“Interesses na contramão”

Projeto pessoal X projeto partidário nas eleições de 2022

A singularidade de uns está em rota de colisão das diretrizes na pluralidade do grupo.

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Política

Foto: istockphoto.com/

Mesmo sendo no “modo” discreto, as mudanças das peças rumo as disputas eleitorais deste ano, fomenta uma verdadeira “cortina de fumaça”, referente ao comportamento das pessoas, utilizando dos ideais e condutas partidárias, apenas para atender seus interesses, sem ao menos consultar ou até compartilhar, as realidades dos fatos na “colheita dos louros”.

Pelo que tudo indica, mesmo com declarações que vão na contramão das ações, muitos agentes tidos como políticos, estão “escorregando” na discrição, revelando aos mais e menos atentos, que de nada adiante a opinião coletiva, quando já sobressai seus únicos e exclusivos interesses.

Seguindo o fluxo dessas ações, é correto afirmar, que quando um determinado partido possui mais que uma liderança, considerada “chave”, os conflitos são inevitáveis, constantes e salutar, porque ao menos assim, o coletivo tem oportunidade de opinar, abrindo uma brecha para expor suas opiniões, que podem até não sobressair as ordens do “soberano”, mostrando que tem gente ciente de que “algo de errado, não está certo”, e existe o risco de revolta em prol dos interesses coletivos.

Foto:TRE-MT

“Não contaram com minha astúcia”: os utilizadores desta conduta, de momento podem até sobressair, utilizando das meias verdades, para ludibriar os integrantes do grupo e alcançar seus objetivos, mas vale ressaltar, que na política existe um velho ditado, de que se “perdoa a traição, mas não o traidor”.

O período é extremamente delicado, um verdadeiro “barril de pólvora”, até porque, muita gente teve as suas reais intenções reveladas no decorrer dos últimos anos, impugnando toda e qualquer semelhança com o coletivo representativo da política.

Os embates para os próximos dias ficarão cada vez mais intensos, calorosos e constantes, com a aproximação do período eleitoral, os “senhores feudais” irão fazer de tudo para permanecer no comando, por outro lado, os menos favorecidos, poderão ligar o modo “revolta da chibata”, mesmo correndo o risco de resultar aos moldes dos marinheiros, mas, mais vale lutar do que permanecer passivo, omisso e conivente.

As ações em busca de melhorias pelo povo e seus representantes devem ser constantes, o momento mais propício é agora, quando os partidos estão discutindo sobre os nomes que irão para o embate eleitoral, com objetivo de representar o povo exercendo cargos públicos. Em um país onde “o pau que bate em Chico é o mesmo para Francisco”, agentes identificados como políticos, em situações de investigações, afastamentos, cassação de mandatos, condenação, prisão e tornolezelados, são excluídos da vida pública, mas se tratando do Brasil, exclusivamente de Mato Grosso, o modo “República de Sucupira” é predominante, cabendo ao povo, o poderio total no dia da eleição, escolhendo ou excluindo determinados personagens do cenário da política. Se não for para todos, porque beneficiar apenas um ou alguns.

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Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação

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O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).

Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.

O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.

A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.

Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.

O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.



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