Política
Roda de samba gratuita celebra Dia Nacional do Samba, nesta sexta, em Cuiabá
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O Morro da Caixa D’Água Velha já foi grande referência de ponto de samba de Cuiabá e, à véspera do Dia Nacional do Samba, um novo projeto vai reviver os tempos áureos e homenagear a velha guarda do gênero musical tão brasileiro. O “Caldeirão do Samba” será nesta sexta-feira (1º/12), a partir das 19h, na parte superior de referido espaço cultural, e a entrada é gratuita.
O Caldeirão do Samba é uma iniciativa da Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da ALMT (Assembleia Social) e do grupo Monarquia do Samba e tem o objetivo resgatar os precursores do samba de Cuiabá e apresentá-los aos novos talentos, como explica o anfitrião Joari Madalena. “Essa velha guarda está sendo esquecida e a nova geração não conhece a história do samba. […] A nossa proposta é homenageá-los ainda em vida, para valorizá-los e aumentar a autoestima deles”, comenta.
O grupo Monarquia do Samba, formado por Joari Madalena (pandeiro), Nilson Brito (voz e cavaco), Saca-Rolha (violão e voz) e Vitor Serra (percussão), será o anfitrião da noite, acrescentando Alex Bolacha aos instrumentistas, no violão de 7 Cordas.
O convidado especial da noite será Rico Alfaiate, considerado o primeiro cantor de samba de Cuiabá, na década de 1980, e fundador do grupo Explosão do Samba, ao lado de Calu Baterista e Hélio Japonês. São homenageados na noite especial, ainda, Jorginho do Cavaco e José Antônio.
Outro artista convidado para a noite especial foi Pescuma, que contribuiu para a criação do Bloco Beleza Pura, também na década de 1980, cujo ponto de encontro era justamente o Morro da Caixa D’Água Velha.
O espaço escolhido também busca reocupar aquela região do Centro de Cuiabá. “O lugar é lindo, é um ponto turístico e pouco explorado. Queremos difundir outros pontos da nossa cidade e valorizar outras frentes da nossa cultura”, contextualiza Joari.
“A Assembleia Social reconhece a importância do samba para a cultura brasileira e não poderia se isentar de um momento tão importante. Promover samba em praça pública é uma forma de divulgar nossa cultura e democratizar o acesso às artes e ao entretenimento. E, claro, esperamos todos lá com muita alegria e samba no pé!”, convida a superintendente da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira.
A participação é gratuita e não precisa de ingresso prévio, é só chegar. Haverá venda de bebidas e comidas por comerciantes locais, mas é autorizada a entrada de produtos para consumo próprio. Mais informações, pelo perfil @assembleiasocial no Instagram e pelo telefone (65) 3313-6994.
SERVIÇO
Caldeirão do Samba, com Monarquia do Samba
Data: Sexta-feira (1º), a partir das 19h
Local: Morro da Caixa D’Água Velha, localizado na Rua Comandante Costa, Centro Sul, em Cuiabá
Entrada gratuita
Informações: @assembleiasocial no Instagram e telefone (65) 3313-6994
Assembleia Social
Telefone: (65) 3313-6994
Fonte: ALMT – MT
Política
Quem disputa o Senado em 2026: veja perfil, partidos e distribuição pelo país
As eleições de 2026 têm 314 pessoas na disputa pelas 54 vagas do Senado, média de 5,8 candidatos por cadeira. A maior parte dos concorrentes é formada por homens, brancos, casados, com ensino superior completo e com pelo menos 50 anos de idade, de acordo com levantamento feito a partir dos dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A eleição deste ano renovará dois terços das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. O cenário permite uma comparação direta com 2018, última eleição em que também estavam em disputa 54 vagas. Naquele ano, eram 352 concorrentes, ou 6,5 por cadeira. O total de candidaturas caiu, portanto, 10,8% em oito anos.
Mulheres são 22% do total
Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, ou 78%, e 69 são mulheres, 22%.
A presença feminina é maior do que a registrada em 2018. No levantamento feito naquele ano, mulheres representavam 17,3% das candidaturas. A participação cresceu 4,7 pontos percentuais no período, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando estava em torno de 22,5%.
A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191, ou 60,8%. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos.
Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, as duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. Já a participação de brancos caiu de 65,6% para 60,8%.
Dois em cada três têm pelo menos 50 anos
A idade também caracteriza a disputa deste ano. São 205 candidatos com 50 anos ou mais, equivalentes a 65,3% do total. A idade mediana é de 56 anos e a média, de 55,5.
O maior grupo individual está na faixa dos 40 aos 49 anos, com 86 candidatos. Há 85 entre 50 e 59, 84 entre 60 e 69, 33 entre 70 e 79 e três com 80 anos ou mais. Outros 23 têm entre 35 e 39 anos.
Ensino superior é regra para quase 80%
Quase quatro de cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248, ou 79% do total. Outros 21, ou 6,7%, informaram ensino superior incompleto.
O ensino médio completo foi declarado por 36 concorrentes, 11,5%. Há cinco candidatos com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com fundamental incompleto e um que informou saber ler e escrever.
A parcela de candidatos com diploma superior permanece próxima à observada em 2022, quando correspondia a 80,4% do total.
Quanto ao estado civil, 194 candidatos são casados, ou 61,8%. Há 72 solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente.
Advogados lideram entre as ocupações declaradas
Advogado é a ocupação mais frequente citada entre os candidatos ao Senado: 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Em seguida aparecem 29 deputados, 27 empresários, 20 senadores, 16 médicos e 15 engenheiros.
Dos 32 senadores em exercício identificados entre os candidatos, 12 optaram por registrar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor.
Em 2018, levantamento da Agência Senado identificava 30 senadores entre os candidatos que buscavam a reeleição naquele momento.
Partido Liberal tem o maior número de candidatos
As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) tem o maior número, com 33 candidatos, e a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação.
Na sequência aparecem Unidade Popular (UP), com 23 candidatos; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 21; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido dos Trabalhadores (PT), com 19 candidatos cada; Democracia Cristã (DC), com 18; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), com 17; e Partido Social Democrático (PSD), com 15. Novo e Partido da Causa Operária (PCO) têm 14 candidatos cada.
O TSE registra atualmente 30 partidos políticos no país. Entre eles, apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresenta candidato próprio ao Senado na base analisada. O partido integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e Partido Verde (PV).
Piauí tem dez candidatos por vaga
O número de candidatos varia de sete a 20 entre as cadeiras em cada estado e no Distrito Federal.
O Piauí tem a maior disputa em números absolutos e relativos: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez por vaga. Depois aparecem Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga; Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga; e São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga.
Alagoas registra o menor número, com sete concorrentes para duas vagas, ou 3,5 por cadeira.
Quando os dados são agrupados por região e ajustados pelo número de vagas, o Sudeste tem a maior relação de candidatos por cadeira: 59 concorrentes para oito vagas, média de 7,4. No Nordeste, são 103 candidatos para 18 vagas; no Norte, 73 para 14; no Centro-Oeste, 44 para oito; e no Sul, 35 para seis.
A base mostra ainda que 210 candidatos, 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Os outros 104, ou 33,1%, nasceram em outro estado. A informação se refere apenas ao local de nascimento e não indica residência atual nem local de desenvolvimento da carreira política.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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