Política
Projeto “Vigia Mais MT” é apresentado na ALMT
A reunião, que aconteceu na sala de Colégio de Líderes da ALMT, contou com a presença de 16 deputados, que puderam conhecer de perto o projeto
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A presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva (MDB), por meio da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Casa, recebeu a equipe de inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) de Mato Grosso, liderada pelo secretário da pasta, coronel César Augusto de Camargo Roveri. Na ocasião, a equipe técnica da Sesp apresentou o projeto “Vigia Mais MT”, por meio de um vídeo explicativo.
A reunião, que aconteceu na sala de Colégio de Líderes da ALMT, contou com a presença de 16 deputados, que puderam conhecer de perto o projeto. De acordo com o painel gerencial de equipamentos do Vigia Mais MT, o Estado instalou 13 mil câmeras fixas, uma mil do modelo Speed Domes e 1.700 OCR’S, perfazendo um total de 15.700 em todos municípios, além de dois mil switch, dois mil nobreak e dois mil armários para armazenagem desses equipamentos.
“Estou surpresa em conhecer todo o projeto e também feliz de saber que Mato Grosso é o primeiro estado do Brasil a implantar esse sistema de segurança. Nós tivemos uma resposta pronta e rápida ao [estilo de roubo] novo cangaço, isso traz uma segurança enorme à população. Temos que agradecer à Comissão de Segurança Pública da Assembleia que trouxe ao conhecimento dos deputados a dimensão do programa”, falou Janaina.
“Uma ação importante que merece nosso conhecimento e vem para ajudar a solucionar um problema que é a falta de efetivo do Estado, trazendo mais dinamismo e rapidez contra crimes que aconteceram no dia anterior e que podem ser desvendados pelas placas dos veículos usados pelos bandidos”, complementou a presidente.
Na oportunidade, o secretário César Roveri destacou que para atender a sociedade, o Governo do Estado pensou de forma ampla a não deixar nenhum setor de fora
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
Na oportunidade, o secretário César Roveri destacou que para atender a sociedade, o Governo do Estado pensou de forma ampla a não deixar nenhum setor de fora. Segundo o coronel, essa tecnologia veio para somar ao material humano preparado pela segurança pública.
“É uma plataforma de tecnologia robusta voltada ao videomonitoramento, tendo como objetivo aumentar a eficiência das forças policiais. Gerar mais produtividade nas operações e investigações na segurança pública”, lembrou ele.
De acordo com o secretário, O Vigia Mais MT” busca entregar a prevenção através do policiamento ostensivo, e com isso, expandir o trabalho de inteligência.
“Esse programa abre um leque com câmeras públicas e privadas com a possibilidade de aumentarmos isso por meio da plataforma na web. São milhares de câmeras de inteligência analítica espalhadas pelo estado com tecnologia capaz de identificar um delito e mirar automaticamente a placa de um veículo”, revelou.
O secretário-adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco destacou que o próprio sistema faz milhares de cruzamentos de informações, e segundo ele, é possível chegar a existência de vários tipos de associações, entre veículos, pessoas e crimes, descobrindo quadrilhas e mapeando o comportamento criminal desses grupos.
“São ferramentas avançadas que, unidas ao esforço e dedicação das forças policiais, geram resultados surpreendentes. A instalação do sistema em todas as cidades do Estado em parceria com os municípios, somam benefícios para quem trabalha na segurança. Uso da inteligência artificial, maior agilidade nas tomadas de decisões e informações detalhadas”, comentou.
Para o presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia, deputado Elizeu Nascimento (PL), o Vigia Mais MT vai proporcionar a diminuição da criminalidade, dar maior eficiência ao efetivo, e vai diminuir o tempo de resposta.
“É uma muralha digital com o objetivo de levar mais segurança à população. Nesse programa, o governo está aliando os mais modernos recursos tecnológicos à segurança da população mato-grossense”, explicou.
O chefe do gabinete do secretário-adjunto de Segurança Pública de Mato Grosso, tenente-coronel Adonival Alencar, disse que nessa iniciativa do sistema de inteligência, o governo tenta agregar a tecnologia e informação.
“Trouxemos, com essa tecnologia, uma forma de cruzamentos de dados e funções analíticas que permitem um sistema de monitoramento que não precisa do emprego de efetivo humano maior, mas que cria alertas para a segurança pública e dessa precisão, as ações de segurança”, disse Alencar.
