CUIABÁ

Secretaria de Habitação realiza cadastramento socioeconômico de moradores do Parque Amperco

O bairro Parque Amperco é um loteamento já consolidado, que surgiu por volta de 1990, na Regional Oeste, com 16,9 hectares.

Publicado em

Política

Assessoria

A Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária (SMHARF) realiza o levantamento socioeconômico, com o cadastramento social de cerca de 400 famílias que residem no bairro Parque Amperco, em Cuiabá, para dar andamento ao processo de desapropriação da área para fins sociais.

Todas as famílias receberam uma notificação da Secretaria e devem comparecer, até sexta-feira (16), na Igreja Católica do bairro, localizada na avenida Rondonópolis, das 9h às 16h. As equipes estarão atendendo, inclusive, durante o horário de almoço.

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Marcrean Santos, reforça que é indispensável que todos compareçam à igreja com os documentos solicitados.

“Trata-se de um processo que já dura 25 anos e a gestão Emanuel Pinheiro, definitivamente, resolver a questão. Mas, para isso, precisamos que os moradores notificados apresentem os documentos para fazermos esse cadastro social”.

O secretário explica que judicialmente já é uma questão resolvida, com sentença transitado em julgado. Além disso, lembra que já articulou como senador Jayme Campos e com o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho) emendas parlamentares para a aquisição da área e efetiva desapropriação e regularização fundiária.

“Essa será a última semana para esse cadastramento e convoco todos os moradores notificados a comparecerem para que a prefeitura possa lutar para trazer o direito que vocês têm. Vamos desapropriar a área e entregar para todos de forma gratuita”, enfatiza Marcrean.

A moradora Adalgisa Almeida, da Comissão de Moradores do bairro Parque Amperco, reforça o pedido. “Convido e reforço para que todos que foram notificados compareçam à Igreja Católica, na avenida Rondonópolis, para entrega das documentações, para que esse processo possa estar tramitando Procuradoria Geral do Município. Conto com todos vocês. Vamos fortalecer nossa comunidade, porque esse é um interesse que vem se arrastando há 25 anos”

O bairro Parque Amperco é um loteamento já consolidado, que surgiu por volta de 1990, na Regional Oeste, com 16,9 hectares.

Documentos

O moradores devem levar: RG, CPF, Certidão de Nascimento, Casamento ou Averbação de Divórcio, comprovante de endereço, comprovante de renda/CNPJ ou Contrato Social (empresa), casado ou união estável (levar o documento do companheiro), contrato de compra e venda (se tiver).

SECOM/CUIABÁ

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT

Publicados

em


A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.

Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.

Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.

“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.

Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.

“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.

Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.

A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.

Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.

Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.

” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.

Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.

etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas

Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.

A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA