SEGURANÇA PÚBLICA

Região Noroeste: secretário conhece principais demandas das forças de segurança

Alexandre Bustamante esteve em Aripuanã e em Juína nesta quinta e sexta-feira, onde realizou entrega de motocicletas e implementação do GGI-M

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Política

Foto por: Assessoria/Sesp

Em agenda pela Região Noroeste, o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, visitou nesta sexta-feira (09.07) as principais instituições de Segurança Pública do município de Juína (735 km). Na ocasião, o chefe da Pasta realizou a entrega de duas motocicletas que vão reforçar o policiamento ostensivo na cidade.

O comandante do 8º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel PM Siziéboro Elvis de Oliveira Barbosa, apresentou os tipos de policiamento que atuam na região, entre eles a Patrulha Maria da Penha, o Grupo de Apoio (GAP), a Força Tática e a Patrulha Rural. Além disso, o comandante apresentou o terreno doado pela prefeitura onde futuramente será instalada a Força Tática do 8º Comando Regional.

Bustamante ainda esteve na Delegacia de Juína, onde conversou com servidores, delegados para saber quais são as principais demandas que o órgão necessita. O secretário ainda visitou a Politec e a 12º Companhia Independente do Corpo de Bombeiros Militar.

“Para nós é importante fazer essa avaliação, ver como está a receptividade dos órgãos que compõem a segurança pública. Essa avaliação é no sentido de perceber do que as instituições estão mais carentes. Sabemos que ainda há a falta de efetivo, mas estamos bem com relação aos equipamentos, além de perceber que o trabalho está sendo muito bem desenvolvido com a redução dos índices criminais. E o melhor de tudo, com o apoio da sociedade”, avaliou o secretário de Segurança Pública.

Bustamante iniciou a agenda na região com a implantação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M), em Aripuanã (1.050 km de Cuiabá). A sugestão da implementação foi fomentada pelo tenente-coronel Elvis, que levou a ideia até a prefeita da cidade e propiciou que a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) fizesse a apresentação do modelo já desenvolvido em outros municípios.

“É perceptível a preocupação do secretário com a nossa região, tanto que ele fez questão de estar presente nestes dois dias, na implementação do Gabinete de Gestão Integrada de Aripuanã e nas vistorias das unidades das forças de segurança em Juína. A Sesp não mede esforços para auxiliar nosso comando regional e com isso conseguimos fortalecer a segurança pública na região Noroeste”, pontuou tenente-coronel Elvis.

Também acompanharam a agenda o secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Victor Fortes e a coordenadora do GGI da Sesp, major PM Monalisa Furlan Toledo.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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