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PROGRAMA SER FAMÍLIA HABITAÇÃO ENTREGA 50 NOVAS CASAS EM ÁGUA BOA

O evento contou com a presença da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, idealizadora do programa

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Política

Foto: Jana Pessôa/Unaf

A cerimônia de entrega das chaves de 50 casas populares do Programa Ser Família Habitação – Faixa 0, realizada nesta segunda-feira (16.12) na Praça da Cultura em Água Boa, contou com a presença da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, idealizadora do programa, e da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), coronel Grasi Bugalho.

O Programa Ser Família Habitação, com investimento de R$ 6,5 milhões, tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das famílias de baixa renda. A iniciativa é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Setasc, em parceria com a Sinfra e os municípios.

Durante a cerimônia, a primeira-dama Virginia Mendes foi homenageada com o Título de Cidadã Águaboense, concedido pela Câmara de Vereadores, em reconhecimento às suas contribuições voluntárias ao Governo do Estado.

“É uma honra receber este título, que demonstra que estamos no caminho certo. Isso também aumenta a minha responsabilidade. Agradeço aos vereadores que indicaram o meu nome e a todos que aprovaram”, disse Virginia Mendes.

Virginia Mendes agradeceu a dedicação de todos os envolvidos na obra.“Quero agradecer a todos que trabalharam neste projeto, à primeira-dama, ao prefeito, aos vereadores, e hoje estamos conseguindo entregar. E claro, o Governo do Estado, porque sem a aprovação dele não conseguiríamos. Este é um presente de Natal, que seja abençoado, que tenham um novo ano cheio de bênçãos. Eu me sinto realizada”, completou a primeira-dama.

Juliana, primeira-dama de Água Boa, também demonstrou sua satisfação.“Estou muito feliz pela entrega das 50 casas. Desde 2021, quando tivemos nossas primeiras conversas com a dona Virginia, até hoje, estamos concretizando esse sonho perto do Natal, para que vocês possam passar com suas famílias. Quero agradecer, primeiramente, à nossa primeira-dama Virginia Mendes por tudo o que ela faz, não apenas por Água Boa, mas por todo o Estado. Acho que todos já puderam perceber o carinho com que ela trata todos os assuntos do nosso Estado. Tenho o maior orgulho de dizer que temos a melhor primeira-dama do Brasil.”

O prefeito Mariano Kolankiewicz enfatizou a importância do momento.“Esta entrega é algo muito especial, não somente para as famílias que irão receber as casas, mas também para todas as pessoas que trabalharam arduamente para que isso fosse possível. As casas entregues, com a orientação da primeira-dama Virginia Mendes, foram construídas com muita qualidade, em um local adequado e com toda a estrutura necessária,” destacou.

O Programa SER Família Habitação-Faixa 0 já entregou unidades nos seguintes municípios: Água Boa (50 unidades), Novo Horizonte (58 unidades), Alto Araguaia (50 unidades), Alto Taquari (50 unidades), Novo São Joaquim (50 unidades) e Lucas do Rio Verde (50 unidades).

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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