Política
Senado entrega Diploma Bertha Lutz a 15 personalidades
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O Senado homenageou 15 pessoas nesta terça-feira (31) com a entrega do Diploma Bertha Lutz — prêmio concedido anualmente a quem contribuiu para a defesa dos direitos da mulher e das questões de gênero no país.
A entrega do diploma acontece sempre em março, durante as celebrações do Mês da Mulher. Confira na tabela abaixo quem foi agraciado com a honraria.
A senadora Augusta Brito (PT-CE), que conduziu a cerimônia, declarou que as pessoas homenageadas — 14 mulheres e um homem — “têm papel fundamental na luta pelos direitos das mulheres”.
— Essa é uma das mais importantes honrarias desta Casa. Ela não celebra apenas biografias; ela reconhece histórias que ajudaram a mudar o Brasil. Carregar o nome dela [Bertha Lutz] é manter esse compromisso com a transformação. E todas as personalidades homenageadas realmente têm todos os pré-requisitos para isso e estão aqui porque merecem — salientou Augusta.
Bertha Lutz (1894-1976) foi uma bióloga, advogada e política brasileira que se destacou por seu ativismo feminista — ela foi uma das pioneiras na luta pelo voto das mulheres no Brasil.
Durante a cerimônia, a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) afirmou que as pessoas homenageadas fazem a diferença todos os dias e ajudam a transformar a realidade “com coragem, sensibilidade e compromisso com a justiça social”.
— Ver o reconhecimento dessas trajetórias e o impacto que geram na sociedade é motivo de orgulho e, acima de tudo, de esperança — frisou ela.
Ao alertar para o aumento dos casos de agressão contra as mulheres, inclusive para a violência política de gênero, a senadora Soraya Tronicke (Podemos-MS) disse nunca ter sido tão necessário quanto agora o empenho de todos — inclusive dos homens — em favor das causas femininas.
— Destaco aqui a importância da união dos homens conosco (…), da união da sociedade civil. (…) Não é um assunto “de mulherzinha”. Não é “mi-mi-mi”. Essa é uma questão de direitos humanos — ressaltou Soraya.
Também participaram da solenidade as senadoras Daniella Ribeiro (PP-PB), Damares Alves (Republicanos-DF), Dra. Eudócia (PL-AL), Jussara Lima (PSD-PI), Leila Barros (PDT-DF), Roberta Acioly (Republicanos-RR), Teresa Leitão (PT-PE) e Zenaide Maia (PSD-RN) — além do senador Esperidião Amin (PP-SC), que representou a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) no evento.
Bertha Lutz
O Diploma Bertha Lutz é entregue pelo Senado anualmente, em sessão convocada exclusivamente para a entrega do prêmio. A cerimônia é realizada em março — que, além de ser o Mês da Mulher, é o mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher (8 de março).
O nome do prêmio é uma homenagem à bióloga e advogada paulista Bertha Maria Julia Lutz, considerada uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação no país.
Nascida em 1894, na cidade de São Paulo, Bertha Lutz foi aprovada em concurso público para o cargo de pesquisadora e professora do Museu Nacional em 1919 — ela é considerada a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no país.
Uma das principais bandeiras de Bertha Lutz era a defesa dos direitos políticos das mulheres. Em 1922, Bertha fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Em 1934, ela foi eleita suplente de deputado federal — cargo que veio a assumir em 1936.
Bertha Lutz morreu em 1976, na cidade do Rio de Janeiro.
Bancada feminina e procuradoria
Ao reiterar a importância do Diploma Bertha Lutz, a senadora Teresa Leitão destacou que há uma unidade entre os parlamentares “quando se trata de assunto de mulher”.
A senadora acrescentou que o empenho da Bancada Feminina no Senado e da Procuradoria da Mulher da Casa resulta em “um trabalho de unidade, independente de partidos políticos e polarizações”.
— O Senado concede vários prêmios, em várias situações e com diversas motivações. Mas este, sempre concedido no mês de março, é um marco e representa uma luta histórica das mulheres pelos direitos de votar e de serem votadas, por exemplo — sublinhou Teresa.
Homenageadas
Uma das homenageadas neste ano, a médica Carla Góes discursou em nome das 15 pessoas agraciadas com o prêmio. Ela disse que a honraria não é um mérito pessoal, mas uma homenagem à resiliência e à história das mulheres que mudaram os rumos do Brasil ao longo do tempo.
— Este momento vai além das nossas conquistas pessoais porque ele nos conecta às gerações que abriram caminhos para nós, enfrentando desigualdades estruturais. Foram gerações de filhas, mães e avós que, em seus corpos e vivências, sustentaram as lutas por direitos que hoje usufruímos — declarou Carla.
Também esteve entre as homenageadas a atriz Laura Cardoso, que foi indicada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), presidente do Conselho do Diploma Bertha Lutz.
Dorinha lembrou que Laura Cardoso é um dos principais nomes da dramaturgia nacional e recebeu premiações como o Troféu APCA, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. A senadora também ressaltou que a atriz contribuiu para a ampliação do espaço das mulheres na produção cultural nacional.
