Política
Quedas no fornecimento de energia foi tema de audiência pública em Rondonópolis na quinta (26)
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) debateu falhas na prestação de serviço da empresa fornecedora de energia elétrica no Estado (Energisa), principalmente quedas de energia, durante audiência pública na Câmara Municipal de Rondonópolis na noite de quinta-feira (26). A discussão foi requerida pelo deputado Cláudio Ferreira (PL) e reuniu vereadores e representantes de órgãos como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Procon, Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager/MT), além da própria distribuidora de energia.
Lideranças comunitárias, comerciantes e empresários compareceram em peso e expuseram a insatisfação e os prejuízos com que têm convivido por conta das interrupções no fornecimento de energia. “Vivemos com oscilações, três a quatro vezes ao dia e, às vezes, corta a energia, do nada, fica uma hora, duas horas sem energia. Quando volta, vem com a descarga total e queima os aparelhos”, reclamou a vice-presidente dos bairros Granville e Sunflower, Selma Sperber. Ela também relatou ter tido problemas em casa, com o motor do portão eletrônico e com os freezers por conta dessas quedas de fornecimento.
Presidente do bairro Maria Amélia de Araújo, Michael Pereira, pediu mais atenção da Energisa na manutenção dos serviços. “É preciso sempre identificar os pontos que vão dar trabalho. Por exemplo, nossa energia lá acabou, ficamos um dia e meio sem energia por causa de um poste que já estava tombando. Tinha três dias que já estava caindo, terminou de cair e puxou mais dois postes que caíram. Aí falta energia, atrapalha o trânsito”, reivindicou. A produtora Elizabete Flâmia disse que já chegou a perder mais de mil litros de leite e não teve sucesso em conseguir ressarcimento. “É costumeiro ficar até 44 horas sem energia na minha região. O prejuízo é bem grande nos últimos tempos”, resumiu.
No mesmo sentido, durante o encontro, foram compartilhados depoimentos de lideranças de bairros que reúnem assinaturas de pessoas prejudicadas pela má prestação de serviço da Energisa e também de empreendedores que sofreram prejuízos em equipamentos ou que tiveram de manter estabelecimentos fechados. Alguns contaram que buscam reparação na justiça.
Os problemas são de conhecimento da Ager, de acordo com o superintendente Regulador de Energia da agência, Thiago Bernardes. “Dos conjuntos que atendem Rondonópolis nenhum deles atende o indicador de duração média de interrupções, fato lamentável, que vamos tentar incluir dentro desse nosso instrumento de fiscalização que a gente chama de planos de resultados”, garantiu.
“Nós, aqui em Rondonópolis, estamos sofrendo com a falta de energia, queda de energia, inclusive eu tenho aqui que só um morador tem mais de 106 protocolos da Energisa por falta de energia na sua casa. É preciso agradecer o deputado Cláudio Ferreira por essa iniciativa de trazer a Energisa para dar explicações. É preciso ter um resultado. Eles são obrigados a fornecer um serviço de qualidade. Inclusive, a concessão se encerra em 2027. Os deputados estaduais, o governador tem que sentar com a empresa para se fazer de uma forma diferente ou que seja quebrado esse contrato, que seja feita uma nova licitação”, defendeu o vereador Paulo Schuh (DC).
O diretor técnico da Energisa em Mato Grosso, Fabrício Medeiros, lamentou a ocorrência de tantos transtornos e argumentou que muitos dos problemas acontecem por conta de eventos climáticos. “Nesse período, de setembro a outubro, tem ventos fortes, chuva de granizo, situações que realmente saem da normalidade. Nós temos um plano para todo o estado para isso que está sendo aplicado, é o plano de contingência. O que não dá para garantir é que não falte energia de jeito nenhum, porque a rede está sujeita a intempéries, a raio, batida de carro”, justificou.
Além disso, o representante da distribuidora garantiu que vai apresentar um plano detalhando ações para melhorar o quadro atual de Rondonópolis no dia 7 de novembro “Nós estamos com um plano em andamento, mas pretendemos estruturar isso e oficializar na Casa de leis. No dia 7 a gente vai apresentar um plano de reversão, formalizar para assumir o compromisso publicamente”, assegurou.
A data foi marcada a pedido do deputado Cláudio Ferreira, que viu um saldo positivo após a audiência. “A Energisa se comprometeu em dar uma resposta oficial de um plano de investimento para estabilizar o fornecimento de energia e o que nós queríamos é exatamente isso. Nós vamos esperar a proposta do dia 7 para fazer uma avaliação e validar tudo isso. Eu fiquei satisfeito”, analisou o parlamentar.
Fonte: ALMT – MT
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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