Projeto Vigia Mais MT
O Governo de Mato Grosso investiu R$ 22,5 milhões na aquisição de mais de 15 mil câmeras de videomonitoramento, que serão distribuídas aos 141 municípios, por meio do programa Vigia Mais MT, para reforçar a segurança em todo estado.
O programa prevê a entrega gratuita das câmeras com nobreak, switch e armários aos municípios, que ficarão responsáveis pela instalação e manutenção dos equipamentos. O governo firmará termos de cooperação com as prefeituras para a cessão dos equipamentos.
De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública, César Augusto Roveri, o contrato de compra das 15 mil câmeras foi firmado com a empresa Intelbras S/A – Indústria de Telecomunicação, por meio de ata de registro de preços internacional.
“Foi uma compra extremamente vantajosa para o Estado, uma câmera OCR, por exemplo, que custa em torno de R$ 8 mil, o Estado adquiriu por R$ 1.799. As câmeras fixas, que custam em torno de R$ 2,4 mil, foram compradas por R$ 870, as speed domes, que custam R$ 11 mil, saíram por R$ 3 mil para o governo. Isso quer dizer que a economia alcançada pelo governo foi de 70% a 80%, em cada item comprado”, explicou Roveri.
Equipamentos
Cada modelo de câmera tem uma funcionalidade. As OCRs, por exemplo, fazem a leitura de placas e monitoram veículos em tempo real. Já as Speed Domes captam imagens em 360 graus com alcance de 2km.
Os critérios para definição do número de câmeras destinadas a cada município levam em conta a população, renda per capita e os índices criminais. Já os pontos de instalação são definidos a partir de estudo e análises de dados criminais e planos de ações estratégicas feitos pelos órgãos de segurança pública – Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e Corpo de Bombeiros.
Estiveram presentes na reunião com a equipe de inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública, além da presidente Janaína Riva e Elizeu Nascimento, os seguintes deputados: Gilberto Cattani (PL), Júlio Campos (União), Dr. João de Matos (MDB), Diego Guimarães (Republicanos), Carlos Avallone (PSDB), Cláudio Ferreira (PTB), Francis Maris (PSDB), Fabinho (PSB), Reck Junior (PSD), Gilberto Figueiredo (União), Juca do Guaraná (MDB), Valdir Barranco (PT) e Wilson Santos (PSD).
Secretaria de Comunicação Social
Política
Eleições 2026: influenciadores podem ser contratados para fazer campanha eleitoral?
No Brasil, existem mais de 10 milhões de influenciadores com, pelo menos, mil seguidores na plataforma Instagram, resultado que coloca o país na segunda posição do ranking global, atrás apenas dos Estados Unidos. São os dados de um levantamento feito pela Nielsen, empresa que analisa o comportamento dos consumidores em mais de 100 países.
Com tanta gente produzindo conteúdo e falando para diferentes públicos, os influenciadores também ganham espaço no período eleitoral. A capacidade de influenciar escolhas de consumo pode se estender a outros assuntos do cotidiano, incluindo o debate político. Nas redes, esses criadores podem falar sobre propostas, candidatos, eleições e cidadania para milhares ou até milhões de pessoas.
Embora a televisão e o rádio ainda tenham forte presença nas eleições brasileiras, especialmente por meio do horário eleitoral gratuito, as redes sociais vêm ganhando espaço como fontes de informação e debate público.
O estudo Digital News Report 2026, publicado pelo Instituto Reuters em parceria com a Universidade de Oxford, mostra que 53% dos brasileiros já utilizam as redes sociais e plataformas de vídeo para acessar notícias semanalmente. O relatório também aponta que 33% recebem conteúdos de criadores ou influenciadores que se concentram principalmente em notícias.
Desde 2014, a professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Issaaf Karhawi, se dedica a compreender a cultura dos influenciadores digitais no Brasil, investigação que deu origem ao livro De blogueira a influenciadora. Em entrevista ao programa Cidadania Senado Verifica, na TV Senado, Issaaf destacou a responsabilidade dos criadores de conteúdo na circulação de informações, especialmente no período eleitoral.
— Os influenciadores digitais devem se responsabilizar pelo espaço que ocupam. O cuidado com a informação é imprescindível— afirmou a pesquisadora.
O que dizem as regras do TSE para 2026?
