MATO GROSSO
Programa SER Família entrega cestas básicas e kits para famílias de Rondonópolis
Entre 2020 e 2023, município recebeu mais de R$ 15 milhões em investimentos na área social
Política
O Programa Ser Família Solidário, desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso, entregou 1.600 cestas de alimentos e kits com produtos de higiene e limpeza famílias em situação de vulnerabilidade do município de Rondonópolis (a 220 km de Cuiabá) nesta terça-feira (28.02) e quarta-feira (1º.03). O programa é gerido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf), sob a direção voluntária da idealizadora dos projetos sociais, a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.
As entregas foram feitas por meio das instituições cadastradas, o Oratório Salesiano Filhos de Dom Bosco e a União Rondonopolitana de Associação de Moradores de Bairro (Uramb).
“Retomamos as entregas do SER Família Solidário pelas entidades filantrópicas, e os municípios por meio das Secretarias de Assistência Social também serão contemplados. Quero agradecer de coração a parceria com as entidades de Rondonópolis, especialmente pelo trabalho de responsabilidade que desenvolvem no social. Esse trabalho só é possível porque contamos com o apoio incondicional do governo, que aplica corretamente os impostos beneficiando as pessoas que mais precisam, e ainda agradeço de coração o trabalho que a secretária-interina Grasielle Bugalho tem desenvolvido na Setasc e toda a equipe da secretaria, a segurança pública que também nos dá apoio e a minha equipe da Unaf”, ressaltou a primeira-dama Virginia Mendes.

Para a presidente da Uramb, Nilza Maria Nunes Siqueira, a parceria da primeira-dama Virginia Mendes, nos três anos de pandemia fez a diferença na vida das famílias carentes de Mato Grosso.
“É importante esse apoio, desse olhar que ela e o governador tem com os municípios. A gente sempre cobrou isso dos governos anteriores. E a gestão do governador Mauro Mendes nesses quatro anos fez a diferença nos quatro cantos desse estado, trabalhando forte e levando dignidade para o nosso povo. É um governador e uma primeira-dama comprometidos em trabalhar para as famílias que mais precisam”, afirmou.
SER Família Solidário
A aposentada Adelina Araújo comemorou a doação de alimentos. Ela e o irmão são beneficiados com a cesta básica. “É a terceira vez que recebo a cesta. E essa ajuda é muito importante não só para mim, mas para muitas famílias. Que Deus abençoe a todos vocês por essa benção de hoje”, disse.


Para a presidente da Uramb, Nilza Maria Nunes Siqueira, a parceria da primeira-dama Virginia Mendes, nos três anos de pandemia fez a diferença na vida das famílias carentes de Mato Grosso.
SECOM/MT


Foto: João Reis
“É um orgulho para a gente porque essa é uma ação continua do Governo do Estado. O SER Família Solidário que é a entrega dessas cestas foi idealizado por ela a primeira-dama Virginia Mendes. E as instituições como a Uramb, que representam várias comunidades é um dos maiores parceiros porque são os presidentes de bairros, os movimentos comunitários dos bairros quem realmente sabem onde estão as pessoas que mais precisam. E isso é o que mais a primeira-dama nos cobra, que essas ações cheguem a quem mais necessita”, destacou Grasielle.
A secretária informou que os 141 municípios vão receber as cestas básicas de alimentos e kits de produtos de higiene e limpeza a partir de março, a cada trimestre. As cestas básicas serão retiradas na Arena Pantanal, em Cuiabá, por cada um dos municípios. A gestão municipal deve apresentar no momento da retirada o documento de autorização, constando a data e total de cestas básicas de acordo com a agenda e cronograma de distribuição informados às prefeituras. “É importante estarem atentos para o cumprimento do agendamento do seu município”, orientou.
Nesta quarta-feira, as cestas e kits serão entregues para as famílias do bairro Padre Lothar Bauchorowitz, que faz parte da Vila Operária de Rondonópolis.

Foto: SECOM/MT
A ação ainda contou com o apoio das equipes da Defesa Civil e da Política Militar, na segurança e organização no atendimento às famílias.
Entre 2020 e 2023, Rondonópolis já recebeu 49.174 cestas básicas, totalizando mais de R$ 4,3 milhões. Outras ações do Governo de Mato Grosso no município entre SER Família Emergencial, cofinanciamento, entrega de cobertores e filtros de barro e outras ações sociais somam mais de R$ 15,6 milhões destinados à assistência social no município.
FONTE: SECOM MT
Política
Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio
Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.
A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.
A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.
Números
Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.
Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.
— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.
A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.
Bullying
Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.
— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.
Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.
— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.
A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.
Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.
— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.
CVV
Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.
— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.
O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.
Risco das bets
Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos.
— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.
A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra.
Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.
— O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.
Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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