“Na real vidas não são mercadorias”

Sem qualificação específica em saúde, secretário de Sapezal pode estar colaborando com o desastre

Mesmo com todos esses requisitos, o profissional gerente de supermercado teria condições científica ou até mesmo de experiência para ser Secretário Municipal de Saúde?

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Política

Da Redação

Na atualidade, o mercado de trabalho exige colaboradores especializados, em determinados cargos, mais específicos, são necessárias formações através de cursos técnicos, superiores, com especialização, mestrado até doutorado, para que venham desempenhar funções, compatíveis com o seu grau de instrução e trabalho exigido.

Um exemplo claro, é referente a função de gerente de supermercado, uma das vagas mais concorridas no setor varejista, quando é exigido deste profissional, habilidades específicas, e experiência para o desenvolvimento com eficiência da função.

Alguns requisitos que um gerente de Supermercado deve preencher:

Descrição ao cargo de gerente de supermercado:

  • Gerenciar as atividades operacionais e administrativas da loja, assegurando o cumprimento das metas estabelecidas e o giro ideal dos produtos, visando a excelência no atendimento.
  • Planejar e supervisionar as atividades administrativas e operacionais da loja, orientando e liderando as equipes de cada setor, definindo metas e padrões de desempenho, acompanhando e avaliando os resultados atingidos, fazendo as correções necessárias;
  • Atender com excelência;
  • Supervisionar e manter o padrão de lay-out e limpeza da loja, bem como o desempenho e apresentação dos funcionários, mantendo a imagem da empresa;
  • Supervisionar a execução dos inventários periódicos dos estoques de mercadorias, assegurando a exatidão dos dados levantados;
  • Manter contato com os clientes, identificando suas necessidades e anotando suas sugestões, fornecendo subsídios para tomada de decisões nas áreas comercial e operacional;
  • Controlar as despesas gerais da loja, buscando sua minimização;
  • Interagir coma direção e demais setores da empresa;
  • Monitorar o cumprimento das normas internas de segurança e higiene.

Entre os pré-requisitos:

  • Experiência mínima de 5 anos de atividades relacionadas ao ramo Supermercadista Habilidades.
  • Liderança
  • Comunicação
  • Relacionamento Interpessoal
  • Tomada de decisões.

“O profissional para exercer esta função, que é de extrema importância, exigi alto grau de conhecimento específico e experiência”.

Mesmo com todos esses requisitos, o profissional gerente de supermercado teria condições científica ou até mesmo de experiência para ser Secretário Municipal de Saúde?

Hoje, no município de Sapezal, uma das maiores indagações da população, é como um gerente de supermercado, especialista em compra e venda de produtos secos e molhados, exerce a função de secretário de saúde, já que a incompatibilidade no desenvolvimento do exercício função é exorbitante.

“Será que em Sapezal cuidar da saúde do povo é a mesma coisa que comprar e vender carne, frios, fruta e verduras, será que as Unidades Básicas de Saúde, são tratadas igualmente ao setor de laticínios”?

Para muito moradores “algo de errado não está certo”, e deve ser este o motivo pela qual a cidade de Sapezal, proporcionalmente, é considerada por alguns especialistas da área, como uma catástrofe nas ações preventivas, de combate e vacinação da pandemia do Coronavírus.

Em qualquer cidade do país, a preferência pela escolha do Secretário de Saúde é um profissional da área, desde os técnicos de enfermagem, até os médicos, pessoas que sabem das necessidades, prioridades, tanto da categoria para trabalhar de melhor forma, como nas melhores condições para atender os pacientes.

“Será que a demande de medicamentos é a mesma da compra e venda de abacaxi em Sapezal”?

Foto: Prefeitura de Sapezal

De acordo com informações de populares, Ralf Neves Lima secretário de saúde de Sapezal, tem qualificações incompatíveis com as exigidas para o exercício da função, preenchendo o requisito de ser homem de confiança do prefeito Valcir Casagrande, já que teria sido por muito anos, gerente de loja, em um dos seus supermercados.

Foto: Divulgação/Facebook

Ralf Neves foi procurado para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria, não retornou a ligação e nem respondeu a mensagem.

“A vida da população não pode ser tratada como mercadoria”.

Funções do Secretário de Saúde:

“Cabe ao Secretário Municipal de Saúde  atribuições como planejar, desenvolver, orientar, coordenar e executar a política de saúde do município, compreendendo tanto o cuidado ambulatorial quanto o hospitalar; é de sua responsabilidade também, desenvolver e executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, o secretário municipal de saúde, em conjunto com os demais setores que compõem a Secretaria, é o responsável pela definição e avaliação da Política Municipal de Saúde, em consonância com o Plano de Governo, Plano Municipal de Saúde e diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS”.

 

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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