instituição Anjo Gabriel.
Associação Pestalozzi de Cuiabá – “Sobrevivemos de doações de todos os setores da sociedade. É um desafio muito grande, são várias as nossas necessidades. Com os recursos recebidos, vamos melhorar o atendimento de 170 alunos, entre jovens, adultos e idosos”, declarou Alana Moreira, representante da Pestalozzi.
Com informações da SECOM/ALMT
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher
A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.
Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.
Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.
Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.
De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.
O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.
O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.
Gil Ferreira/Agência CNJ
Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde
Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A proposta está em análise no Senado.
Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.
Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.
Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:
- campanhas educativas;
- capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
- monitoramento eletrônico de agressores;
- atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
- programas de reeducação de autores de violência.
Akira Onume/Governo do Pará
Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz
Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.
A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.
Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.
A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.
Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.
Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.
De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.
O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.
A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:
- na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
- contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
- em descumprimento de medida protetiva de urgência.
Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.
Depositphotos
Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino
Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).
A proposta está em análise no Senado.
De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.
Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.
A proposta foi enviada ao Senado.
De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.
A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:
- defensorias públicas;
- ministérios públicos;
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
- entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
- núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.
Depositphotos
Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD
Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.
No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.
O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.
Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.
O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.
De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.
Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.
O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein
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