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Carla Góes |
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Médica, autora, fundadora do instituto Um Novo Olhar e cofundadora do primeiro ambulatório voltado à saúde mental de mulheres vítimas de violência e seus filhos |
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Indicada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) |
Carla Stephanini |
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Coordenadora estadual da Casa da Mulher Brasileira no Mato Grosso do Sul. Foi vereadora em Campo Grande, de 2013 a 2016, e deputada federal em 2019 |
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Indicada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) |
Celina Guimarães Viana (in memoriam) |
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Primeira mulher a votar legalmente no país e na América Latina. Professora primária, lutou pela ampliação dos direitos políticos das mulheres |
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Indicada pela senadora Zenaide Maia (PSD-RN) |
Graça Amorim |
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Primeira desembargadora oriunda do Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Atualmente compõe a 3ª Câmara Criminal do TJMA, preside o Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa e coordena o Comitê de Atenção a Pessoas em Situação de Rua |
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Indicada pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) |
Heleno Torres |
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Professor Titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), tem se destacado por atuação no enfrentamento à violência contra a mulher |
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Indicado pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) |
Ivani Perone Boscolo |
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Empresária, secretária nacional do PSD Mulher, vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC/ACSP), além de diretora administrativa da Fundação Oswaldo Ramos (Hospital do Rim) |
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Indicada pela senadora Mara Gabrili (PSD-SP) |
Laura Cardoso |
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Com mais de seis décadas de atuação no teatro, no cinema e na televisão, a atriz é um dos principais nomes da dramaturgia nacional |
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Indicada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) |
Lia de Itamaracá |
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Cantora, compositora e mestra da cultura popular pernambucana, reconhecida como a maior cirandeira do Brasil |
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Indicada pela senadora Teresa Leitão (PT-PE) |
Maria Erotides Kneip |
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Ex-vice-presidente e corregedora do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT). Atualmente, é coordenadora estadual da Mulher em situação de risco no âmbito do Poder Judiciário (Cemulher), além de ouvidora da Mulher |
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Indicada pela senadora Margareth Buzetti (PP-MT) |
Margi Loyola |
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Empresária e administradora, diretora-presidente da Companhia Fabril Lepper e primeira mulher a presidir a Associação Empresarial de Joinville (ACIJ). Integra o Conselho Nacional da Mulher Empresária e o Conselho Estratégico do LIDE Mulher, além de presidir o Lar Abdon Batista |
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Indicada pela senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) |
Raquel Branquinho |
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Procuradora regional da República, coordena o Grupo de Trabalho de prevenção e combate à violência política de gênero da Procuradoria-Geral Eleitoral |
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Indicada pela senadora Leila Barros (PDT-DF) |
Rejane Dias |
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Conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Piauí e atual presidente da 1ª Câmara da Corte. Foi deputada estadual do Piauí (2011–2015), deputada federal (2015–2023) e secretária estadual de Educação, Assistência Social e Inclusão da Pessoa com Deficiência |
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Indicada pela senadora Jussara Lima (PSD-PI) |
Socorro França |
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Secretária dos Direitos Humanos do Ceará, ex-procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do estado e ex-presidente do Grupo Nacional dos Direitos Humanos |
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Indicada pela senadora Augusta Brito (PT-CE) |
Telma Maria de Menezes Toledo Florêncio |
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Professora Titular da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), representante da Nutrir– Associação de Combate à Desnutrição – e fundadora do Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren) |
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Indicada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL) |
Viviane Luiza |
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Secretária de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul, tem PhD em Antropologia, com destaque para o fortalecimento de coletivos de mulheres indígenas por meio da arte, da cultura e da valorização de seus saberes tradicionais. |
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Indicada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política
Às vésperas da convenção, Mauro e Pivetta reúnem tropa contra Jayme Campos
A poucas horas da convenção estadual do União Brasil, marcada para esta quinta-feira (30), um jantar promovido pelo ex-governador Mauro Mendes movimentou os bastidores da política mato-grossense. O encontro ocorreu na noite de quarta-feira (29), em um restaurante de Cuiabá, e reuniu convencionais do partido, além do governador Otaviano Pivetta, do deputado federal Fábio Garcia, da suplente Gisela Simona e do empresário Mauro Carvalho.
Nos meios políticos, o encontro foi interpretado como mais uma etapa das articulações internas da legenda para a definição dos rumos do partido na eleição deste ano. Entre as avaliações de bastidores, a principal delas é de que a reunião buscou consolidar apoio em torno do grupo liderado por Mauro Mendes durante a convenção.
Uma das hipóteses discutidas nos bastidores é a possibilidade de enfraquecimento da pré-candidatura do senador Jayme Campos dentro da sigla. Caso esse cenário se confirme, também ganha força a especulação sobre a composição de uma eventual chapa encabeçada por Otaviano Pivetta, tendo Fábio Garcia como candidato a vice-governador.
A possível mudança na composição da chapa também teria reflexos na disputa por vagas na Câmara dos Deputados, uma vez que a eventual saída de Fábio Garcia da corrida proporcional alteraria o cenário eleitoral para outros pré-candidatos do grupo político.
Apesar das articulações, lideranças do União Brasil reconhecem que a convenção será decisiva para definir os próximos passos do partido. Caso Jayme Campos não obtenha êxito na disputa interna, sua influência política e seu mandato no Senado poderão mantê-lo como um dos principais protagonistas do cenário eleitoral mato-grossense.
Com a convenção marcada para esta quinta-feira, a expectativa é de um dia de intensas negociações e definições que poderão influenciar diretamente o quadro político de Mato Grosso para as eleições de 2026.
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