O consultor legislativo Rodrigo Marengo explica que a Resolução 23.755, de 2026 atualizou as regras para as Eleições 2026. Ele destaca que o texto não usa a palavra “influenciador”, mas estabelece que é lícita a veiculação de propaganda eleitoral em canais e perfis de pessoas naturais (art. 28, § 6º-A).
— As regras vigentes permitem que os influenciadores participem ativamente da propaganda eleitoral, desde que de forma totalmente gratuita e sem a realização de impulsionamento de conteúdo — afirma o consultor.
Isso significa que candidatos, partidos e federações partidárias não podem contratar, premiar ou oferecer qualquer benefício para que influenciadores publiquem propaganda eleitoral, mesmo de forma indireta.
O consultor destaca ainda que os influenciadores podem exercer a sua liberdade de expressão como qualquer eleitor.
— O influenciador pode manifestar seu pensamento livremente, desde que: 1 — não se valha do anonimato; 2 — não ofenda a honra ou a imagem de candidatos e partidos; 3 — não promova a incitação de atos ilícitos; e 4 — não divulgue fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados, como as fake news — afirma.
No ambiente digital, a distinção entre manifestação espontânea, publicidade e propaganda eleitoral se torna um dos principais desafios para quem consome o conteúdo. A professora Issaaf Karhawi acredita que os influenciadores digitais podem desempenhar um papel relevante na aproximação dos eleitores com o processo eleitoral, desde que atuem com transparência e responsabilidade.
— Um problema na comunicação dos influenciadores é perceber a distinção entre o que é pessoal e o que é comercial — explicou.
E quando o influenciador é um personagem fictício feito com IA?
Outro desafio para as eleições de 2026 é o uso da inteligência artificial. Ferramentas capazes de produzir ou modificar imagens, vídeos e áudios podem criar personagens e facilitar a criação de conteúdos falsos ou manipulados, tornando mais difícil para o público identificar o que é verdadeiro. A Justiça Eleitoral também estabeleceu regras específicas para conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial, incluindo a identificação desse tipo de material.
Segundo Rodrigo Marengo, personagens fictícios criados por IA podem ser utilizados em propagandas eleitorais, mas o responsável pelo conteúdo deve informar, de maneira explícita, destacada e acessível, que o material foi fabricado ou manipulado por inteligência artificial e indicar a tecnologia utilizada.
Como denunciar irregularidades?
Abusos cometidos por influenciadores digitais durante as eleições, como propaganda eleitoral paga ou publicações irregulares nas redes sociais, podem ser denunciados pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. Sempre que possível, guarde o link da publicação, faça capturas de tela e registre a data, o horário e o perfil responsável. Esses dados ajudam a Justiça Eleitoral a analisar a denúncia.
Veja aqui como usar o aplicativo Pardal.
Diálogo com influenciadores
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 15 criadores de conteúdo que, juntos, alcançam cerca de 45 milhões de pessoas nas redes sociais. O encontro, realizado em 25 de agosto de 2026, na sede do TSE em Brasília, integrou a iniciativa Confirm@: 30 anos de urna eletrônica, promovida pela organização Redes Cordiais em parceria com o TSE e apoio de plataformas de rede social Youtube e Tik Tok. A ação tem objetivo de aproximar a Justiça Eleitoral dos influenciadores e ampliar a divulgação de informações confiáveis sobre as eleições.
A proposta é ajudar criadores de diferentes áreas a explicar, em linguagem simples, como funcionam a segurança e a fiscalização do sistema eleitoral. Como muitos jovens se informam principalmente pelo celular, os influenciadores podem contribuir para combater a desinformação e estimular o voto consciente, especialmente nas favelas e periferias.
Maria Helena e Tarcísio Cabral, criadores do canal @60demais, participaram do encontro. Engenheiros aposentados, eles produzem conteúdos que ajudam o público 60+ a usar as redes sociais com mais segurança e autonomia. No programa Cidadania Senado Verifica, da TV Senado, eles falam sobre segurança digital, atenção a conteúdos recebidos pelas redes e a importância de buscar informações em fontes confiáveis antes de votar.
Guia para influenciadores
O InternetLab, em parceria com o Redes Cordiais, produziu o Guia para Influenciadores nas Eleições com o objetivo de orientar os criadores de conteúdo sobre como participar do processo eleitoral de forma democrática, segura e ética nas plataformas digitais. O guia vale tanto para quem produz conteúdo quanto para quem apenas acompanha.
Ficou com alguma dúvida? Fale com o Senado Verifica pelo WhatsApp:+55 61 98190-0601
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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