VÁRZEA GRANDE

Realização de sonhos é tema de destaque no CRAS Santa Maria

Comemoração em homenagem às mulheres ganhou importância com a colheita da primeira horta comunitária. A partir de agora, todos os CRAS terão horta do tipo

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Foto: SECOM VG

“Determinação e muita força de vontade são fatores que motivam a realização de sonhos, por isso todos aqueles que almejam uma conquista pessoal, devem persistir para que o seu desejo seja alcançado”, destacou a primeira-dama Kika Dorilêo Baracat, durante a colheita da primeira produção realizada na Horta Comunitária do Centro de Referência em Assistência Social – CRAS, do bairro Santa Maria, quando foi realizada a segunda etapa do movimento Mulheres em Evolução.

SECOM VG

A meta é que em todos os CRAS de Várzea Grande tenham Hortas Comunitárias para fomentar hábitos saudáveis de produção de alimentos e de trabalho em parceiras.

 

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Kika destacou que o sonho de criar em espaços sociais hortas comunitárias, foi um desejo compartilhado por todos, projeto que agora começa a render frutos. Mas isso só foi possível – destacou – porque houve o comprometimento da gestão municipal, da parceria de serviços com a organização do Sistema S, do Sindicato Rural de Nossa Senhora do Livramento e, principalmente, do engajamento de todos os alunos que se dedicaram para a construção desse sonho.

 

A primeira-dama ressaltou ainda que, neste mundo em que as mulheres precisam mostrar a sua competência para ocupar cargos e funções que ainda são ocupados por homens, ver que muitas delas trilhando caminhos exitosos é motivo de comemoração. “Mulheres precisam incentivar, sim, outras mulheres, porque só assim estaremos ocupando espaços sonhados e idealizados por nós”.

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Um exemplo de determinação é da ex-aluna Rosângela Bispo da Silva, que realizou no CRAS Santa Maria o curso de Pedreiro de Revestimento. O curso foi promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, que integra o programa Qualifica + VG. Rosângela se destacou como aluna nota dez, e hoje possui uma agenda disputada para a execução desse serviço. Ela salienta que, até há pouco tempo,  que até pouco tempo, inexistia mão-de-obra do sexo feminino nesse setor.

“Nunca me curvei aos desafios da vida, e hoje posso dizer, com toda convicção, que a mulher deve ocupar o espaço que ela quiser”.

A ex-aluna também incentivou outras mulheres a realizarem os seus sonhos, e que o medo – alertou – não seja motivo para não alcançarem seus objetivos.

“Muitas pessoas diziam que construção deve ser trabalho exclusivo de homem, mas eu digo convictamente: qualquer um pode desempenhar tais tarefas de forma bem-feita. Trabalho muito bem nesta função, aliás. E desde que terminei o curso. nunca fiquei sem trabalho. Ganho meu dinheiro e estou muito feliz. É a profissão que escolhi”.

A vereadora Rosy Prado também destacou a participação de mulheres na vida pública, salientando ser um caminho árduo e com pouca representação feminina.

“Ainda hoje é difícil atuar como vereadora, e aqui mesmo, em Várzea Grande, são apenas três representantes do sexo feminino no Legislativo. Que bom seria que houvesse mais mulheres neste setor! O ideal seria que metade das cadeiras fossem ocupadas por mulheres. Afinal, temos plenas condições de desempenho do cargo e aptas a cuidar do município e dos seus habitantes”.

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A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira disse que, neste mês de março, várias ações estão sendo realizadas em Várzea Grande, precisamente, nos Centros de Referência em Assistência Social. “Demos início, na semana passada, com a abertura do movimento Mulheres em Evolução, no CRAS do bairro Cristo Rei, e hoje no CRAS Santa Maria. Ainda teremos outros encontros nas unidades do Jardim Glória e São Mateus”.

Para a gestora, é importante a participação das mulheres nesses eventos de debates e de discussão em torno dos seus direitos, e dos combates a violência doméstica e familiar.

“É importante e fundamental esses debates, mas é importante também apresentarmos ações concretas que estão mudando a vida de muitas mulheres. O Qualifica + VG tem bons exemplos, e a nossa felicidade é ver que esse projeto tem buscado atender toda a população, principalmente a mais carente”.

A titular da Pasta Social frisou que “isso só é possível graças ao olhar atencioso do prefeito Kalil Baracat e da primeira-dama do município, Kika Dorilêo Baracat que, mesmo com a agenda de trabalho apertada, faz questão de participar das ações e eventos realizados pela Secretaria de Assistência Social. Muitas das ações são propostas por ela, a exemplo da horta comunitária, idealizada a partir de seu desejo, e que hoje começa a florescer”.

Fonte: SECOM VG

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Política

Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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