CUIABÁ
Secretária de Assistência Social visita Espaço do Servidor implantado pela Educação e estuda replicar iniciativa
Iniciativa implantada em novembro de 2022 realizou de janeiro a abril deste ano mais de 2 mil atendimentos em várias áreas
Política
O Espaço do Servidor implementado pela Secretaria Municipal de Educação no ano passado, poderá ser replicado em outras pastas do executivo municipal. Nesta quinta-feira (25), a secretária Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência (SADHPD), Hellen Janayna Ferreira de Jesus e sua equipe visitaram o espaço e conheceram o trabalho gerenciado pela Coordenadoria de Promoção de Pessoa e desenvolvido pela equipe de profissionais do setor Psicossocial. A iniciativa pioneira e humanizada da gestão desenvolve ações de prevenção e promoção da saúde dos profissionais da educação.
Hellen Ferreira foi recebida pela secretária Municipal de Educação, Edilene de Souza Machado, pela secretária adjunta de Educação, Debora Marques Vilar, pelo coordenador técnico de Gestão de Pessoas, Marcos Vinicius de Carvalho Santos e pela coordenadora do Espaço do Servidor, Cleonice Cassemira de Arruda.
Há alguns anos o setor Psicossocial e Saúde do Trabalhador, ligado a Coordenadoria de Promoção de Pessoas/Coordenadoria Técnica de Promoção de Pessoas da Secretaria Municipal de Educação, atua com o objetivo de auxiliar, orientar, informar, apoiar e incentivar os profissionais da educação em seu cuidado biopsicossocial. A equipe multidisciplinar realiza visitas técnicas e promove ações na sede da Secretaria, nas unidades da rede pública municipal de Educação e também no Espaço do Servidor, inaugurado em novembro de 2022.
A secretária Municipal de Educação, Edilene de Souza Machado, uma das articuladoras e incentivadora da iniciativa destacou que o trabalho realizado pelo Espaço do Servidor e sua equipe, formada por psicólogos, nutricionista, assistentes sociais, enfermeiras, fisioterapeutas, fonoaudiólogas e educadores físicos, visa o cuidado, a valorização dos profissionais e o acolhimento às pessoas. “O Espaço do Servidor é um sucesso e, nosso objetivo é ampliar o cuidado com os servidores tendo como única preocupação o bem estar do profissional da educação”, disse a gestora.
Atendimento humanizado
No Espaço do Servidor são oferecidos atendimentos psicológicos; acolhimento, orientação e encaminhamentos sobre direitos previdenciários; avaliação e orientações posturais, acupuntura e auriculoterapia; avaliação e orientações nutricionais individualizadas; aferição de pressão, glicemia e orientações de saúde; massoterapia; atendimento para prevenção, habilitação e reabilitação da voz, agendamento de pericias, pilates, treino funcional e ginastica laboral além de aulas de violão, ukulelê e canto coral.
De acordo com o relatório gerencial, de janeiro a abril deste ano foram realizados 2.920 atendimentos. Desse total, 806 na área de psicologia, 577 de fisioterapia, 664 de assistência social, 450 de massoterapia, 338 de nutrição, 18 de fonoaudiologia e 67 atendimentos de enfermagem. Esses atendimentos, explicou a coordenadora, Cleonice Arruda aconteceram por demanda espontânea ou foram encaminhados pelas unidades educacionais.
Além do atendimento no local, a equipe realizou 10 visitas a unidades educacionais, com mais de 430 atendimentos.
As aulas de pilates atualmente com 10 turmas, atendem 120 profissionais e no treino funcional, com quatro turmas, são atendidos 12 profissionais. Os profissionais são atendidos no contraturno ou nas aulas de pilates e treino funcional, nos primeiros horários pela manhã ou após o expediente.
Após a visita, a secretária Hellen Ferreira disse se sentir muito mais valorizada enquanto servidora. “Temos que enaltecer quando o trabalho é voltado para o servidor, o cuidado emocional e físico com o servidor, que precisa estar bem para cumprir com suas funções no local de trabalho. Saímos daqui muito felizes com a estrutura ofertada, com os profissionais, com as ações que são realizadas, ações que realmente abre essa porta, traz esse olhar mais carinhoso, mais cuidadoso com os nossos servidores. Com certeza vamos buscar essa iniciativa e levar para os servidores da Assistência Social”, disse Hellen Ferreira.
O Espaço do Servidor funciona das 7h às 18h e os atendimentos são realizados por demanda espontânea e agendamentos pelos servidores da Educação por meio de link, e-mail institucional, ou pelo telefone 3645 6555.
SECOM/CUIABÁ
Política
Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT
A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.
Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.
Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.
“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.
Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.
“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.
Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.
A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.
Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.
Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.
” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.
Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.
etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas
Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.
A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
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