Rondonópolis
Primeira-dama entrega mil cestas básicas a famílias carentes
A entrega foi feita no Oratório Filhos de Dom Bosco, onde Virginia Mendes já havia doado 1,9 mil cestas em maio deste ano, através do programa Vem Ser Mais Solidário
Política
A primeira-dama do Estado de Mato Grosso, Virginia Mendes, realizou nesta segunda-feira (30.08) a entrega de mil cestas básicas e kits de higiene pessoal, doados através do programa Vem Ser Mais Solidário, a famílias carentes do município de Rondonópolis.
A entrega foi feita no Oratório Filhos de Dom Bosco, onde a primeira-dama do Estado já havia doado 1,9 mil cestas em maio deste ano.
Acompanhada da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Rosamaria Carvalho, do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, do deputado estadual Thiago Silva e do prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, entre outras autoridades, a primeira-dama se comprometeu em contribuir mensalmente com cestas básicas para a entidade através do programa.


Jana Pessôa – Secom-MT
As cestas irão beneficiar as famílias carentes assistidas pela instituição. Virginia Mendes foi recebida carinhosamente pelo Padre Danilo Rinaldi, que coordena a entidade.
“Agradeço a primeira-dama, que veio prestigiar os meus 61 anos de sacerdócio. Mas ela não veio de mãos vazias, ela trouxe todas essas cestas para repartirmos. E ela fez a promessa de todo mês nos enviar mais cestas básicas, que para mim é uma grande prova de que Deus existe”, manifestou o padre Danilo.
“Não restam dúvidas que a vinda da primeira-dama, dona Virginia, vem somar e vem fortalecer ainda mais as nossas políticas sociais. Nós estamos em um momento de dificuldade, de crise e nós precisamos ser solidários, dar as mãos uns aos outros. Agradeço imensamente a presença da dona Virgina que está aqui somando conosco”, acrescentou o prefeito de Rondonópolis.
As autoridades presentes receberam as medalhas da 1ª corrida virtual e solidária da Escola Tiradentes, coordenada pelo tenente-coronel Kleber Franklin, que arrecadou alimentos através das inscrições.
A primeira-dama recebeu presentes das crianças assistidas pelo oratório e também uma imagem de Dom Bosco, presente dos padres Danilo, Rafael e Vanderson.


Jana Pessôa – Secom-MT
Na oportunidade, Virginia Mendes também esteve na União Rondonopolitana de Associação de Moradores de Bairros (URAMB), onde ela ouviu os pedidos e as reivindicações da instituição e aproveitou o momento para fazer uma visita ao local que futuramente receberá o projeto ‘Ser Criança’.
“A primeira-dama sempre deixou as portas do Palácio Paiaguás abertas para nós e nos recebe sempre com muito carinho. Ela é uma grande parceira nossa e me arrisco a dizer que é a melhor primeira-dama que Mato Grosso já teve, e que precisa continuar a fazer esse grande trabalho”, afirmou a presidente da URAMB, Nilza Maria Sirqueira.
Virginia Mendes destacou que o Governo de Mato Grosso tem o compromisso fechado de levar o programa Vem Ser Mais Solidário as famílias mato-grossenses em situação de vulnerabilidade social, até o fim dessa pandemia.


Jana Pessôa – Secom-MT
“Nós conseguimos firmar com o governador Mauro Mendes o compromisso de levar o programa ‘Vem Ser Mais Solidário’ aos municípios de Mato Grosso até o fim da pandemia, porque nós percebemos lá no início que as famílias mais necessitadas precisam muito dessa ajuda nesse momento tão difícil. Então, manteremos firmes esse programa, entre outros como o Ser Família, até que toda essa situação amenize”, pontuou a primeira-dama do Estado.
Política
Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio
Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.
A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.
A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.
Números
Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.
Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.
— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.
A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.
Bullying
Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.
— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.
Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.
— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.
A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.
Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.
— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.
CVV
Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.
— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.
O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.
Risco das bets
Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos.
— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.
A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra.
Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.
— O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.
Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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