VÁRZEA GRANDE
Projeto “Elas Empreendem” será ampliado em Várzea Grande
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que as participantes das diversas oficinas desenvolvidas na unidade social, são a razão do ‘Elas Empreendem’ e do existir da Casa de Sarita.
Política
O projeto ‘Elas Empreendem’ – que atualmente é realizado em 44 bairros que atingem as microrregiões dos territórios dos Centros de Referência em Assistência Social – CRAS – será ampliado e vai beneficiar um número maior de mulheres em Várzea Grande. O comunicado foi feito pelo prefeito Kalil Baracat, durante o evento de entrega de certificados a 500 alunas que participaram de capacitações, neste primeiro semestre, na Casa de Sarita.
“Nada disso é possível, não só na assistência social, como nas demais pastas da prefeitura, sem a participação de vocês, que me dão força e ajudam para que os projetos, as obras e as coisas aconteçam. Hoje as palmas são para vocês que estão concluindo uma etapa de suas vidas. Esse espaço foi desenhado com muito carinho e amor, e saiu do papel porque estava em meu plano de governo, que era o de criar um Centro de Empoderamento da Mulher. Esse evento é motivo de orgulho para mim e minha equipe receber essas mulheres com sorrisos nos rostos e com brilho no olhar do dever cumprido”.
Ovacionado pelas mulheres presentes no evento, o prefeito Kalil Baracat, disse que o sentimento é de gratidão pela demonstração de carinho e respeito a sua pessoa. “Isso demonstra que estamos no caminho certo, fazendo políticas públicas que vão ao encontro dessas mulheres, e de jovens, crianças e em todas as áreas, seja na assistência, na saúde, educação, na cultura e isso é muito gratificante, aliás, esse o reconhecimento do dever cumprido”, observou.
A primeira-dama, Kika Dorilêo Baracat agradeceu ao prefeito Kalil Baracat por prontamente ter abraçado o sonho de tirar do papel a Casa de Sarita e transformá-la em realidade. “Quando eu vim visitar essa casa, eu já via essa quadra, como está hoje, repleta de mulheres, e de mulheres qualificadas, empoderadas, parceiras e amigas uma das outras mulheres. Eu já via isso acontecer e chegar aqui e ver essa quadra lotada é a concretização de um sonho. E eu tenho certeza de que Sarita Baracat também está muito feliz porque ela foi uma pioneira no empoderamento feminino aqui no município. A Educação, a qualificação profissional realmente é o que nós mulheres devemos buscar, cobrar e insistir para que as nossas vidas sejam transformadas. Essa é a primeira etapa do projeto, porque neste segundo semestre de agosto vamos dobrar o número de bairros que serão atendidos, porque todas as mulheres merecem ter acesso ao Elas Empreendem”, comemorou.
A coordenadora do Elas Empreendem, Ellen Costa, reafirmou a importância do projeto que tem como foco o fomento do empreendedorismo feminino, e a emancipação social e econômica de meninas e mulheres, garantindo a oportunidade de melhoria na renda familiar, o desenvolvimento de suas capacidades e habilidades para a convivência social e comunitária, promoção da autoestima e preparação para o mercado de trabalhos. “Realizamos diversos cursos dentre eles de artes finas, crochê, pintura em tecido, amigurumi (técnica japonesa de crochê), designer de sobrancelhas, costura criativa e automaquiagem e podemos dizer que todas as alunas concluem o curso com 100% de aproveitamento e aptas a desenvolverem a atividade concluída. Estamos felizes em poder ajudar essas mulheres a serem protagonistas de suas vidas, e de terem condição de melhorar a sua condição financeira”.

SECOM/VG
Representando a Câmara Municipal, o vereador Ícaro Reveles destacou o bom trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura Municipal de Várzea Grande, em especial pela Secretaria de Assistência Social. “Nós, enquanto Poder Legislativo, esperamos do poder público que devolva à sociedade curso de qualificação profissional, saúde e educação. Eu que tive a oportunidade de conhecer Sarita Baracat na época do Couto Magalhães, lembro que ela sempre nos deu exemplo de quanto a educação muda do cidadão, além de esporte e cultura. Eu posso dizer que conheci Sarita e Aziza Baracat que foram mulheres que mudaram a realidade de Várzea Grande através de ações como esta que estamos vivenciando aqui, curso de qualificação e educação. Espero que essa Casa de Sarita dê muito bons frutos e ajude muito mais as mulheres de Várzea Grande a serem independentes”.

SECOM/VG
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que as participantes das diversas oficinas desenvolvidas na unidade social, são a razão do ‘Elas Empreendem’ e do existir da Casa de Sarita. “Estamos sendo referência e esse sucesso se deve a vocês, porque se o programa fosse lançado e não tivesse adesão, nada disso teria sentido. Então a razão desse sucesso se deve a cada uma de vocês que hoje recebem o certificado de conclusão de curso. Vocês são essenciais no caminhar da assistência social”.
A secretária na ocasião agradeceu ao prefeito Kalil Baracat e à primeira-dama, Kika Dorilêo Baracat, por não medirem esforços para realizar, apoiar e avançar nas políticas públicas voltadas para as mulheres. “Estamos recebendo na ‘Casa de Sarita’, semanalmente, profissionais, secretárias e primeiras-damas de outros municípios para conhecer o modelo de trabalho realizado em Várzea Grande. Estamos sendo referência, e essa referência se deve muito a nossa primeira-dama, Kika Dorilêo Baracat que tem fortalecido as ações e programas sociais no município e por idealizar a Casa de Sarita que hoje se frutifica”.
A aluna Laudiane Maria da Silva conta que foi difícil concluir o curso. Por ter com quem deixar os filhos teve que trazer os pequenos para a Casa de Sarita, e contou com a ajuda das atendentes para que pudesse se manter atenta aos ensinamentos. “Agradeço imensamente a ajuda dessas pessoas que acolheram os meus filhos e que ajudaram a realizar o curso sem interrupção. Agradeço também a instrutora que sempre me apoiou e que nas horas difíceis tinha sempre uma palavra de incentivo. Quero também agradecer ao prefeito Kalil Baracat e à primeira-dama pela iniciativa de criar essa casa voltada para as mulheres, principalmente, para aquelas que assim como eu, necessita desse incentivo e acolhimento”, acrescentou.

SECOM/VG
PALESTRA: Flávia da empresa WebFlávia destacou a sua trajetória de vida e que antes de se tornar empresária de sucesso da área de publicidade e marketing, sofreu violência doméstica e familiar. Ela conta que passou por muitos momentos difíceis, mas que nunca desistiu e que a sua independência financeira foi impulsionada pela força de vontade, inteligência e resiliência.
“O que eu quero mostrar para vocês é que todas nós temos uma força interior capaz de sobrepor qualquer barreira, mas para que isso aconteça é necessário acreditar que isso é possível. A minha história de vida não foi fácil, mas não me deixei abalar, e fui à luta. Assim como eu consegui, vocês também podem se superar”, disse.
Flávia acredita que inspirar mulheres é fundamental para todas aquelas que conseguiram ter a liberdade de assumir o protagonismo de suas próprias vidas e dizer para as outras mulheres que podem ser uma empreendedora também. “Eu sempre digo que fora do empreendedorismo não tem muita saída para as mulheres, por isso é importante que você tenha o seu trabalho, seu dinheiro e de decidir a sua vida”, pontuou.
SECOM/VG
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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