“Sem exclusividade”

Quem ganha e perde com “palanque aberto”

Para aqueles que buscavam por apoio irrestrito das principais lideranças o sonho virou pesadelo

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Política

Foto: DepositPhotos

Nova regra ou alívio para aqueles que estavam sendo cobrados, pressionados, por apoio irrestrito na corrida eleitoral até outubro de 2022. Palanque aberto, é o assunto mais falado hoje, porém, se por um lado vai atender a maioria, por outro, vai inviabilizar o egocentrismo de alguém, aquele que contava com tudo só para ele.

Pelo que tudo indica, o pré-candidato a reeleição ao Senado da República, que passou boa parte da sua vida pública na base aliada da esquerda, e o hoje se intitula “bolsonarista”, não gostou nem um pouquinho da novidade, se as adversidades naturais com o desgaste de décadas como agente político, já o colocava no modo “lanterna dos afogados”, depois desta brecha do palanque aberto, a situação conseguiu ficar ainda pior.

Com o palanque mais propício em agradar “gregos e troianos”, alguém vai perder nesta situação, o que poderá resultar em mais mudanças de planos, já que a nova regra, praticamente excluir a imposição de exclusividade referente ao apoio partidário.

Segundo informações de bastidores e do “Aracuã do Pantanal”, a notícia caiu como uma bomba nos planos daquele que desejava tudo para ele, contando com uma reeleição praticamente garantida, ainda mais depois das mudanças das peças nos últimos, já declarando “não contavam com a minha astúcia”.

Assim como outros pássaros do Pantanal, já havia cantando para o Aracuã que muita coisa iria mudar até o período de convenção, as alterações nas últimas 24 horas, estão revelando de fato, quem é quem, e quais eram as suas verdadeiras intenções desde o princípio.

Hoje, de nada adianta fazer um discurso e tomar outras atitudes. O palanque aberto neste momento, além de aliviar a barra para um, atender as reivindicações de outros, também está servido para separar o “joio do trigo”.

Com esta nova opção, mais vale os apoiadores do candidato a reeleição ao Senado, deixar o modo “lanterna dos afogados”, e partir para o modelo dos sentinelas da Guerra do Paraguai, quando usaram o pico do morro de Santo Antônio de Leverger, quem saber assim, com tal iluminação irão encontrar outro caminho.

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Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação

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O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).

Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.

O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.

A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.

Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.

O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.



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