"Educação"
Proposta vai agilizar repasses a unidades da Apae e Pestalozzi de MT
O parlamentar tem sido procurado por lideranças e representantes locais das comunidades escolares, como o vereador Mauro da Saúde (PSB), de Várzea Grande.
Política
Indicações apresentadas pelo primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), pedem a instalação de aparelhos de ar-condicionado em escolas da região da baixada cuiabana e interior do estado. As propostas foram apresentadas na sessão plenária desta quarta-feira (23) e serão encaminhadas à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).
O parlamentar tem sido procurado por lideranças e representantes locais das comunidades escolares, como o vereador Mauro da Saúde (PSB), de Várzea Grande. No caso da “cidade industrial”, Mauro alega que a Escola Estadual Deputado Salim Nadaf, mesmo que já climatizada, tem sofrido com a falta de manutenção dos aparelhos.
“Essa é uma das escolas em que estive fazendo vistoria, conversando com o corpo escolar. É necessário esse pedido para que toda a comunidade seja logo atendida, gerando melhores condições para alunos e funcionários. Por isso trouxe essas demandas ao deputado Max Russi, que tem sido nosso grande porta voz”, explicou o vereador.
Max Russi, que nos últimos 12 meses chegou a direcionar R$ 1,6 milhão em emendas para a compra e instalação de 679 aparelhos de ar-condicionado em 24 escolas de municípios do interior, acredita que o Executivo estadual possa organizar uma força-tarefa, nos próximos meses, para que os encaminhamentos sejam feitos.
O pacote de indicações inclui ainda escolas de diversas outras regiões, contemplando os municípios de Planalto da Serra, São José do Povo, Juscimeira e Dom Aquino, localizados no Sul de Mato Grosso. No Araguaia poderão ser beneficiadas as comunidades escolares de Campinápolis e Santa Terezinha. Já na baixada cuiabana, além de Várzea Grande, os pedidos foram feitos para escolas estaduais de Barão de Melgaço, Nobres, Rosário Oeste e Chapada dos Guimarães.
Para o deputado Max Russi, a utilização de ar-condicionado, em sala de aula, há tempos passou a ser necessidade básica, até mesmo em virtude das atuais condições climáticas de nossa região.
“Essa é uma demanda consensual, que foi constatada pelos representantes dessas comunidades escolares. A gente sabe ainda que é notório a melhoria no rendimento escolar em ambiente climatizado. Um ambiente escolar mais confortável aos alunos e professores, atenuando as altas temperaturas registradas em sala de aula, vai potencializar a qualidade do ensino prestado”, avalia.
Escolas de lata – Em 2019, após uma cobrança do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, a Seduc encerrou as atividades das “salas de aulas de lata”. Os módulos metálicos foram retirados de funcionamento e os alunos, que eram atendidos nessas estruturas com deficiência na ventilação, foram redimensionados.
Na época, estavam em funcionamento 41 estruturas divididas entre 12 escolas, localizadas nos municípios de: Campo Verde, Sapezal, Sinop, Santo Antônio de Leverger, Vila Rica, Confresa, Rosário Oeste, Barro do Bugres e Cuiabá.
Política
Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro
O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.
O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.
Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.
“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.
O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.
Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.
A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.
Investigação sobre R$ 308 milhões
A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.
A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.
Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.
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