Política
‘Qualifica Cuiabá oferta cursos profissionalizantes para a população em vulnerabilidade social
Cursos são oferecidos à população em situação de vulnerabilidade social
Política
Novas turmas do “Qualifica Cuiabá ” iniciaram as atividades profissionalizantes nesta semana. O Programa, que está na 3ª Edição, tem como idealizadora a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro e contempla pessoas de baixa renda com oportunidades de cursos para quem está em busca de uma profissão. As ações do “Qualifica Cuiabá 300” começaram em 2018 e nas duas edições anteriores, mais de cinco mil pessoas receberam os certificados de formação.
Os cursos são ministrados nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Convivência de Idosos (CCI’s) e nas estruturas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
“Com a garantia de resultados exitosos nas primeiras edições, onde várias vidas foram transformadas, para os próximos quatro anos queremos formar 10 mil novos profissionais para terem a mesma chance de mudar de vida e com qualidade”, comemorou a primeira-dama Márcia Pinheiro.
Os cursos disponíveis nas unidades dos Cras e CCI’s são de costureiro industrial de vestuário e modelistas, confecção de bolsas em tecido, assistente de Recursos Humanos, confeiteiro, salgadeiro, assistente financeiro e Padeiro. Cada turma tem capacidade para 20 vagas. As capacitações são ministradas por professores da Rede do Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A capacitação termina no mês de agosto deste ano.
Dentre as capacitações oferecidas está a de costureiro industrial de vestuário e modelistas, confecção de bolsas em tecido, confeiteiro, salgadeiro, padeiro, dentre outras
O curso de Costureiro Industrial do Vestuário e Modelistas, com turmas nos períodos matutino, vespertino e noturno é ministrado na Sub-Prefeitura Sul, situado na Rodovia Palmiro Paes de Barros, KM 0, S/Nº- Vista Alegre.
Já a modalidade confecção de bolsas em tecido, na unidade do Centro de Convivência de Idosos- CCI Aidêe Pereira, na Rua Flamengo, nº 42- Novo Horizonte. Na unidade do CCI Padre Firmo, situado no bairro Dom Aquino, à Avenida Beira Rio- S/Nº é realizado o curso de Assistente de Recursos Humanos. Turmas nos períodos matutino e vespertino.
No Cras Jardim União, são ministradas as aulas do curso de Confeiteiro, com aulas pela manhã e tarde. A unidade fica na Rua 04, s/nº- Jardim União. Para os interessados em aprender técnicas de produção de salgados, o curso de salgadeiro é realizado no Cras Novo Colorado, nos períodos matutino e vespertino. O Cras está localizado na Rua Q, nº 56- Novo Colorado.
Para o curso de Assistente Financeiro, o local escolhido foi na sede do Centro de Convivência de Idosos- CCI João Guerreiro, com turmas pela manhã e tarde. O CCI fica na Rua 01- S/nº- Altos do Coxipó.
E para encerrar essa primeira edição do Qualifica 2021, na sede do CCI Maria Ignês no bairro CPA III, na Avenida Curió, nº 250, é realizado o curso de padeiro. Para informações e novas inscrições, os interessados devem entrar em contato pelo Whatsapp 99280-3239.
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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