LAUDO NÃO ACIDENTAL
Segundo laudo pericial, cabo da PM não foi morto por tiro acidental em discussão com esposa
Laudo da Politec aponta que foi descartada a hipótese de disparo acidental após a queda da arma
Política
Está descartada a hipótese de um tiro acidental no episódio que resultou na morte do cabo da Polícia Militar Walber Diego Coene, de 37 anos. É o que atesta o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Ele morreu após se envolver em uma discussão com a esposa, em janeiro deste ano, em Cuiabá.
Naquela oportunidade foi relatado que Walber havia discutido com a esposa e entrado em luta corporal com a mulher. Na briga, ele acabou sendo atingido por um tiro acidental no ombro direito.
Entretanto, o laudo da Politec aponta que foi descartada a hipótese de disparo acidental após a queda da arma. O motivo seria que, tanto a arma quanto os carregadores, apresentaram funcionamento normal dos mecanismos, sendo acionado somente mediante acionamento do gatilho.
Por este motivo, e baseando-se em vestígios materiais encontrados no local e durante o exame perinecroscópico, foi determinado que a morte de Welber foi causada por uma terceira pessoa.
Agora, a Polícia Civil continua a investigar as circunstâncias da morte do cabo da PM. Cabo Walber era natural de Cuiabá e ingressou na instituição em fevereiro de 2011. Prestava serviço na 3ª Companhia Independente de PM, em Santo Antônio do Leverger, pertencente ao 1º Comando Regional.
Política
Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”
O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.
A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.
Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.
“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.
O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.
“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.
Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.
“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.
Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.
Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.
A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.
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